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Plataforma reúne dados, fotos e infográficos do cerrado na internet

48707369166_c1f339e76a_k Repro­dução: © Ton­in­ho Tavares/Agência Brasília

Novo site apresenta características do bioma, suas riquezas e ameaças


Pub­li­ca­do em 28/05/2021 — 21:09 Por Pedro Rafael Vilela — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

Insti­tu­to Sociedade, Pop­u­lação e Natureza (ISPN), uma orga­ni­za­ção da sociedade civ­il, lançou nes­ta sex­ta-feira (28) o por­tal Cer­ra­do Vivo, que reúne infor­mações sobre o segun­do maior bio­ma do país, atrás ape­nas da Amazô­nia, e um dos que seguem mais ameaça­dos no plan­e­ta. 

Con­heci­do tam­bém como a savana brasileira, ou flo­res­ta inver­ti­da, por causa das raízes pro­fun­das, o cer­ra­do é com­pos­to prin­ci­pal­mente por árvores baixas, arbus­tos espaça­dos e gramíneas e está pre­sente em Minas Gerais, no Mato Grosso, na Bahia, no Mato Grosso do Sul, no Tocan­tins, em Goiás, no Dis­tri­to Fed­er­al, na Bahia, no Maran­hão e no Piauí. Abrange 204 mil­hões de hectares (cer­ca de 2 mil­hões de quilômet­ros quadra­dos),  quase um quar­to de toda a exten­são ter­ri­to­r­i­al do Brasil.

Sua flo­ra pos­sui mais de 12,3 mil espé­cies de plan­tas, sendo 4,4 mil endêmi­cas, ou seja, exclu­si­vas dessa região. É o caso do pequi, pau-ter­ra, bar­ba­timão, capim doura­do, arni­ca do cer­ra­do e da canela-de-ema. Já a fau­na abri­ga cer­ca de 30% de toda a diver­si­dade brasileira. São mais de 850 espé­cies de aves, 251 de mamífer­os, 800 de peix­es, 820 de abel­has, mais de 1 mil espé­cies de bor­bo­le­tas, 300 de formi­gas, 10 de mari­posas, 158 espé­cies de ser­pentes e 209 de anfíbios. Além da bio­di­ver­si­dade, o cer­ra­do abri­ga diver­sos povos e comu­nidades tradi­cionais, que incluem quilom­bo­las, indí­ge­nas, agricul­tores famil­iares, com uma rica tradição de con­vivên­cia sus­ten­táv­el com a natureza.

A ideia da platafor­ma Cer­ra­do Vivo, de acor­do com o ISPN, é ser uma fonte de apre­sen­tação do bio­ma para as pes­soas que ain­da não con­hecem suas riquezas e tem uma ver­são em inglês para con­tem­plar o públi­co estrangeiro. O acer­vo de fotos é o grande difer­en­cial. O por­tal con­ta tam­bém com info­grá­fi­cos, elab­o­ra­dos para explicar car­ac­terís­ti­cas botâni­cas, a fau­na, as comu­nidades tradi­cionais, estoque de car­bono e as prin­ci­pais ameaças, prin­ci­pal­mente a con­ver­são da mata orig­i­nal em pasta­gens e áreas agrí­co­las para sus­ten­tar a pecuária e a mono­cul­tura.

De acor­do com a Empre­sa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embra­pa), até a déca­da de 1970, o solo do cer­ra­do era con­sid­er­a­do impro­du­ti­vo, mas, com a evolução da tec­nolo­gia a região tornou-se respon­sáv­el por cer­ca de 47,5% da pro­dução de grãos no Brasil e mais de 70% da pro­dução de carne bov­ina. Ativi­dades de min­er­ação e car­voarias tam­bém con­tribuem para a destru­ição da mata nati­va, com sérios impactos ambi­en­tais.

Edição: Fábio Mas­sal­li

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