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Tartaruga-verde deixa lista de espécies ameaçadas de extinção

Repro­dução: © Tamar/ICMBio

Relação mostra melhora de situação de mais 3 espécies de tartarugas


Pub­li­ca­do em 10/06/2022 — 15:12 Por Léo Rodrigues – Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

O Min­istério do Meio Ambi­ente (MMA)  divul­gou, nes­ta sem­ana, uma nova edição da Lista Ofi­cial das Espé­cies Brasileiras Ameaçadas de Extinção. Pela primeira vez, a tar­taru­ga-verde ficou fora da relação. Na nova lista, três espé­cies de tar­taru­ga mar­in­ha tam­bém reg­is­traram mel­ho­ra de situ­ação.

De acor­do com o Pro­gra­ma das Nações Unidas para o Meio Ambi­ente (Pnu­ma), o Brasil con­cen­tra de 15% a 20% da diver­si­dade biológ­i­ca do plan­e­ta e está no topo dos 17 país­es megadi­ver­sos, que abrigam cer­ca de 70% das espé­cies em todo o mun­do. Dessa for­ma, a Lista Ofi­cial das Espé­cies Brasileiras Ameaçadas de Extinção é resul­ta­do de um dos maiores esforços em avali­ação da bio­di­ver­si­dade empreen­di­dos em nív­el glob­al.

Entre as espé­cies da fau­na, 1.249 foram con­sid­er­adas ameaçadas, das quais, 358 estão criti­ca­mente em peri­go, cat­e­go­ria de maior risco atribuí­do. Além dis­so, 425 foram lis­tadas como em peri­go e 465 como vul­neráveis. Há ain­da uma ave con­sid­er­a­da extin­ta na natureza: o mutum-do-nordeste, que sobre­vive em cativeiro em pro­gra­mas de con­ser­vação ambi­en­tal.

A nova lista traz o anún­cio da extinção do Boana cym­balum, uma espé­cie de sapo que habita­va a Ser­ra de Paranapi­a­ca­ba, em San­to André, inte­ri­or de São Paulo. O ani­mal soma-se a oito que já eram con­sid­er­a­dos extin­tos no Brasil em lev­an­ta­men­tos ante­ri­ores – um anfíbio, seis aves e um roe­dor. O Insti­tu­to Chico Mendes de Con­ser­vação da Bio­di­ver­si­dade (ICM­Bio), respon­sáv­el pela avali­ação do risco de extinção da fau­na, inves­tigou ao todo 8.537 ani­mais.

Já o Jardim Botâni­co do Rio de Janeiro, respon­sáv­el pela pesquisa da flo­ra, exam­inou a situ­ação de 7.524 plan­tas. Foram lis­tadas 3.209 espé­cies ameaçadas: 684 estão criti­ca­mente em peri­go, 1.844 em peri­go e 681 vul­neráveis.

Segun­do o Min­istério do Meio Ambi­ente, a lista dev­erá ter, a par­tir de ago­ra, atu­al­iza­ções pub­li­cadas anual­mente. Espera-se que menor inter­va­lo entre a avali­ação e cat­e­go­riza­ção de uma espé­cie resulte em gan­ho para a con­ser­vação e para a apli­cação de políti­cas públi­cas ambi­en­tais.

“Antes, era pre­ciso esper­ar a avali­ação ou reavali­ação de todas as espé­cies para que a lista fos­se atu­al­iza­da, resul­tan­do em demo­ra para atu­al­iza­ção do esta­do de con­ser­vação daque­las avali­adas no iní­cio do ciclo. Para se ter uma ideia, a lista pub­li­ca­da ago­ra está com as atu­al­iza­ções ref­er­entes às atu­al­iza­ções real­izadas entre 2015 e maio de 2021. A par­tir de 2023, a nova atu­al­iza­ção vai traz­er as espé­cies avali­adas entre maio de 2021 e final de 2022”, diz, em nota, o MMA.

Mudanças

Na com­para­ção com a lista ante­ri­or, 280 espé­cies saíram e 1.462 entraram. De acor­do com o MMA, as novas inclusões refletem a expan­são dos estu­dos e a ampli­ação do uni­ver­so de espé­cies avali­adas, além do amadurec­i­men­to das insti­tu­ições envolvi­das nesse esforço.

O min­istério enfa­ti­za que a atu­al­iza­ção da lista per­mite apri­morar a coor­de­nação do proces­so de mon­i­tora­men­to e avali­ação do esta­do de con­ser­vação da bio­di­ver­si­dade. Uma das estratég­i­cas envolve a insti­tu­ição de planos dire­ciona­dos para espé­cies especí­fi­cas – já exis­tem mais de 90. “Ess­es instru­men­tos são, em sua maio­r­ia, recentes, com no máx­i­mo dez anos de existên­cia”, diz o MMA.

O esforço con­ta, em alguns casos, com o envolvi­men­to deci­si­vo do ter­ceiro setor. O exem­p­lo pio­neiro é o do Pro­je­to Tamar, que tem mais de 40 anos de exper­iên­cia.

Em parce­ria com o ICM­Bio, insti­tu­ições do ter­ceiro setor atu­am em diver­sas frentes de preser­vação das tar­taru­gas mar­in­has, como res­gate de ani­mais feri­dos, preser­vação de áreas de des­o­va, edu­cação ambi­en­tal em comu­nidades pra­ianas e ori­en­tação aos pescadores. Como resul­ta­do desse tra­bal­ho, vem sendo obser­va­da, nos últi­mos tem­pos, uma recu­per­ação das pop­u­lações. A nova lista con­fir­ma essa tendên­cia.

Cin­co das sete espé­cies de tar­taru­gas mar­in­has que exis­tem no mun­do des­o­vam no litoral brasileiro. Com exceção da tar­taru­ga-verde, que saiu da lista, todas as out­ras vis­i­tantes da cos­ta brasileira são con­sid­er­adas ameaçadas. No entan­to, três das espé­cies reg­is­traram mudança para cat­e­go­rias de menor ameaça: a tar­taru­ga-oli­va e a tar­taru­ga-cabeçu­da pas­saram para o sta­tus vul­neráv­el, deixan­do de estar em peri­go. Já a tar­taru­ga-de-pente pas­sou de criti­ca­mente em peri­go para em peri­go, enquan­to a tar­taru­ga-de-couro se man­tém como criti­ca­mente em peri­go.

Con­forme nota divul­ga­da pelo ICM­Bio, a nova lis­tra mostra que 220 ani­mais tiver­am mel­ho­ra no esta­do de con­ser­vação, dos quais 144 deixaram a relação e 76 mudaram para cat­e­go­rias de menor risco.

Entre as espé­cies da flo­ra que reg­is­traram mel­ho­ra, está uma plan­ta do gênero Acritopap­pus, típi­ca da Cha­pa­da Dia­man­ti­na. Uma reavali­ação a tirou da cat­e­go­ria de criti­ca­mente em peri­go e a trans­feriu para em peri­go. O mes­mo ocor­reu com o faveiro-de-wil­son, uma árvore encon­tra­da em áreas de Mata Atlân­ti­ca e Cer­ra­do de Minas Gerais.

Edição: Nádia Fran­co

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