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Hemorio estuda tratamento de covid-19 com plasma de vacinados

Covid-19: Fiocruz amplia capacidade nacional de testagem
Repro­dução: © Ita­mar Crispim/Fiocruz

Participam do estudo pacientes do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul


Pub­li­ca­do em 24/05/2021 — 15:09 Por Alana Gan­dra – Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

O Insti­tu­to de Hema­tolo­gia Arthur de Siqueira Cav­al­can­ti (Hemorio), vin­cu­la­do à Sec­re­taria de Esta­do de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), ini­cia nes­ta sem­ana a cole­ta de plas­ma (parte líqui­da do sangue) de doadores que ten­ham rece­bido as duas dos­es de vaci­na con­tra a covid-19, há pelo menos 14 dias.

O plas­ma cole­ta­do será usa­do em estu­do inédi­to denom­i­na­do Immune­shar, que vai tes­tar uma nova opção de trata­men­to con­tra o novo coro­n­avírus. O mate­r­i­al será apli­ca­do em pacientes maiores de 40 anos com covid-19 e que este­jam na fase ini­cial da doença, disse hoje (24) à Agên­cia Brasil o dire­tor do Hemorio, Luiz Amor­im.

O estu­do será feito em con­jun­to com a Pon­tif­í­cia Uni­ver­si­dade Católi­ca do Rio Grande do Sul (PUC-RS), Uni­ver­si­dade Fed­er­al do Rio Grande do Sul (UFRGS), SES-RJ, Hos­pi­tal Virvi Ramos (RS), Sec­re­taria Munic­i­pal de Saúde de Cax­i­as do Sul e Uni­ver­si­dade Fee­vale (RS).

Essa é a primeira pesquisa mul­ti­cên­tri­ca do país a uti­lizar o plas­ma doa­do por pes­soas com o esque­ma vaci­nal com­ple­to, para tratar pacientes no está­gio ini­cial da doença.

 O pro­je­to tem finan­cia­men­to do Min­istério da Ciên­cia, Tec­nolo­gia e Ino­vações.

Esperança

De acor­do com o Hemorio, a téc­ni­ca de usar o plas­ma con­va­les­cente, tam­bém chama­do plas­ma hiper­imune, foi ado­ta­da durante a epi­demia da Gripe Espan­ho­la, em 1918 e, segun­do os pesquisadores, pode ser uma esper­ança para o trata­men­to do novo coro­n­avírus, prin­ci­pal­mente nos casos leves e mod­er­a­dos. Eles acred­i­tam que como a vaci­na pro­duz um tipo especí­fi­co de anti­cor­po, em tese mais efi­ciente no com­bate ao vírus, o trata­men­to com o plas­ma pode reduzir as taxas de inter­nação dos pacientes.

Luiz Amor­im infor­mou que serão trata­dos 380 pacientes, maiores de 40 anos de idade, aten­di­dos em unidades de Pron­to Atendi­men­to (UPAs) da rede de saúde do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, que ten­ham con­fir­ma­do a infecção pelo novo coro­n­avírus, que este­jam no máx­i­mo no ter­ceiro dia de sin­tomas, sem neces­si­dade de inter­nação hos­pi­ta­lar e que con­cor­dem em par­tic­i­par da pesquisa.

Desse total, metade rece­berá a trans­fusão de plas­ma, para que pos­sa ser fei­ta análise com­par­a­ti­va da eficá­cia do pro­du­to. A escol­ha dos pacientes que rece­berão o plas­ma ou farão o trata­men­to padrão será aleatória, por sorteio. Esse é um pro­ced­i­men­to padrão em pesquisas, afir­mou o dire­tor do Hemorio. Elas terão que assi­nar um ter­mo de con­sen­ti­men­to para par­tic­i­par do estu­do e vão se recu­per­ar em casa, com acom­pan­hamen­to dos pesquisadores.

Resultados

Luiz Amor­im esti­mou que o estu­do dev­erá ser con­cluí­do em até três meses. Os resul­ta­dos serão avali­a­dos em con­jun­to por todas as insti­tu­ições envolvi­das no pro­je­to. “Quan­to mais cen­tros estiverem par­tic­i­pan­do, mais rapi­dez ter­e­mos nos resul­ta­dos”, disse o dire­tor do Hemorio.

Amor­im afir­mou que caso os resul­ta­dos do trata­men­to com plas­ma sejam pos­i­tivos, ele poderá ser uti­liza­do em um número maior de pes­soas. A decisão, porém, será das autori­dades de saúde públi­ca. Des­de o iní­cio da pan­demia, mais de 300 pes­soas fiz­er­am trans­fusão com plas­ma doa­d­os no Hemorio. Os dados pre­lim­inares obti­dos até ago­ra apon­tam que a téc­ni­ca é efi­ciente nos pacientes em está­gios ini­ci­ais de infecção, ao neu­tralizar o vírus.

Edição: Denise Griesinger

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