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Prefeitura de Vinhedo apoiará quem ficou traumatizado com acidente

Repro­dução: © Paulo Pinto/Agência Brasil

Queda de avião mata 62 pessoas em Vinhedo


Publicado em 10/08/2024 — 12:35 Por Alex Rodrigues — Repórter da Agência Brasil — Brasília

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O prefeito de Vin­he­do, Dario Pacheco, asse­gurou, hoje (10), que os órgãos munic­i­pais estão mobi­liza­dos para prestar apoio aos moradores da cidade psi­co­logi­ca­mente abal­a­dos com a que­da de um avião da empre­sa aérea Voepass (anti­ga Pas­sare­do) na cidade, nes­sa sex­ta-feira (9).

“Feliz­mente, não tive­mos víti­mas em ter­ra. Tive­mos, sim, o trau­ma psi­cológi­co e há algu­mas pes­soas assus­tadas”, expli­cou Pacheco. Ele acres­cen­tou que, ontem (9) mes­mo, a prefeitu­ra se mobi­li­zou para, se necessário, rece­ber par­entes das víti­mas que via­jassem à cidade em bus­ca de infor­mações.

“A prefeitu­ra se preparou para rece­ber os famil­iares das víti­mas, mas como os cor­pos estão sendo trans­porta­dos para [a cidade de] São Paulo […] nen­hu­ma família veio para cá. [Com isso] Esta­mos procu­ran­do aten­der os vin­hedens­es, espe­cial­mente os que são viz­in­hos ao local do aci­dente e que ficaram muito assus­ta­dos”, acres­cen­tou o prefeito ao con­ced­er entre­vista a jor­nal­is­tas, próx­i­mo ao local onde a aeron­ave caiu.

Segun­do a Voepass, 62 pes­soas estavam a bor­do do tur­bo­hélice ATR-72 que fazia o voo 2283, sendo 58 pas­sageiros e qua­tro trip­u­lantes. O avião havia par­tido de Cas­cav­el, no Paraná, com des­ti­no ao Aero­por­to Inter­na­cional de Guarul­hos (SP), mas caiu quan­do se aprox­i­ma­va do aero­por­to de Vira­co­pos, em Camp­inas (SP). Não hou­ve sobre­viventes.

Queda em parafuso

Vídeos grava­dos por teste­munhas do aci­dente e com­par­til­ha­dos nas redes soci­ais reg­is­traram a que­da em para­fu­so do avião, que caiu rodopiando, em grande veloci­dade, na área de um con­domínio res­i­den­cial de Vin­he­do, no bair­ro Capela. Res­i­dente do bair­ro, Elton de Cas­sio Inare­jos foi um dos que se assus­taram com o desas­tre.

“Eu esta­va em casa quan­do ouvi um barul­ho muito forte, pare­ci­do com o de um helicóptero se aprox­i­man­do. Como moro neste local há 27 anos e os aviões que vêm para Vira­co­pos pas­sam sobre a min­ha casa, às vezes voan­do rel­a­ti­va­mente baixo, já estou acos­tu­ma­do com isso e demor­ei alguns segun­dos para notar que havia algo difer­ente”, con­tou Inare­jos à Agên­cia Brasil.

“Aí o barul­ho foi fican­do mais alto, bem mais alto que de cos­tume. E, então, eu sen­ti a casa toda tremer e, em segui­da, ouvi como que uma explosão”, acres­cen­tou Inare­jos, esti­man­do que a aeron­ave da Voepass caiu a pouco mais de 500 met­ros de sua residên­cia.

“Pouco depois, min­ha esposa me ligou para saber se eu esta­va bem. Ela esta­va na casa da família dela, aqui per­to, e viu o avião cain­do, rodan­do no ar. E ligou para acionar os bombeiros por vol­ta de 13h22. Foi um grande sus­to para todos. Por vol­ta das 15 horas, cheguei a ir ao con­domínio, mas a rua já esta­va iso­la­da. Do pon­to onde cheguei não dava para ver mui­ta coisa. Os bombeiros já estavam con­trolan­do as chamas. É triste. A gente torce para nun­ca ver algo assim, mas, por sorte, o avião não caiu sobre as casas, aumen­tan­do a tragé­dia”, final­i­zou Elton de Cas­sio.

Edição: Kle­ber Sam­paio

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