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ONU lança campanha sobre violência doméstica contra mulheres

Repro­dução: © Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

#ParaCadaUma será lançada às 19h30, no Cristo Redentor


Pub­li­ca­do em 07/08/2022 — 08:33 Por Alana Gan­dra – Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

Ouça a matéria:

A ini­cia­ti­va glob­al Ver­i­fi­ca­do lança hoje (7), às 19h30, uma cam­pan­ha de com­bate à vio­lên­cia domés­ti­ca e famil­iar con­tra mul­heres. A cam­pan­ha #Para­CadaU­ma é coor­de­na­da no Brasil pelo Cen­tro de Infor­mação das Nações Unidas para o Brasil (Unic Rio), , durante even­to no Cristo Reden­tor.

O obje­ti­vo da cam­pan­ha, que será lança­da no Cristo Reden­tor, é infor­mar a pop­u­lação sobre as for­mas de vio­lên­cia domés­ti­ca tip­i­fi­cadas na Lei Maria da Pen­ha: moral, físi­ca, sex­u­al, psi­cológ­i­ca e pat­ri­mo­ni­al. Neste domin­go, a Lei Maria da Pen­ha com­ple­ta 16 anos.

O pro­je­to Ver­i­fi­ca­do foi lança­do em 2020, no começo da pan­demia de covid-19, para com­bat­er a desin­for­mação sobre a doença e, tam­bém, com­par­til­har infor­mações que aju­daram a sal­var vidas.

“Durante dois anos, o Ver­i­fi­ca­do tra­bal­hou exclu­si­va­mente com a pan­demia da covid-19. Este ano, a gente ver­i­fi­cou a neces­si­dade de ir para out­ros assun­tos, uma vez que a desin­for­mação sobre a pan­demia diminuiu bas­tante”, con­ta a asses­so­ra da Unic Rio, Rober­ta Cal­do.

A ini­cia­ti­va avançou, então, para temas que ain­da fos­sem, de algum modo, rela­ciona­do à pan­demia, como a vio­lên­cia domés­ti­ca con­tra a mul­her. “Isso acon­tece porque as pes­soas ficaram mais den­tro de casa e, infe­liz­mente, na maio­r­ia dos casos, o agres­sor mora jun­to com a mul­her. É uma pes­soa próx­i­ma da mul­her. A quan­ti­dade de casos de vio­lên­cia con­tra a mul­her aumen­tou muito durante a pan­demia, não só no Brasil, mas no mun­do todo”, disse Rober­ta.

“A gente pre­cisa apren­der mel­hor quais são os tipos de vio­lên­cia con­tra a mul­her, para poder iden­ti­ficar quan­do os casos acon­te­cem, denun­ciar e diminuir a quan­ti­dade de casos. E o jeito que a gente tem para enfrentar é con­hec­i­men­to”, disse Rober­ta. A cam­pan­ha tem apoio dos insti­tu­tos Maria da Pen­ha e Avon.

De acor­do com dados do Insti­tu­to de Segu­rança Públi­ca (ISP) do Rio de Janeiro, a cada três dias, uma mul­her é víti­ma de fem­i­nicí­dio no esta­do. Entre janeiro e maio deste ano, foram reg­istradas 52 mortes de mul­heres.

No Cristo Reden­tor, a primeira eta­pa da cam­pan­ha #Para­CadaU­ma con­tará com a par­tic­i­pação de rep­re­sen­tantes de várias religiões: bud­is­mo, can­domblé, catoli­cis­mo, espiritismo, evan­ge­lis­mo, hare krish­na, islamis­mo, judaís­mo e umban­da. Haverá tam­bém uma pro­jeção no mon­u­men­to e uma apre­sen­tação da can­to­ra brasileira Kell Smith, que é par­ceira do pro­je­to Ver­i­fi­ca­do des­de o iní­cio.

Agosto lilás

O mês de agos­to é ded­i­ca­do a cam­pan­has de con­sci­en­ti­za­ção pelo fim da vio­lên­cia con­tra a mul­her. No Rio de Janeiro, o Museu do Aman­hã e o Museu de Arte do Rio vão ado­tar ilu­mi­nação lilás para mar­car o perío­do. A ação com luzes col­ori­das tam­bém vai ser repro­duzi­da em out­ros pon­tos turís­ti­cos do país, como o Teatro Ama­zonas, em Man­aus.

Em São Paulo, o metrô e as lin­has 4, 5, 8 e 9 do trem vão ade­si­var as por­tas dos vagões com men­sagens de com­bate à vio­lên­cia domés­ti­ca e famil­iar. As men­sagens serão trans­mi­ti­das ain­da nos mon­i­tores. O VLT Car­i­o­ca e a Eletro­midia tam­bém se com­pro­m­e­ter­am em divul­gar essas infor­mações em suas telas.

Edição: Denise Griesinger

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