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Vacina nacional contra mpox é prioridade da Rede Vírus

Repro­dução: © Paulo Pinto/Agência Brasil

Pesquisa está na fase de estudo para o aumento da produção


Publicado em 20/08/2024 — 12:11 Por Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil — Brasília

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Des­de a primeira emergên­cia glob­al por mpox, há 2 anos, o Cen­tro de Tec­nolo­gia de Vaci­nas da Uni­ver­si­dade Fed­er­al de Minas Gerais (UFMG) desen­volve um imu­nizante brasileiro capaz de pre­venir a infecção. Em nota, o Min­istério da Ciên­cia, Tec­nolo­gia e Ino­vação (MCTI) infor­mou que a ini­cia­ti­va é uma das pri­or­i­dades da Rede Vírus, comitê de espe­cial­is­tas em virolo­gia cri­a­do para o desen­volvi­men­to de diag­nós­ti­cos, trata­men­tos, vaci­nas e pro­dução de con­teú­do sobre vírus emer­gentes no Brasil.

No dia 14, o dire­tor-ger­al da Orga­ni­za­ção Mundi­al da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, declar­ou emergên­cia em saúde públi­ca de importân­cia inter­na­cional em razão do aumen­to de casos e do surg­i­men­to de uma nova vari­ante no con­ti­nente africano. Dados do Min­istério da Saúde indicam que, este ano, 709 casos da doença foram iden­ti­fi­ca­dos no Brasil, sendo que nen­hum, até o momen­to, provo­ca­do pela nova vari­ante.

De acor­do com o MCTI, em 2022 o Insti­tu­to Nacional de Saúde dos Esta­dos Unidos doou para a UFMG mate­r­i­al con­heci­do como semente do vírus da mpox, uma espé­cie de pon­to de par­ti­da para o desen­volvi­men­to do insumo far­ma­cêu­ti­co ati­vo (IFA), matéria-pri­ma uti­liza­da na pro­dução do imu­nizante.

“No momen­to, a pesquisa está na fase de estu­do para o aumen­to da pro­dução, ver­i­f­i­can­do a obtenção de matéria-pri­ma para aten­der a deman­da em grande escala”, infor­mou o min­istério.

A dose brasileira, segun­do a pas­ta, é com­pos­ta por um vírus semel­hante ao da mpox, aten­u­a­do através de pas­sagens em um hos­pedeiro difer­ente, até que perdesse com­ple­ta­mente a capaci­dade de se mul­ti­plicar em hos­pedeiros mamífer­os, como o ser humano.

Outras vacinas

De acor­do com a OMS, exis­tem, atual­mente, duas vaci­nas disponíveis con­tra a mpox. Uma delas, a Jyn­neos, pro­duzi­da pela far­ma­cêu­ti­ca din­ar­maque­sa Bavar­i­an Nordic, tam­bém é com­pos­ta pelo vírus aten­u­a­do e é recomen­da­da para adul­tos, incluin­do ges­tantes, lac­tantes e pes­soas com HIV.

O segun­do imu­nizante é o ACAM 2000, fab­ri­ca­do pela far­ma­cêu­ti­ca norte-amer­i­cana Emer­gent BioSo­lu­tions, mas com diver­sas con­tra indi­cações, além de mais efeitos colat­erais, já que é com­pos­ta pelo vírus ati­vo, “se tor­nan­do assim, menos segu­ra”, con­forme avali­ação do próprio MCTI.

Com a declar­ação de emergên­cia glob­al anun­ci­a­da pela OMS, o Min­istério da Saúde anun­ciou que nego­cia a com­pra de 25 mil dos­es da Jyn­neos jun­to à Orga­ni­za­ção Pan-Amer­i­cana da Saúde (Opas). Des­de 2023, quan­do a Agên­cia Nacional de Vig­ilân­cia San­itária (Anvisa) aprovou o uso pro­visório do imu­nizante, o Brasil já rece­beu cer­ca de 47 mil dos­es do imu­nizante e apli­cou 29 mil.

Edição: Fer­nan­do Fra­ga

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