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Ministério e USP assinam convênio para pesquisar mortes violentas

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© Tânia Rêgo/Agência Brasil (Repro­dução)

Serão empregados R$ 5,2 milhões na aquisição de equipamentos


Pub­li­ca­do em 30/03/2021 — 08:52 Por Pedro Peduzzi — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

Um con­vênio assi­na­do entre a Sec­re­taria Nacional de Políti­cas sobre Dro­gas, do Min­istério da Justiça e Segu­rança Públi­ca, e a Fac­ul­dade de Med­i­c­i­na da Uni­ver­si­dade de São Paulo (USP) pos­si­bil­i­tará, por meio de autóp­sias, o desen­volvi­men­to de pesquisas sobre a detecção do uso de álcool e dro­gas ilíc­i­tas entre as víti­mas de mortes vio­len­tas.

Ao todo, R$ 5,2 mil­hões serão disponi­bi­liza­dos por meio de finan­cia­men­to para a aquisição de novos equipa­men­tos. As autóp­sias serão feitas nos insti­tu­tos médi­cos legais de Vitória (ES), Goiâ­nia (GO), Recife (PE), Belém (PA) e Curiti­ba (PR), além de out­ras qua­tro cidades local­izadas em algu­mas dessas regiões met­ro­pol­i­tanas – Ananin­deua (PA), Paulista (PE), Cariaci­ca (ES) e São José dos Pin­hais (PR).

Segun­do o Min­istério da Justiça, “a pesquisa tem o obje­ti­vo de apri­morar o mon­i­tora­men­to de mortes rela­cionadas ao con­sumo de álcool e dro­gas no país e será uma impor­tante fer­ra­men­ta para pro­gra­mas nacionais de pre­venção e con­t­role de óbitos, tal como o pro­je­to Drogômetro, que pre­vê a imple­men­tação de tec­nolo­gias para detecção do uso de dro­gas por parte de con­du­tores de veícu­los”.

Políticas públicas

Em nota, o dire­tor de Políti­cas Públi­cas e Artic­u­lação Insti­tu­cional da Sec­re­taria Nacional de Políti­cas sobre Dro­gas, Gus­ta­vo Cami­lo Bap­tista, disse que a parce­ria será rel­e­vante para sub­sidiar políti­cas públi­cas sobre dro­gas baseadas em evidên­cias.

“Em pesquisa ante­ri­or da própria USP, soube­mos que 25% das víti­mas fatais de aci­dente de trân­si­to na cidade de São Paulo tin­ham feito uso ime­di­a­to de dro­gas antes da ocor­rên­cia no perío­do estu­da­do, e ape­nas 18% uso de álcool. Ao se enten­der estas cor­re­lações, podemos faz­er desen­hos mais ade­qua­dos de pro­gra­mas e pro­je­tos que con­sigam diminuir estes indi­cadores “, afir­mou.

O estu­do será coor­de­na­do na USP pela pro­fes­so­ra do Depar­ta­men­to de Med­i­c­i­na Legal, Éti­ca Médi­ca e Med­i­c­i­na Social e do Tra­bal­ho da Fac­ul­dade de Med­i­c­i­na, Vil­ma Ley­ton; e pelo pro­fes­sor do Depar­ta­men­to de Med­i­c­i­na Pre­ven­ti­va, Herá­cli­to Bar­bosa de Car­val­ho.

Edição: Kle­ber Sam­paio

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