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Fiocruz registra imagens de replicação do vírus monkeypox em célula

Repro­dução: © Déb­o­ra F. Bar­reto-Vieira/IOC/­Fiocruz

Pesquisa foi feita pelo Laboratório de Morfologia e Morfogênese Viral


Pub­li­ca­do em 29/08/2022 — 18:05 Por Viní­cius Lis­boa — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

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Pesquisadores da Fun­dação Oswal­do Cruz (Fiocruz) con­seguiram reg­is­trar em ima­gens o momen­to em que uma célu­la sofre proces­so de degen­er­ação após infecção pelo vírus mon­key­pox, respon­sáv­el pela varío­la dos maca­cos. A ampli­ação da imagem em até 40 mil vezes per­mi­tiu mostrar de per­to as partícu­las virais em proces­so de repli­cação no cito­plas­ma da célu­la. 

Segun­do os pesquisadores, esti­ma-se que o vírus mon­key­pox meça 300 nanômet­ros, o que equiv­ale a 0,00003 cen­tímetro. Ape­sar de ser 300 vezes menor que a célu­la, os cien­tis­tas avaliam que ele se repli­ca com facil­i­dade ao con­seguir infec­tá-la.

A cap­tação das ima­gens se deu durante um estu­do sobre repli­cação viral, a par­tir de uma amostra clíni­ca de um paciente infec­ta­do que foi pos­ta em con­ta­to com célu­las de lin­hagem Vero, fre­quente­mente uti­lizadas para ensaios in vit­ro e iso­la­men­to viral.

A pesquisa é coor­de­na­da pela chefe do Lab­o­ratório de Mor­folo­gia e Mor­fogê­nese Viral, Deb­o­ra Fer­reira Bar­reto Vieira, com colab­o­ração de sua equipe (Milene Dias Miran­da, Gabriela Car­doso Cal­das e Vivian Fer­reira), em parce­ria com pesquisadores do Lab­o­ratório de Enterovírus, refer­ên­cia em diag­nós­ti­co lab­o­ra­to­r­i­al em mon­key­pox para o Min­istério da Saúde.

A mon­key­pox, tam­bém chama­da de varío­la dos maca­cos, foi declar­a­da Emergên­cia Inter­na­cional de Saúde Públi­ca pela Orga­ni­za­ção Mundi­al de Saúde e já cau­sou mais de 40 mil casos des­de que o vírus saiu das regiões do con­ti­nente africano onde cos­tu­ma­va ser endêmi­co.

A doença pode ser trans­mi­ti­da por con­ta­to pes­soal e ínti­mo, como bei­jo, abraço e relações sex­u­ais, por con­ta­to com feri­das, crostas ou flu­i­dos cor­po­rais, e tam­bém por secreções res­pi­ratórias durante con­ta­to pes­soal pro­lon­ga­do.

Os sin­tomas podem incluir lesões na pele, febre, dor no cor­po e dor de cabeça, entre out­ros. Pes­soas com ess­es sin­tomas devem procu­rar os serviços de saúde para terem aces­so à testagem.

Edição: Lílian Beral­do

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