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Campanha Junho Lilás alerta para importância do teste do pezinho

Repro­dução: © Edil­son Rodrigues/Agência Sena­do

Diagnóstico precoce é capaz de identificar doenças graves e raras


Pub­li­ca­do em 05/06/2022 — 15:24 Por Bruno Boc­chi­ni — Repórter da Agên­cia Brasil — São Paulo

A 6ª edição da cam­pan­ha Jun­ho Lilás, ini­ci­a­da no últi­mo dia 1º, chama a atenção para a real­iza­ção do teste do pez­in­ho e, espe­cial­mente, do teste do pez­in­ho ampli­a­do. A cam­pan­ha é encabeça­da pelo Insti­tu­to Jô Clemente (IJC), anti­ga Apae de São Paulo, com o apoio da Sec­re­taria Munic­i­pal de Saúde de São Paulo, Sociedade Brasileira de Triagem Neona­tal Erros Inatos do Metab­o­lis­mo (SBTEIM) e União Nacional dos Serviços de Refer­ên­cia em Triagem Neona­tal (Unis­ert). 

“Nos­so intu­ito é ori­en­tar a sociedade sobre a neces­si­dade de se faz­er o teste do pez­in­ho e de expandir a todos os bebês brasileiros o aces­so ao teste do pez­in­ho ampli­a­do para o diag­nós­ti­co pre­coce de dezenas de doenças graves e raras, que deman­dam inter­venções clíni­cas, emer­gen­ci­ais e trata­men­tos especí­fi­cos”, desta­ca a super­in­ten­dente Ger­al do IJC e pres­i­dente da Unis­ert, Daniela Mendes.

Na maior parte do país, o teste do pez­in­ho ofer­e­ci­do na rede públi­ca pelo Sis­tema Úni­co de Saúde (SUS) con­tem­pla a análise de seis doenças — fenil­cetonúria, hipotireoidis­mo con­gêni­to, fibrose cís­ti­ca, ane­mia fal­ci­forme e demais hemo­glo­binopa­tias, hiper­pla­sia adren­al con­gêni­ta e defi­ciên­cia bio­tinidase. Já o teste ampli­a­do pode detec­tar 50 doenças. Na cap­i­tal paulista, os bebês nasci­dos na rede públi­ca já têm aces­so ao teste do pez­in­ho ampli­a­do.

“O diag­nós­ti­co pre­coce é capaz de desco­brir doenças genéti­cas, con­gêni­tas, infec­ciosas, erros inatos do metab­o­lis­mo e da imu­nidade e, assim, realizar a inter­venção pre­coce e opor­tu­na, evi­tar danos rela­ciona­dos ao desen­volvi­men­to neu­rop­si­co­mo­tor, seque­las, inter­nações e mortes, pro­por­cio­nan­do qual­i­dade de vida à cri­ança e à sua família”, ressalta a dire­to­ra da Saúde da Cri­ança e do Ado­les­cente da Sec­re­taria Munic­i­pal de Saúde de São Paulo, a médi­ca Athenê Maria de Mar­co França Mau­ro.

O teste do pez­in­ho, obri­ga­to­ri­a­mente, deve ser ofer­e­ci­do a todas as cri­anças nasci­das no Brasil pelo Sis­tema Úni­co de Saúde (SUS). A Lei 14.154 de 2021, san­ciona­da em 26 de maio de 2021 pelo pres­i­dente Jair Bol­sonaro, ampliou para 53 a lista de doenças a serem inves­ti­gadas no teste do pez­in­ho feito pela rede públi­ca em todo o país.

“O grande número de erros no metab­o­lis­mo exis­tentes pode resul­tar em quadros clíni­cos diver­sos, var­ian­do des­de pacientes ass­in­tomáti­cos até casos mais graves, incluin­do situ­ações em que o bebê vai a óbito.

O foco da Triagem Neona­tal Ampli­a­da é evi­tar seque­las como a defi­ciên­cia int­elec­tu­al, além de mel­ho­rar a qual­i­dade de vida do paciente trata­do pre­co­ce­mente”, afir­ma médi­ca Fer­nan­da Mon­ti, con­sul­to­ra em Erros Inatos do Metab­o­lis­mo, no lab­o­ratório do Insti­tu­to Jô Clemente.

Edição: Maria Clau­dia

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