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Candidatos aprovam Enem digital e relatam diferentes reações

Entrada dos candidatos para o segundo dia de prova do primeiro Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) digital, na Pontifícia Universidade Católica-PUC, no Rio de Janeiro.
© Tânia Rêgo/Agência Brasil  (Repro­dução)

Alguns acham o formato menos cansativo; outros têm percepção contrária


Pub­li­ca­do em 07/02/2021 — 15:21 Por Léo Rodrigues — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

Can­didatos que estão par­tic­i­pan­do hoje (7) do segun­do dia de provas do Exame Nacional do Ensi­no Médio (Enem) no mod­e­lo dig­i­tal aprovaram o uso da tec­nolo­gia.

No entan­to, alguns relataram difer­entes reações por faz­er a pro­va em novo mod­e­lo. Entre os que prestaram a pro­va na Pon­tif­í­cia Uni­ver­si­dade Católi­ca do Rio de Janeiro, há quem con­sidere o for­ma­to menos cansati­vo, enquan­to out­ros tem uma per­cepção exata­mente opos­ta.

Entrada do candidato Pedro Henrique da Silva para o segundo dia de prova do primeiro Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) digital, na Pontifícia Universidade Católica-PUC, no Rio de Janeiro.
Pedro Hen­rique da Sil­va se sen­tiu famil­iar­iza­do com o mod­e­lo de pro­va dig­i­tal — Tânia Rêgo/Agência Brasil (Repro­dução)

Pedro Hen­rique da Sil­va Vicente, por exem­p­lo, que fez o Enem pela segun­da vez e alme­ja cur­sar Engen­haria Mecâni­ca, avaliou que o mod­e­lo é ino­vador e menos cansati­vo. “Me sin­to mais famil­iar­iza­do. Acho que ten­ho van­tagem nesse mod­e­lo. É menos cansati­vo. Não sei explicar dire­ito. Fico com menos preguiça”.

O can­dida­to Thomas Formi­ga, que son­ha em estu­dar músi­ca, chama a atenção para fato de a tela ficar na mes­ma altura do ros­to. “Estou acos­tu­ma­do com a for­ma dig­i­tal. Fiz os sim­u­la­dos assim. Podemos mar­car a questão para voltar e faz­er depois. É mais práti­co e é o cam­in­ho para o futuro. E não cansa o pescoço”, obser­vou.

Entrada do candidato Thomas Formiga para o segundo dia de prova do primeiro Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) digital, na Pontifícia Universidade Católica-PUC, no Rio de Janeiro.
O estu­dante Thomas Formi­ga fez as provas na Pon­tif­í­cia Uni­ver­si­dade Católi­ca-PUC, no Rio — Tânia Rêgo/Agência Brasil (Repro­dução)

O estu­dante Edgar Car­val­ho, que ten­ta uma vaga no cur­so de Dire­ito, tem per­cepção opos­ta, emb­o­ra ten­ha aprova­do o mod­e­lo. “Gostei muito. Mas manuse­ar a ver­são impres­sa me parece menos cansati­vo. Estar de frente para uma tela de com­puta­dor por tan­tas horas, mes­mo que ten­hamos o hábito de usar celu­lar, dá um cer­to cansaço na vista. É difer­ente. Eu não esta­va condi­ciona­do a isso”, disse o can­dida­to, que já foi aprova­do em out­ra edição do Enem, mas decid­iu bus­car um novo cam­in­ho. “Hoje eu procuro um cur­so que seja ade­qua­do à min­ha real­i­dade de tra­bal­ho, o meu tem­po com a família.”

Entrada do candidato Edgar Carvalho para o segundo dia de prova do primeiro Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) digital, na Pontifícia Universidade Católica-PUC, no Rio de Janeiro.
Edgar Car­val­ho ten­ta uma vaga no cur­so de Dire­ito — Tânia Rêgo/Agência Brasil (Repro­dução)

Digital

Esta é a primeira edição do Enem dig­i­tal, real­iza­da de for­ma pilo­to pelo Insti­tu­to Nacional de Estu­dos e Pesquisas Edu­ca­cionais Aní­sio Teix­eira (Inep). Estão aptos a par­tic­i­par 93.217 can­didatos em 104 cidades brasileiras. O exame já pode ser usa­do para con­cor­rer a vagas no ensi­no supe­ri­or por meio de pro­gra­mas como o Sis­tema de Seleção Unifi­ca­da (Sisu), Pro­gra­ma Uni­ver­si­dade para Todos (ProUni) e Fun­do de Finan­cia­men­to Estu­dan­til (Fies). A expec­ta­ti­va é que as provas sejam total­mente dig­i­tais até 2026.

Os 2.869 can­didatos do Ama­zonas, que tiver­am as provas can­ce­ladas em decor­rên­cia do agrava­men­to da pan­demia de covid-19, realizarão o Enem dig­i­tal na data de reapli­cação, entre 23 e 24 de fevereiro. Neste perío­do, tam­bém poderão faz­er o exame estu­dantes que não pud­er­am com­pare­cer nas datas orig­i­nais dev­i­do a sin­tomas de covid-19 ou de out­ra doença infec­to­con­ta­giosa. Nesse caso, pre­cisam faz­er o pedi­do entre os dias 8 e 12 de fevereiro.

Sem internet

Os portões de aces­so aos locais de pro­va se fecharam às 13h e os can­didatos têm pra­zo até 18h30 para con­cluir o exame. Eles usam um com­puta­dor sem aces­so à inter­net ou à cal­cu­lado­ra. As questões obje­ti­vas são todas mar­cadas na tela, e os par­tic­i­pantes não pre­cisam preencher o cartão-respos­ta à mão. A redação, no entan­to, é escri­ta à mão. Por essa razão, é obri­gatório o uso da cane­ta esfer­o­grá­fi­ca de tin­ta pre­ta fab­ri­ca­da em mate­r­i­al trans­par­ente.

Os par­tic­i­pantes tam­bém rece­ber­am uma fol­ha de ras­cun­ho para faz­er os cál­cu­los das provas de exatas à mão.

Os estu­dantes fazem hoje provas de matemáti­ca e ciên­cias da natureza. Os cader­nos de provas do Enem dig­i­tal serão divul­gadas ain­da hoje, após o fim da apli­cação. Os gabar­i­tos ofi­ci­ais se tornarão públi­cos até 10 de fevereiro. No domin­go pas­sa­do (31), os can­didatos respon­der­am questões de lin­gua­gens, ciên­cias humanas e redação. Na ocasião, foi reg­istra­da abstenção de aprox­i­mada­mente 68%.

As ver­são impres­sa do Enem, apli­ca­da nos dias 17 e 24 de janeiro, tam­bém reg­istrou alta abstenção em meio à pan­demia de covid-19. Cer­ca de 2,5 mil­hões de estu­dantes fiz­er­am as provas, o equiv­a­lente a menos da metade dos inscritos. O exame na modal­i­dade impres­sa tam­bém foi sus­pen­so no Ama­zonas e ain­da nos municí­pio de Rolim de Moura (RO) e em Espigão D’Oeste (RO) dev­i­do à pan­demia. Os estu­dantes dessas local­izadas tam­bém poderão faz­er as provas tam­bém na reapli­cação. Segun­do o Inep, o nív­el de difi­cul­dade de ambas as provas, dig­i­tal e impres­sa, é o mes­mo.

Medidas de segurança

A alta abstenção ocorre mes­mo diante das medi­das de segu­rança estip­u­ladas pelo Inep para evi­tar o con­tá­gio de covid-19. É obri­gatório o uso de más­cara cobrindo o nar­iz e a boca durante todo o tem­po de pro­va e há álcool em gel disponív­el nos locais de apli­cação. Os par­tic­i­pantes podem levar más­caras extras para tro­car durante o exame e o próprio álcool em gel. Nos locais de pro­va, tam­bém são cumpri­das regras de dis­tan­ci­a­men­to e deve haver sep­a­ração físi­ca da cab­ine de cada can­dida­to.

O estu­dante Thomas Formi­ga diz ter se sen­ti­do seguro. “Toda vez que uma pes­soa entra ou sai da sala tem que pas­sar álcool em gel. E não há tecla­do, ape­nas mouse. Acho que a chance de se infec­tar é baixa”, afir­mou.

Os can­didatos que mar­caram pre­sença tam­bém destacaram seus planos pes­soais. Edgar Car­val­ho avalia que não dá pra deixar os pro­je­tos de vida de lado. Jés­si­ca Car­doso con­cor­da. “Tem que se esforçar para não perder o ano. Estou me preparan­do des­de o ano pas­sa­do. E eles estão toman­do os cuida­dos, então a gente vem faz­er as provas”, disse a can­di­da­ta, que son­ha em cur­sar Engen­haria da Com­putação.

Em meio a esse cenário de pan­demia, que lev­ou ao adi­a­men­to do Enem, pre­vis­to ini­cial­mente para ocor­rer em out­ubro e em novem­bro, o aluno Pedro Hen­rique da Sil­va Vicente disse estar mais prepara­do. “Tive­mos um temp­in­ho extra para nos preparar­mos. Acabei estu­dan­do mais”, afir­mou.

Edição: Maria Clau­dia

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