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Emirados Árabes: entre a tradição e a modernidade

Repro­dução: © TV Brasil

Caminhos da Reportagem desembarca nos Emirados Árabes Unidos


Pub­li­ca­do em 07/08/2022 — 11:13 Por EBC — Brasília

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Impul­sion­a­do pela descober­ta do petróleo e com quase 3 mil­hões de habi­tantes, sendo 80% deles estrangeiros, os Emi­ra­dos Árabes Unidos (EAU) têm atraí­do tur­is­tas do mun­do inteiro. Este é o tema do pro­gra­ma Cam­in­hos da Reportagem que será reprisa­do neste domin­go (7), às 22h.

Dubai, prin­ci­pal des­ti­no de quem chega ao país, é cos­mopoli­ta e impres­siona pelo futur­is­mo e grandiosi­dade. Ali tam­bém está o maior shop­ping do mun­do, o maior arran­ha-céu e o hotel mais lux­u­oso. Out­ra grande atração é o Museu do Futuro, con­sid­er­a­da a joia arquitetôni­ca da cidade. Lá é pos­sív­el faz­er uma viagem no tem­po e imag­i­nar o mun­do e a tec­nolo­gia daqui a 50 anos. Por meio de exposições imer­si­vas e inteligên­cia arti­fi­cial, o museu ofer­ece entreten­i­men­to e con­sci­en­ti­za­ção sobre soluções sus­ten­táveis e sobre o futuro da humanidade no plan­e­ta.

Mas além da mod­ernidade, Dubai preser­va forte­mente suas tradições. Seja nos famosos souks (mer­ca­dos pop­u­lares que ven­dem de tudo) ou no maior mer­ca­do de ouro do mun­do, há opção para todos os gos­tos e bol­sos. No bair­ro históri­co de Al Fahi­di, restau­ra­do há 20 anos, é pos­sív­el ter uma ideia de como os árabes vivi­am nos sécu­los pas­sa­dos. Hoje, o espaço con­ta com exibições de arte, restau­rantes e cof­fee shops. Ali, no Museu do Café é pos­sív­el con­hecer equipa­men­tos, difer­entes mod­os de preparo e ain­da sabore­ar o autên­ti­co café árabe que é sím­bo­lo de hos­pi­tal­i­dade.

Com o número cres­cente de tur­is­tas brasileiros que chegam aos Emi­ra­dos, aumen­tou tam­bém a procu­ra por guias que falem por­tuguês. Há 16 anos em Dubai, o guia turís­ti­co João Hel­ton enu­mera as van­ta­gens de morar na cidade: “Você não paga impos­tos aqui, não tem o nív­el de vio­lên­cia que a gente vê em out­ros lugares. Para cri­ar os fil­hos é uma coisa mar­avil­hosa, porque o fil­ho cresce falan­do três, qua­tro lín­guas”. Para ele, Dubai tem um papel impor­tante na aber­tu­ra do mun­do árabe. “Tin­ha uma men­tal­i­dade aqui no mun­do islâmi­co que você não pode mod­ern­izar, que é perigoso, você vai perder a cul­tura, vai perder a tradição, vai se ren­der ao oci­dente. Mas Dubai mostrou que não tem nen­hu­ma con­tradição em se desen­volver e con­tin­uar muçul­mano”.

Mas a relação entre o Brasil e o mun­do árabe vai além do tur­is­mo, o comér­cio bilat­er­al já atingiu um nív­el expres­si­vo. “São US$ 14 bil­hões de expor­tações brasileiras para o mun­do árabe, e nas impor­tações nós atingi­mos US$ 10 bil­hões ”, expli­ca Osmar Chohfi,  pres­i­dente da câmara de comér­cio árabe-brasileira. Ape­sar de ter que aten­der a uma série de pro­to­co­los para ade­quar os pro­du­tos brasileiros à lei islâmi­ca, os chama­dos pro­du­tos halal (que proíbem o álcool, etanol, carne de por­co, etc…), ele apos­ta no cresci­men­to dos negó­cios e com­ple­ta: “Se você tomar os 22 país­es (árabes) em seu con­jun­to, ele só fica depois da Chi­na e dos Esta­dos Unidos no con­tex­to do comér­cio exte­ri­or brasileiro”.

O chef Ger­al­do Mazi­ni, que par­ticipou da Expo Dubai, um dos raros even­tos mundi­ais aber­tos ao públi­co depois do iní­cio da pan­demia, aproveitou a opor­tu­nidade da feira para divul­gar a coz­in­ha brasileira. Ele tra­bal­hou no pavil­hão Brasil da exposição e con­tou como a gas­trono­mia é vista pelo públi­co exi­gente dos Emi­ra­dos Árabes. “Ele não procu­ra pela coz­in­ha, ele procu­ra pelo con­ceito. Tem que ser a parte visu­al, tem que ser a músi­ca. Não adi­anta quer­er abrir um negocin­ho pequeno na esquina e servir comi­da brasileira. Em Dubai não vai fun­cionar assim”.

Out­ro des­ti­no bas­tante procu­ra­do no país é a cap­i­tal Abu Dhabi. A mis­tu­ra de luxo, diver­são e tradição ofer­ece opções vari­adas aos vis­i­tantes. Tem a mon­tan­ha mais ráp­i­da do mun­do que fica den­tro do Par­que Fer­rari e o primeiro museu do Lou­vre fora da França, que exibe obras do mun­do todo. Em Abu Dhabi tam­bém é pos­sív­el encon­trar fes­ti­vais tradi­cionais que man­têm viva a cul­tura árabe por meio da dança, da músi­ca e até da fal­coaria prat­i­ca­da pelos anti­gos beduínos em caças no deser­to.

E quan­do o sol se põe ali no deser­to, uma noite típi­ca espera os vis­i­tantes com uma dança do ven­tre. A brasileira Jeane Soares con­ta que em 2013 rece­beu o con­vite de uma pro­fes­so­ra para via­jar pelos país­es árabes. “Eles respeitam a dança aqui e a gente tem con­tratos que são semel­hantes ao con­tra­to nor­mal”, expli­ca. Além de dançar den­tro de uma com­pan­hia, ela diz que recebe inúmeras deman­das e é req­ui­si­ta­da para dançar em fes­tas, aniver­sários e casa­men­tos. “É um país que está ten­tan­do abrir as por­tas para o mun­do. Estão dan­do as boas-vin­das para todos os tur­is­tas e estrangeiros. Então a gente con­segue ter uma liber­dade com bas­tante respeito à cul­tura deles”, con­clui.

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