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Masp abre programação do vão livre com instalação de Iván Argote

É a primeira exposição no local desde que museu obteve concessão

Elaine Patrí­cia Cruz — Repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 10/04/2025 — 07:02
São Paulo
São Paulo (SP), 10/04/2025 - Iván Argote, O Outro, Eu e os Outros , 2024, vista da exposição, Bienal de Lyon, França. Foto: © Iván Argote Cortesia do artista/Divulgação
Repro­dução:  © Iván Argote Corte­sia do artista/Divulgação

Após ter obti­do a con­cessão do vão livre, que esta­va ante­ri­or­mente sob admin­is­tração da prefeitu­ra munic­i­pal, o Museu de Arte de São Paulo (Masp) dará novo uso ao espaço. A par­tir des­ta quin­ta-feira (10), o local pas­sará a abri­gar uma insta­lação inter­a­ti­va e tem­porária do artista colom­biano Iván Argote.

Esta é a primeira exposição no local des­de que o Masp obteve a con­cessão em novem­bro do ano pas­sa­do. O vão livre do museu tem 74 met­ros de exten­são e foi pro­je­ta­do pela arquite­ta Lina Bo Bar­di como uma praça cívi­ca, um local de encon­tro e con­vivên­cia des­ti­na­do a man­i­fes­tações cul­tur­ais diver­sas, como dança, teatro, músi­ca e cir­co, além de exposições inter­a­ti­vas e didáti­cas. Nos últi­mos anos, o espaço era muito uti­liza­do para man­i­fes­tações soci­ais e políti­cas e tam­bém abri­ga­va, aos domin­gos, uma feira de antigu­idades que ago­ra pas­sou a ser real­iza­da no Par­que Mario Covas, tam­bém na Aveni­da Paulista.

Chama­da de O Out­ro, Eu e os Out­ros, a insta­lação de Iván Argote propõe uma reflexão sobre o papel do indi­ví­duo no cole­ti­vo e no espaço públi­co. A obra é com­pos­ta por duas platafor­mas móveis, dis­postas nas extrem­i­dades do vão, e fun­ciona como uma grande gan­gor­ra, que se incli­na con­forme o deslo­ca­men­to dos vis­i­tantes, dis­cutin­do sobre as dinâmi­cas de equi­líbrio e de movi­men­to cole­ti­vo.

Quan­do uma úni­ca pes­soa se move por essa gan­gor­ra, o equi­líbrio se man­tém quase inal­ter­ado; no entan­to a ação cole­ti­va pode redefinir com­ple­ta­mente a incli­nação da platafor­ma, que pende para um lado ou para o out­ro. A situ­ação mais com­plexa ocorre quan­do os par­tic­i­pantes dis­tribuem seu peso de maneira equi­li­bra­da, alcançan­do um esta­do de esta­bil­i­dade. A curado­ria é de Adri­ano Pedrosa, com assistên­cia de Matheus de Andrade.

“É um momen­to históri­co do museu. O pro­je­to de Lina [Bo Bar­di] pre­vê como uma de suas car­ac­terís­ti­cas cen­trais a con­fluên­cia entre o espaço muse­ológi­co e o vão livre. O tra­bal­ho de Argote dialo­ga com o pen­sa­men­to de Lina e sug­ere uma metá­fo­ra para a relação entre indi­ví­duo e sociedade, evi­den­cian­do o poder da colab­o­ração para provo­car mudanças. Ao aliar ludi­ci­dade e reflexão, o artista con­vi­da o públi­co a repen­sar suas inter­ações no espaço urbano e na vida em comu­nidade. Uma obra muito ade­qua­da para essa nova fase do Masp”, disse Matheus de Andrade, em nota.

Outras exposições

No final do mês pas­sa­do, o Masp inau­gurou seu novo pré­dio, que rece­beu o nome de Pietro Maria Bar­di, um dos fun­dadores do museu. O novo espaço foi aber­to ao públi­co com cin­co exposições e fica ao lado do anti­go edifí­cio, que ago­ra é chama­do de Lina Bo Bar­di, em hom­e­nagem à arquite­ta que o pro­je­tou.

A par­tir de hoje, o edifí­cio Lina Bo Bar­di tam­bém pas­sará a ter novas exposições que refletem sobre o tema que será tra­bal­ha­do neste ano pelo museu: Histórias da Ecolo­gia. A primeira delas é Hul­da Guzmán: fru­tas mila­grosas, primeira mostra indi­vid­ual da artista domini­cana em um museu. A exposição apre­sen­ta 17 pin­turas que apre­sen­tam a natureza como um ter­ritório pro­tag­o­nista no qual todos os ele­men­tos se apre­sen­tam em relações de inter­de­pendên­cia.

A segun­da exposição apre­sen­ta 34 arpilleras — uma téc­ni­ca de bor­da­do orig­inária do Chile -, que foram pro­duzi­das por inte­grantes do Cole­ti­vo Nacional de Mul­heres do Movi­men­to dos Atingi­dos por Bar­ra­gens (MAB). As obras expres­sam vivên­cias e lutas dessas mul­heres diante dos impactos soci­ais e ambi­en­tais cau­sa­dos pela con­strução de bar­ra­gens.

Já a Sala de vídeo apre­sen­ta um tra­bal­ho do artista e cineas­ta Inuk Silis Høegh, que provo­ca reflexões sobre as mudanças climáti­cas e os proces­sos colo­ni­ais que con­tam a história da Groen­lân­dia, onde nasceu.

Mais infor­mações sobre as novas exposições em car­taz no Masp podem ser obti­das no site do museu. A entra­da é gra­tui­ta às terças-feiras e tam­bém nas noites de sex­ta, a par­tir das 18h. O agen­da­men­to para entra­da no museu é obri­gatório por meio do site masp.org.br/ingressos.

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