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Organização meteorológica alerta para riscos climáticos na AL e Caribe

Repro­dução: © Fer­nan­do Frazão/Agência Brasil

WMO classifica a situação na região como alarmante


Pub­li­ca­do em 22/07/2022 — 18:24 Por Alex Rodrigues — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

Ouça a matéria:

Alar­mante. Assim a Orga­ni­za­ção Mete­o­rológ­i­ca Mundi­al (WMO, do inglês World Mete­o­ro­log­i­cal Orga­ni­za­tion) clas­si­fi­cou a con­clusão de espe­cial­is­tas que apon­tam que a tendên­cia de aque­c­i­men­to em toda a Améri­ca Lati­na e Caribe se man­teve ao lon­go do ano de 2021.

Em um relatório sobre as condições climáti­cas region­ais que divul­gou hoje (22), a orga­ni­za­ção sus­ten­ta que a tem­per­atu­ra subiu, em média, 0,2% entre 1991 e 2001, ao pas­so que, ante­ri­or­mente, a taxa média de 0,1% de aumen­to por déca­da se man­teve por quase quarenta anos (1961/1990).

O relatório tam­bém doc­u­men­ta “as mais altas taxas de des­mata­men­to” ver­i­fi­cadas na Améri­ca Lati­na e Caribe des­de 2009. Ele apon­ta as con­se­quên­cias destas mudanças para os ecos­sis­temas, a segu­rança ali­men­tar e hídri­ca, a saúde humana e para as econo­mias locais, como megasse­cas, chu­vas extremas, ondas de calor, der­re­ti­men­tos de geleiras e a con­se­quente ele­vação do nív­el do mar – even­tos climáti­cos extremos com pre­juí­zos ambi­en­tais, soci­ais e econômi­cos.

De acor­do com os espe­cial­is­tas da WMO, as geleiras dos Andes trop­i­cais perder­am 30% ou mais de sua área des­de a déca­da de 1980, com uma tendên­cia de perder mas­sa de água equiv­a­lente a ‑0,97 metro entre 1990–2020. Fato que aumen­ta o risco de escassez de água para a pop­u­lação e os ecos­sis­temas andi­nos. Só no Peru, algu­mas geleiras perder­am mais de metade de sua área orig­i­nal.

A pub­li­cação aler­ta que a ele­vação do nív­el do mar ameaça um grande número de pes­soas con­cen­tradas em áreas costeiras, seja com inun­dações ou com a erosão costeira, seja pela poten­cial con­t­a­m­i­nação de aquífer­os de água doce e for­mação de tem­pes­tades. E esti­ma que o des­mata­men­to na flo­res­ta amazôni­ca brasileira atingiu, em 2021, o nív­el mais alto des­de 2009, com a destru­ição de uma área flo­re­stal 22% supe­ri­or à de 2020.

O doc­u­men­to ain­da desta­ca que algu­mas áreas estão pas­san­do por mudanças na fre­quên­cia e gravi­dade de extremos climáti­cos, como chu­vas fortes, em con­se­quên­cia das vari­ações climáti­cas reg­istradas na Améri­ca Lati­na e Caribe. Os oceanos Pací­fi­co e Atlân­ti­co, por exem­p­lo, estão se aque­cen­do e se tor­nan­do mais áci­dos como resul­ta­do da maior con­cen­tração de dióx­i­do de car­bono – fenô­meno que colo­ca em risco o abastec­i­men­to de ali­men­tos.

Para os espe­cial­is­tas, o con­ti­nente sul-amer­i­cano está entre as regiões do mun­do com maior neces­si­dade doc­u­men­ta­da de for­t­alec­i­men­to dos sis­temas de aler­ta pre­coce de múlti­p­los peri­gos e os Andes, o Nordeste brasileiro e o Norte da Améri­ca Cen­tral, algu­mas partes do Méx­i­co e até mes­mo a Amazô­nia são áreas sen­síveis às mudanças climáti­cas em cur­so e que, por isso mes­mo, exigem maior atenção.

A fim de reduzir os poten­ci­ais impactos adver­sos, os espe­cial­is­tas defen­d­em inves­ti­men­tos feitos de for­ma mais “ade­qua­da” no for­t­alec­i­men­to dos serviços climáti­cos e em seus com­po­nentes – incluin­do sis­temas de obser­vação e de infor­mações climáti­cas e de geren­ci­a­men­to de dados – além dos já cita­dos sis­temas de aler­ta.

Lança­do durante o painel de alto nív­el orga­ni­za­do pela OWM, pela Comis­são Econômi­ca das Nações Unidas para a Améri­ca Lati­na e o Caribe (Uneclac) e pelo Escritório das Nações Unidas para Redução do Risco de Desas­tres (Undr), o relatório Situ­ação do Cli­ma na Améri­ca Lati­na e no Caribe em 2021 é o segun­do de uma série anu­al e pode ser aces­sa­do na pági­na da orga­ni­za­ção, na inter­net.

Edição: Aline Leal

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