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Geólogos farão inspeções na região dos cânions do Lago de Furnas

Repro­dução: © Divulgação/CBMMG

Governador de Minas disse que especialistas vão investigar riscos


Pub­li­ca­do em 10/01/2022 — 17:49 Por Alex Rodrigues — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

Dois dias após parte de um paredão rochoso se despren­der dos cânions do Lago de Fur­nas, em Capitólio (MG), matan­do dez pes­soas e ferindo ao menos 24 tur­is­tas que vis­i­tavam o local a bor­do de embar­cações, o gov­er­nador Romeu Zema anun­ciou hoje (10) que toda a região pas­sará a ser anal­isa­da por geól­o­gos e out­ros espe­cial­is­tas que pos­sam iden­ti­ficar riscos de novos desmoron­a­men­tos.

“Quer­e­mos que a região con­tin­ue atrain­do tur­is­tas. Por isso, a par­tir de ago­ra, ter­e­mos um cuida­do adi­cional”, declar­ou Zema a jor­nal­is­tas, ao vis­i­tar Capitólio.

Per­gun­ta­do se as mortes pode­ri­am ter sido evi­tadas, o gov­er­nador disse não ser pos­sív­el asse­gu­rar que nen­hu­ma pedra role das muitas mon­tan­has exis­tentes no país. E men­cio­nou o que clas­si­fi­cou como ineditismo da tragé­dia para explicar porque um lugar que atrai tan­tas pes­soas não con­ta com uma avali­ação de risco geológi­co a fim de pre­venir tragé­dias.

“Quem mora ou tem avô, bisavô, que já vivia ali, sabe que aque­la estru­tu­ra nun­ca foi acometi­da por fato semel­hante a este”, acres­cen­tou Zema, desta­can­do que a Polí­cia Civ­il instau­rou um inquéri­to poli­cial para apu­rar as cir­cun­stân­cias do aci­dente, que clas­si­fi­cou como uma “fatal­i­dade”.

“O que acon­te­ceu ali é algo inédi­to. E quan­do cai um raio? Quem é o respon­sáv­el? É o prefeito?”, ques­tio­nou o gov­er­nador, desta­can­do que as dez víti­mas mor­tas no aci­dente foram iden­ti­fi­cadas por per­i­tos da Polí­cia Civ­il.

Chuvas

Zema tam­bém comen­tou a difí­cil situ­ação que a pop­u­lação e as autori­dades estad­u­ais enfrentam dev­i­do às fortes chu­vas que atingem Minas Gerais.

“Em todo o esta­do, esta­mos tra­bal­ha­do para dar aju­da human­itária àque­las pes­soas atingi­das pelas enchentes e que estão pre­cisan­do do Esta­do. Elas são, no momen­to, a nos­sa pri­or­i­dade. Pes­soas que perder­am suas casas e para quem esta­mos dan­do abri­go e ali­men­tação até que as águas baix­em”, garan­tiu o gov­er­nador, asse­gu­ran­do que todas as bar­ra­gens exis­tentes no esta­do estão sendo mon­i­toradas.

Des­de o iní­cio da atu­al estação chu­vosa — que este ano começou em out­ubro, um mês antes do habit­u­al – ao menos nove pes­soas já perder­am as vidas dev­i­do às chu­vas e suas con­se­quên­cias. Neste número não estão incluí­das as dez mortes cau­sadas pelo desprendi­men­to do blo­co de pedras no Lago de Fur­nas, já que o ocor­ri­do ain­da está sendo apu­ra­do – ain­da que autori­dades estad­u­ais já ten­ham ante­ci­pa­do que parte do paredão rochoso pode ter ruí­do por efeito da ação das águas.

Até esta man­hã, prefeituras de 145 das 853 cidades mineiras já tin­ham dec­re­ta­do situ­ação de emergên­cia. Segun­do a Defe­sa Civ­il estad­ual, de 1º de out­ubro até hoje, 13.734 pes­soas foram desa­lo­jadas pelas con­se­quên­cias das chu­vas, em todo o esta­do, e tiver­am que ser acol­hi­das na casa de par­entes, ami­gos, viz­in­hos ou em hospeda­gens par­tic­u­lares. Out­ras 3.409 pes­soas ficaram desabri­gadas, ten­do que, em algum momen­to, ir para abri­gos públi­cos.

Con­forme a Agên­cia Brasil noti­ciou na últi­ma sex­ta-feira (7), fal­tan­do quase três meses para o fim do atu­al perío­do chu­voso no esta­do, o número de pes­soas desabri­gadas já é mais de duas vezes supe­ri­or ao total de 1.608 desabri­ga­dos reg­istra­do em Minas Gerais entre novem­bro de 2020 e março de 2021. O número de cidades em situ­ação de emergên­cia ou esta­do de calami­dade públi­ca na atu­al tem­po­ra­da tam­bém é mais que o dobro do resul­ta­do (58) ante­ri­or.

Edição: Aline Leal

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