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SP: polícia envia mensagem para mil celulares com queixa de roubo

Caso não devolvam, notificados podem responder por crime de receptação

Flávia Albu­querque — Repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 05/11/2025 — 16:37
São Paulo
Fraude, golpe, cibercrime, telefone celular- Idec aponta fragilidades na segurança de aplicativos de bancos. Foto: Freepick
Repro­dução: © Freep­ick

Cer­ca de mil noti­fi­cações foram envi­adas para celu­lares que, rou­ba­dos ou fur­ta­dos, estão com restrição crim­i­nal. A ação da Polí­cia Civ­il do Esta­do de São Paulo faz parte do sis­tema SP Mobile, da Sec­re­taria de Segu­rança Públi­ca (SSP-SP), cri­a­da para recu­per­ar os apar­el­hos. Os donos foram iden­ti­fi­ca­dos após o cruza­men­to de infor­mações de boletins de ocor­rên­cia com os dados forneci­dos pelas oper­ado­ras de tele­fo­nia.

As pes­soas noti­fi­cadas terão três dias para com­pare­cer à del­e­ga­cia e com­pro­var a legal­i­dade do apar­el­ho ou faz­er a devolução vol­un­tari­a­mente. Caso não aten­dam à inti­mação, poderão respon­der por crime de recep­tação, depen­den­do da situ­ação.

Segun­do o coor­de­nador do SP Mobile, del­e­ga­do Rodol­fo Latif Seb­ba, o sis­tema está avançan­do e sendo con­stan­te­mente apri­mora­do.

“O obje­ti­vo é desar­tic­u­lar orga­ni­za­ções crim­i­nosas de recep­tação de celu­lares. O obje­ti­vo é enten­der como o esque­ma fun­ciona e o avanço do comér­cio irreg­u­lar de celu­lares, além de con­tribuir com a que­da dos índices crim­i­nais de rou­bos e fur­tos dos apar­el­hos”, disse.

O SP Mobile foi implan­ta­do em jun­ho deste ano e emite as noti­fi­cações men­salmente. Além das noti­fi­cações, os agentes tam­bém fazem bus­cas a par­tir de man­da­dos judi­ci­ais e fis­cal­iza­ções em esta­b­elec­i­men­tos com­er­ci­ais. Segun­do o gov­er­no estad­ual, mais de 11 mil apar­el­hos foram recu­per­a­dos por meio de com­parec­i­men­tos, bus­cas e ações das Polí­cias Civ­il e Mil­i­tar con­tra esta­b­elec­i­men­tos e pon­tos de recep­tação, ven­da e com­er­cial­iza­ção de celu­lares pro­du­tos de crime.

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A Sec­re­taria de Segu­rança Públi­ca reg­istrou a entre­ga espon­tânea de apar­el­hos por pes­soas que não rece­ber­am noti­fi­cação.

“As pes­soas estão mais aten­tas à pro­cedên­cia dos celu­lares que adquirem, pre­ocu­padas com a idonei­dade do apar­el­ho e con­fian­do mais no tra­bal­ho das forças de segu­rança. Mes­mo sem serem noti­fi­cadas, procu­raram a polí­cia por descon­fi­arem da origem do apar­el­ho, o que con­tribui muito com as inves­ti­gações”, afir­mou Seb­ba.

Quadrilha desarticulada

Nes­ta terça-feira (4) a Polí­cia Civ­il de São Paulo pren­deu dois home­ns e uma mul­her e apreen­deu 43 celu­lares. Os três fazem parte de uma rede de recep­tação de apar­el­hos celu­lares na cap­i­tal paulista. Os apar­el­hos serão anal­isa­dos pela polí­cia. As detenções, parte da Oper­ação Mobile Strike, ocor­reram em um pré­dio no cen­tro da cidade, onde fun­ciona­va esta­b­elec­i­men­to com­er­cial uti­liza­do como facha­da para a ativi­dade,

Na oper­ação tam­bém foram recol­hi­dos oito capacetes, seis reló­gios, um veícu­lo de luxo, uma arma de fogo fal­sa, anéis, colares e uma bol­sa tér­mi­ca uti­liza­da para escon­der os celu­lares e impedir o ras­trea­men­to. As inves­ti­gações apon­taram que a quadrilha movi­men­ta­va cer­ca de 20 a 30 celu­lares por dia no esque­ma crim­i­noso.

Onze pes­soas foram con­duzi­das ao Depar­ta­men­to Estad­ual de Inves­ti­gações Crim­i­nais (Deic) para prestar depoi­men­tos. Elas pas­sarão a ser inves­ti­gadas por envolvi­men­to no crime. O grupo era inves­ti­ga­do há cer­ca de três meses pela 2ª Del­e­ga­cia da Divisão de Inves­ti­gações sobre Crimes con­tra o Patrimônio (Dis­c­c­pat).

Na primeira fase da oper­ação, em setem­bro, dois home­ns foram pre­sos em uma cen­tral de recep­tação de celu­lares rou­ba­dos, na Bar­ra Fun­da, na zona oeste da cap­i­tal.

“Os alvos das oper­ações agiam como uma orga­ni­za­ção crim­i­nosa, com estru­tu­ra hier­ar­quiza­da e funções bem definidas entre eles. Havia os respon­sáveis por roubar os apar­el­hos, os que reven­di­am ao comér­cio clan­des­ti­no, inclu­sive para o exte­ri­or, e os que facil­i­tavam o trâmite entre o roubo e a ven­da”, disse a SSP, em nota.

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