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Grupos de Bumba Meu Boi do Maranhão se apresentam no Rio

Apresentação chama para o início das festas de São João

Ana Cristi­na Cam­pos — Repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 27/04/2025 — 16:42
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro (RJ), 27/04/2025 - City Tour São João no Rio de Janeiro. Foto: Rodrigo Ribeiro/Divulgação
Repro­dução: © Rodri­go Ribeiro/Divulgação

Os gru­pos de Bum­ba Meu Boi Mara­canã e Son­hos do Maran­hão se apre­sen­taram neste domin­go (27) na Feira de São Cristóvão, na zona norte do Rio de Janeiro, para divul­gar a man­i­fes­tação artís­ti­ca.

As fes­tivi­dades do São João começam no esta­do nordes­ti­no no dia 4 de maio e vão até o últi­mo dia de jul­ho.

Con­sid­er­a­da patrimônio ima­te­r­i­al do Brasil, a man­i­fes­tação tem ori­gens indefinidas, mas ele­men­tos cul­tur­ais africanos e europeus, intro­duzi­dos prin­ci­pal­mente por meio da reli­giosi­dade, segun­do a Sec­re­taria de Tur­is­mo do Maran­hão.

Nas comu­nidades que fazem a brin­cadeira, as cel­e­brações e o tra­bal­ho em torno da fes­ta duram prati­ca­mente o ano inteiro. Um dos desafios é preparar o couro do boi, reves­ti­men­to de camurça bela­mente dec­o­ra­do com canu­til­hos que reco­brem o cor­po do ani­mal, pois é de bom tom que seja ren­o­va­do a cada tem­po­ra­da.

Mas é durante os fes­te­jos juni­nos que ele reina abso­lu­to, arra­s­tan­do mul­ti­dões. No Bum­ba Meu Boi do Maran­hão, a var­iedade de sotaques, ou rit­mos, faz a difer­ença.

» São basi­ca­mente cin­co:

  • Sotaque de Zabum­ba: Rit­mo orig­i­nal do Bum­ba Meu Boi, mar­ca a forte influên­cia africana na man­i­fes­tação. São uti­liza­dos instru­men­tos como pan­deir­in­hos, maracás e tan­tãs, além das zabum­bas. No ves­tuário, desta­cam-se golas e saio­tas bor­dadas e chapéus com fitas col­ori­das.
  • Sotaque de Orques­tra: Ao incor­po­rar out­ras influên­cias, o Bum­ba Meu Boi gan­ha o acom­pan­hamen­to de diver­sos instru­men­tos de sopro e cor­das. O ves­tuário é bem elab­o­ra­do e difer­en­ci­a­do dos demais rit­mos.
  • Sotaque de Pin­daré: Matra­cas e pan­deiros pequenos dão o rit­mo deste sotaque. E o per­son­agem Cazum­bá, uma mis­tu­ra de homem e bicho, é o destaque que diverte os brin­cantes e o públi­co.
  • Sotaque de Cos­ta de Mão: Típi­co da região de Curu­rupu – Flo­res­ta dos Guarás – recebe este nome em vir­tude de pequenos pan­deiros toca­dos com as costas das mãos. Além de roupa em velu­do bor­da­do, os brin­cantes usam chapéus em for­ma de cogume­lo, com fitas col­ori­das e gri­nal­das de flo­res.
  • Sotaque da Ilha ou de Matra­ca: Como são con­heci­dos os bois orig­inários da ilha de São Luís e que uti­lizam como prin­ci­pais instru­men­tos as matra­cas e os chama­dos pan­deirões. São os mais pop­u­lares e queri­dos, for­man­do ver­dadeiras nações.

Em todo o esta­do, são mais de 400 gru­pos de Bum­ba Meu Boi dessa bela demon­stração pop­u­lar.

Rio de Janeiro (RJ), 27/04/2025 - City Tour São João no Rio de Janeiro. Foto: Rodrigo Ribeiro/Divulgação
Repro­dução: Rio de Janeiro (RJ), 27/04/2025 — Bum­ba Meu Boi do Maran­hão no Rio de Janeiro. Foto: Rodri­go Ribeiro/Divulgação

A estu­dante uni­ver­sitária Leudi­g­era Mendes par­tic­i­pa como índia do grupo fol­clóri­co Mara­canã des­de os 4 anos. Esse Bum­ba Meu Boi é do sotaque da Ilha ou de Matra­ca.

“Cada região do Brasil tem uma man­i­fes­tação cul­tur­al e o boi é muito impor­tante para o Maran­hão. Esta­mos aqui para divul­gar o maior São João do mun­do que é o do Maran­hão”, disse.

O mecâni­co Adri­ano dos San­tos é o boi do grupo dos Son­hos, de sotaque de Orques­tra, há oito anos.

“Essa tradição é de família que veio do meu avô e do meu pai. Todos eles eram bois. Não é para qual­quer um não. Exige muito dos braços. Tem que ter gin­ga­do e bal­ança­do”.

O secretário estad­ual de Cul­tura do Maran­hão, Yuri Arru­da, disse que este ano o gov­er­no trouxe um pouco para o Rio do gostin­ho da cul­tura maran­hense.

“São 90 dias de fes­ta em todos os can­tos do esta­do. O Maran­hão sofre influên­cias de várias regiões. É uma cul­tura muito diver­sa. Temos Bum­ba Meu Boi, quadrilha, for­ró pé de ser­ra, dança do coco, dança por­tugue­sa. É uma infinidade de danças”.

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