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Exposição marca 85 anos de criação do Museu Nacional de Belas Artes

Repro­dução: © Mar­cos Gus­mão

Público reduzido poderá apreciar obras incorporadas ao acervo


Pub­li­ca­do em 12/01/2022 — 06:32 Por Alana Gan­dra — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro, comem­o­ra aman­hã (13) 85 anos de cri­ação, ofer­e­cen­do a uma parte reduzi­da de públi­co a pos­si­bil­i­dade de apre­ciar pres­en­cial­mente obras incor­po­radas recen­te­mente ao acer­vo. A incor­po­ração foi fei­ta por meio do pro­je­to MNBA: Aber­to para obras, que acon­tece às quin­tas-feiras, no horário das 15h às 16h. As vagas são lim­i­tadas a 30 par­tic­i­pantes, que podem se inscr­ev­er pelo e‑mail do museu ([email protected]

O con­jun­to de obras incor­po­radas à coleção do MNBA resul­tou de ação do Min­istério Públi­co Fed­er­al, da Advo­ca­cia-Ger­al da União e do Insti­tu­to Brasileiro de Museus, no fim de 2021. São dez tra­bal­hos do artista Di Cav­al­can­ti (1897–1976), uma obra de Djani­ra (1914–1979) e out­ra do artista romeno nat­u­ral­iza­do brasileiro Emer­ic Marci­er (1916–1990).

A dire­to­ra do MNBA, his­to­ri­ado­ra Vera Lúcia Man­gas, disse que con­sider­ou que “esse dia de comem­o­ração dos 85 anos seria  bom momen­to para a primeira apre­sen­tação ao públi­co, emb­o­ra reduzi­do, não só por causa da obra no espaço, mas pelos cuida­dos necessários em relação à pan­demia. “Vai ser uma primeira apre­sen­tação dess­es tra­bal­hos, obras de arte de extrema relevân­cia para a cul­tura nacional, além de impor­tante incor­po­ração ao acer­vo do museu”.

Lava Jato

A incor­po­ração das obras ao acer­vo foi esta­b­ele­ci­da em acor­do  fir­ma­do por Rosana Mess­er e Dan Mess­er, esposa e fil­ho, respec­ti­va­mente, do doleiro Dario Mess­er, pre­so no âmbito da Oper­ação Lava Jato. As 12 obras são avali­adas em R$ 13 mil­hões, sendo que ape­nas a coleção de dez quadros de Di Cav­al­can­ti tem val­or esti­ma­do de R$ 10 mil­hões.

Vera Lúcia Man­gas ressaltou que esse é um val­or mate­r­i­al. “Um con­jun­to de obras de um artista da relevân­cia de Di Cav­al­can­ti, para museu públi­co, tem val­or ines­timáv­el. A gente poder apre­sen­tar esse con­jun­to para a sociedade brasileira extrap­o­la o val­or mon­etário”.

Além da exibição dos quadros, haverá palestra sobre o acer­vo, dada por téc­ni­cos do MNBA. A incor­po­ração das peças foi fei­ta próx­i­mo das cel­e­brações dos 100 anos da Sem­ana de Arte Mod­er­na de 1922, que ocor­reu em São Paulo entre os dias 11 e 18 de fevereiro daque­le ano, no Teatro Munic­i­pal.

As obras são: Retra­to fem­i­ni­no – 1965, Car­naval – 1960, Retra­to de duas fig­uras fem­i­ni­nas – 1967, Pais­agem com bar­co – 1971, Três fig­uras fem­i­ni­nas (Mul­heres com Ban­dolim), Figu­ra fem­i­ni­na janelaRetra­to de figu­ra fem­i­ni­na – 1967, Figu­ra Fem­i­ni­na e gato, Duas fig­uras fem­i­ni­nas com flor e Seis fig­uras fem­i­ni­nas, todas de Emil­iano Di Cav­al­can­ti, além de Vende­dor de Aba­caxi, de Djani­ra de Mot­ta e Sil­va, e Pais­agem Urbana, de Emerie Marci­er.

As 12 obras foram incor­po­radas ao museu no fim de 2021 e se encon­tram atual­mente em proces­so de cat­a­lo­gação e reg­istro, pas­san­do ain­da por análise da área de con­ser­vação. A avali­ação é fei­ta para que se pos­sa pre­v­er, ain­da em 2022, com a con­clusão das obras de restau­ração do museu, sua incor­po­ração ao cir­cuito expos­i­ti­vo, infor­mou a dire­to­ra.

Obras

As obras envolvem a restau­ração das fachadas inter­nas e exter­nas do MNBA e de suas três cúpu­las, além da insta­lação e mod­ern­iza­ção de toda a parte elétri­ca e de com­bate a incên­dio. Vera Lúcia esti­mou que 60% das obras já foram con­cluí­das. A par­tir de ago­ra, os operários farão a restau­ração da facha­da prin­ci­pal, situ­a­da na Aveni­da Rio Bran­co, região cen­tral do Rio, e das cúpu­las. O tér­mi­no está pre­vis­to para out­ubro deste ano.

Pro­je­tos para a nova fase do museu já estão sendo anal­isa­dos. Toda a área téc­ni­ca está volta­da para repen­sar o cir­cuito expos­i­ti­vo de lon­ga duração. Do mes­mo modo, algu­mas exposições estão sendo final­izadas. “A gente pre­cisa só aguardar a questão dos espaços e das datas para con­fir­mar com segu­rança”, acres­cen­tou Vera Lúcia.

Edição: Graça Adju­to

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