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Incêndio na Boate Kiss: 10 anos de tristeza e impunidade

Repro­dução: © Agen­cia Brasil/Fernando Frazao

Tragédia com 242 mortos comoveu o país


Pub­li­ca­do em 26/01/2023 — 07:26 Por Gabriel Brum — Repórter Rádio Nacional — Brasília — Brasília

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incên­dio na boate Kiss com­ple­ta dez anos nes­ta sex­ta-feira (27). A tragé­dia provo­cou a morte de 242 pes­soas, mais de 600 feri­dos e comove o país até hoje, sem nen­hum réu respon­s­abi­liza­do. 

O dra­ma começou por vol­ta de três horas da man­hã do dia 27 de janeiro de 2013, quan­do o vocal­ista da ban­da Gur­iza­da Fan­dan­gueira, Marce­lo de Jesus dos San­tos, acen­deu um obje­to pirotéc­ni­co den­tro da boate, em San­ta Maria, no Rio Grande do Sul.

A espuma do teto foi atingi­da por fag­ul­has e começou a queimar. A fumaça tóx­i­ca fazia as pes­soas des­ma­iarem em segun­dos. O local esta­va super­lota­do, não tin­ha equipa­men­tos para com­bat­er o fogo, nem saí­das de emergên­cia sufi­cientes. Mor­reram pes­soas que não con­seguiram sair e out­ras que tin­ham saí­do, mas voltaram para aju­dar.

O del­e­ga­do region­al de San­ta Maria, San­dro Luiz Main­ers, con­tou que o pâni­co se instalou quan­do a fumaça se espal­hou e a luz caiu. As pes­soas não sabi­am como fugir.

“E isso fez com que algu­mas pes­soas enganadas por duas pla­cas lumi­nosas que estavam sobre os ban­heiros da boate cor­ressem na direção dos ban­heiros e não na direção da por­ta. Então, hou­ve um fluxo e um con­trafluxo. Algu­mas cor­ri­am para o ban­heiro e out­ras ten­tavam cor­rer na direção da por­ta de entra­da. Isso fez com que muitas pes­soas mor­ressem porque algu­mas acabaram sendo der­rubadas, algu­mas caíram”, rela­tou.

Além da fal­ta de sinal­iza­ção, quem ten­ta­va sair esbar­ra­va nos guar­da cor­pos que servi­am para dire­cionar as pes­soas ao caixa da boate, disse o del­e­ga­do. “E os guar­da cor­pos foram deter­mi­nantes até porque nós encon­tramos cor­pos caí­dos sobre ess­es guar­da cor­pos”, afir­mou.

Relato

O jor­nal­ista Dilan Araújo atu­ou na cober­tu­ra para as rádios da EBC, quan­do o incên­dio acon­te­ceu. Ele disse que os famil­iares iam a um giná­sio da cidade para procu­rar por infor­mações e faz­er o recon­hec­i­men­to das víti­mas.

“E, por isso, de tem­pos em tem­pos, a gente ouvia os gri­tos descon­so­la­dos, né? Rompen­do aque­la atmos­fera de silên­cio e de ten­são, out­ros famil­iares ten­tan­do con­so­lar aque­les que se encon­travam numa emoção. De deses­pero maior. E tin­ha tam­bém a angús­tia daque­les que ain­da estavam sem notí­cias”, final­i­zou.

Edição: Kle­ber Sam­paio

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