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França identifica nova variante do coronavírus com mais de 40 mutações

Repro­dução: © NIAID

Uma dessas mutações está associada a potencial aumento de transmissão


Pub­li­ca­do em 05/01/2022 — 08:36 Por Agên­cia Brasil* — Paris

A França iden­ti­fi­cou nova vari­ante do coro­n­avírus com mais de 40 mutações genéti­cas, sendo que uma está asso­ci­a­da a poten­cial aumen­to da trans­mis­são do vírus.

Segun­do pesquisadores do Insti­tu­to Hos­pi­ta­lar Uni­ver­sitário (IHU) de Marsel­ha, que fiz­er­am a descober­ta, a nova estirpe do SARS-CoV­‑2 tem 46 mutações, incluin­do uma que está asso­ci­a­da ao pos­sív­el aumen­to de con­tá­gios.

A vari­ante, da qual pouco ain­da se sabe, foi bati­za­da pelos cien­tis­tas com as ini­ci­ais do insti­tu­to, IHU, e deri­va de out­ra, a B.1.640, detec­ta­da no fim de setem­bro de 2021 na Repúbli­ca do Con­go e atual­mente sob vig­ilân­cia da Orga­ni­za­ção Mundi­al da Saúde.

Na França, os primeiros casos da nova vari­ante, que tem des­ig­nação téc­ni­ca B.1.640.2, foram obser­va­dos na local­i­dade de For­calquier, na região de Provença-Alpes-Cos­ta Azul.

Na mes­ma região, mas em Marsel­ha, uma dezena de casos sur­gi­ram asso­ci­a­dos a via­gens aos Camarões, país que faz fron­teira com a Repúbli­ca do Con­go.

O IHU de Marsel­ha, espe­cial­ista em doenças infec­ciosas, é dirigi­do pelo médi­co Didi­er Raoult, que rece­beu advertên­cia da Ordem dos Médi­cos france­sa por ter vio­la­do o códi­go de éti­ca. Ele pro­moveu o uso do remé­dio anti­malária hidrox­i­cloro­quina como trata­men­to para a covid-19 sem provas de sua eficá­cia.

A covid-19 é uma doença res­pi­ratória cau­sa­da pelo coro­n­avírus SARS-CoV­‑2, detec­ta­do há dois anos em Wuhan, cidade do cen­tro da Chi­na, e que se dis­semi­nou rap­i­da­mente pelo mun­do.

A Ômi­cron, iden­ti­fi­ca­da em novem­bro, é a mais con­ta­giosa de todas as vari­antes do coro­n­avírus con­sid­er­adas pre­ocu­pantes, apre­sen­tan­do mais de 30 mutações genéti­cas na pro­teí­na da espícu­la, a “chave” que per­mite ao vírus entrar nas célu­las humanas.

Vários país­es, incluin­do Por­tu­gal e França, têm atingin­do recordes diários de infecções dev­i­do à cir­cu­lação dessa vari­ante.

*Com infor­mações da RTP — Rádio e Tele­visão de Por­tu­gal

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