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Caças suecos Gripen passam a incorporar a frota da FAB

Repro­dução: © Paulo Rezende/Força Aerea Brasileira

Incorporação ocorre oito anos após a assinatura do contrato


Pub­li­ca­do em 19/12/2022 — 16:03 Por Karine Melo – Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

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A Força Aérea Brasileira (FAB) incor­porou nes­ta segun­da-feira (19), em uma cer­imô­nia na Base Aérea de Anápo­lis (GO), a 50 km de Goiâ­nia, os primeiros caças F‑39 Gripen. Durante a cer­imô­nia, dois caças F‑39 Gripen realizaram um voo de demon­stração, sendo pilota­dos pelo tenente-coro­nel Gus­ta­vo Pas­cot­to, coman­dante do Primeiro Grupo de Defe­sa Aérea (1º GDA), e pelo tenente-coro­nel Ramon Lin­coln San­tos Fórneas. Na déca­da de 1970, o 1º GDA, ini­ciou suas ativi­dades com os Mirage III, de fab­ri­cação france­sa, já aposen­ta­dos.

A incor­po­ração ocorre oito anos após a assi­natu­ra do con­tra­to com a Força Aérea Brasileira (FAB). A prin­ci­pal mis­são para os caças brasileiros será de inter­cep­ta­dores aére­os. Segun­do a FAB, as demais capaci­dades, como ataque ao solo, guer­ra eletrôni­ca, entre out­ras, serão adi­cionadas em fas­es. Essa é a primeira leva de um total de 36 aeron­aves que têm 4,5 met­ros de altura, 14 met­ros de com­pri­men­to e podem chegar a 2.400 km/h.

O con­tra­to de expor­tação da Sué­cia, de cer­ca R$ 20 bil­hões, foi o maior com Sué­cia e tam­bém pre­vê a trans­fer­ên­cia de tec­nolo­gia para o Brasil. A FAB envi­ou diver­sos mil­itares, entre pilo­tos, téc­ni­cos e engen­heiros, para a Sué­cia, onde foi ini­ci­a­do a fase de instrução em diver­sos aspec­tos do caça, indo da pilotagem ao con­hec­i­men­to de pro­je­to e pro­dução.

Antes de entrarem em oper­ação, tam­bém hou­ve uma série de ensaios e val­i­dações real­izadas pelo Cen­tro de Ensaios em Voo do Gripen (GFTC), em Gav­ião Peixo­to, no inte­ri­or de São Paulo. “O iní­cio das ativi­dades opera­cionais do Gripen pela Força Aérea Brasileira é um dia extrema­mente impor­tante, não só porque mar­ca o iní­cio de uma nova era opera­cional para a FAB, mas tam­bém porque é o resul­ta­do de anos de muito tra­bal­ho em con­jun­to com a Força Aérea e com nos­sos par­ceiros indus­tri­ais brasileiros Embraer, AEL Sis­temas, Akaer, Ate­ch e nos­sas próprias sub­sidiárias no Brasil” disse Micael Johans­son, o pres­i­dente e CEO da fab­ri­cante sue­ca dos caças, a Saab.

O cer­ti­fi­ca­do mil­i­tar, que per­mite ini­ciar as primeiras eta­pas de voo opera­cional, foi rece­bido pela Saab em novem­bro. O doc­u­men­to ates­ta que o Gripen E cumpriu todos os req­ui­si­tos de aeron­ave­g­a­bil­i­dade e segu­rança de voo esta­b­ele­ci­dos pelas autori­dades mil­itares sue­cas e brasileiras.

“O Brasil tem ago­ra um dos caças mais avança­dos do mun­do. Além dis­so, o Pro­gra­ma Gripen traz con­si­go o mais exten­so pro­gra­ma de trans­fer­ên­cia de tec­nolo­gia em anda­men­to no Brasil e é, defin­i­ti­va­mente, o maior já feito por qual­quer empre­sa sue­ca. Ele traz para a indús­tria de defe­sa brasileira o con­hec­i­men­to para desen­volver, pro­duzir, tes­tar e man­ter um avança­do caça super­sôni­co”, acres­cen­tou Johans­son.

Edição: Fábio Mas­sal­li

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