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Alfabetização evolui devagar na rede pública após pandemia, dizem pais

Repro­dução: © Rove­na Rosa/Agência Brasil

Pelo menos 40% apontam lentidão e dificuldade na volta às aulas


Pub­li­ca­do em 08/03/2023 — 20:22 Por Elaine Patri­cia Cruz – Repórter da Agên­cia Brasil — São Paulo

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Qua­tro em cada dez pais ou respon­sáveis con­sid­er­am que o avanço na alfa­bet­i­za­ção de estu­dantes das esco­las públi­cas, no retorno às aulas pres­en­ci­ais após a pan­demia de covid-19, evoluiu de for­ma mais lenta do que esper­avam.

É o que mostra a pesquisa Edu­cação na Per­spec­ti­va dos Estu­dantes e suas Famílias, encomen­da­da ao Datafol­ha pela Fun­dação Lemann, Itaú Social e Ban­co Inter­amer­i­cano de Desen­volvi­men­to (BID), com apoio da Rede Con­hec­i­men­to Social.

No lev­an­ta­men­to, os pais ou respon­sáveis rev­e­laram que as cri­anças e os jovens em idade esco­lar estão avançan­do com difi­cul­dades (34%) ou não estão avançan­do no proces­so de alfa­bet­i­za­ção (6%). Além dis­so, segun­do os respon­sáveis, 10% dos estu­dantes de alfa­bet­i­za­ção estão em nív­el muito abaixo do esper­a­do em leitu­ra e escri­ta e 11% em nív­el inad­e­qua­do.

A pesquisa foi fei­ta em dezem­bro de 2022 e ouviu 1.323 respon­sáveis por 1.863 estu­dantes matric­u­la­dos em esco­las públi­cas, entre 6 e 18 anos, e foi fei­ta para avaliar o primeiro ano de retorno pres­en­cial às aulas após a pan­demia de covid-19.

A apu­ração rev­el­ou ain­da que oito em cada dez entre­vis­ta­dos (78%) con­sid­er­am que a edu­cação deve ser a pri­or­i­dade dos novos gov­er­nos, segui­da pela saúde (66%) e pela segu­rança públi­ca (21%). Para que a edu­cação seja pri­or­iza­da, os entre­vis­ta­dos dis­ser­am que os novos gov­er­nos devem garan­tir maior ofer­ta de for­mação de pro­fes­sores, ampli­ar o uso de tec­nolo­gias nas esco­las e pro­mover pro­gra­mas de reforço e de recu­per­ação a estu­dantes.

Out­ros dados apre­sen­ta­dos mostraram que 66% dos estu­dantes estão em esco­las que fazem avali­ações para con­hecer as suas difi­cul­dades de apren­diza­gem e 50% deles tiver­am ofer­ta de reforço esco­lar, o maior índice obser­va­do des­de maio de 2021. O estu­do tam­bém rev­el­ou que 44% dos estu­dantes estu­dam em esco­las que ofer­e­cem apoio psi­cológi­co.

Desigualdades regionais

O estu­do evi­den­ciou que há grande desigual­dade region­al entre os estu­dantes da rede públi­ca no país. Por exem­p­lo, entre os estu­dantes da Região Norte, o uso de tec­nolo­gias foi apon­ta­do como neces­si­dade maior (28%) do que entre os estu­dantes das regiões Sul e Sud­este do país (18%).

As entre­vis­tas rev­e­laram que há desigual­dades de ren­da: nas esco­las de menor nív­el socioe­conômi­co, o número de estu­dantes com prob­le­mas no proces­so de alfa­bet­i­za­ção chega a 50%, sendo que 14% deles não estari­am avançan­do no proces­so e 36% estão avançan­do, mas com difi­cul­dades.

“A retoma­da das aulas pres­en­ci­ais nas redes de ensi­no foi um mar­co na vida de cri­anças e jovens em idade esco­lar, após o perío­do mais críti­co da pan­demia. Ago­ra é pre­ciso ter um olhar aten­to e pro­por ações ágeis e efi­cientes para mit­i­gar o alto índice de evasão esco­lar, a defasagem na apren­diza­gem e os desafios rela­ciona­dos à saúde men­tal que atingem nos­sos estu­dantes. Impor­ta ain­da que isso seja feito em todo o ter­ritório nacional, com ações estru­tu­radas de for­ma con­jun­ta, garan­ti­n­do a equidade e qual­i­dade, req­ui­si­tos bási­cos para a efe­ti­vação do dire­ito à edu­cação”, disse Patri­cia Mota Guedes, super­in­ten­dente do Itaú Social, por meio de nota.

Edição: Maria Clau­dia

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