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Brasil pede cessar-fogo e respeito ao direito humanitário na Ucrânia

Repro­dução: © Wil­son Dias/Agência Brasil

Embaixador brasileiro reitera postura em busca do diálogo


Pub­li­ca­do em 28/02/2022 — 16:08 Por Karine Melo — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

Após uma série de dis­cur­sos de país­es que con­denaram a Rús­sia na Assem­bleia Ger­al da ONU emer­gen­cial con­vo­ca­da para esta segun­da-feira (28), em Nova York, o rep­re­sen­tante do Brasil na Orga­ni­za­ção das Nações Unidas (ONU), embaix­ador Ronal­do Cos­ta Fil­ho, reit­er­ou a pos­tu­ra brasileira em bus­ca do diál­o­go.

“Essa situ­ação não jus­ti­fi­ca de for­ma algu­ma. O uso de força con­tra a sobera­nia e inte­gri­dade ter­ri­to­r­i­al de qual­quer Esta­do-mem­bro vai con­tra as nor­mas e princí­pios mais bási­cos e é uma vio­lação clara da Car­ta da ONU“, disse Cos­ta Fil­ho. “O Brasil reforça seus pedi­dos de um ces­sar-fogo ime­di­a­to na Ucrâ­nia, bem como o respeito pelo dire­ito human­itário inter­na­cional”, defend­eu.

Em meio a ordem do pres­i­dente da Rús­sia, Vladimir Putin, para que mil­itares rus­sos deix­em de pron­tidão o arse­nal nuclear do país, Cos­ta Fil­ho tam­bém pediu cautela para não ampli­ar as ten­sões na Europa Ori­en­tal. O embaix­ador brasileiro afir­mou ain­da que o enfraque­c­i­men­to do Acor­do de Min­sk foi uma con­se­quên­cia de ações de todos os lados. A fal­ta de apli­cação do trata­do é um dos motivos que a Rús­sia usa para jus­ti­ficar a invasão à Ucrâ­nia. “Vemos uma sucessão de even­tos que se não forem con­ti­dos em breve levarão a um con­fron­to muito mais amp­lo. Todos sofr­eram, não só aque­les envolvi­dos na guer­ra”.

Sem críti­cas dire­tas a Rús­sia, o Brasil agrade­ceu aos país­es que estão receben­do refu­gia­dos, inclu­sive brasileiros pediu a todos os envolvi­dos que reava­liem as suas decisões sobre o fornec­i­men­to de armas, o recur­so de ataques cibernéti­cos e apli­cação de sanções sele­ti­vas que podem prej­u­dicar a econo­mia mundi­al, espe­cial­mente a pro­dução de ali­men­tos.

Histórico

A Rús­sia e a Ucrâ­nia vivem um embate por causa da pos­sív­el adesão ucra­ni­ana à Orga­ni­za­ção do Trata­do do Atlân­ti­co Norte (Otan), grupo mil­i­tar lid­er­a­do pelos Esta­dos Unidos. Para a Rús­sia, uma pos­sív­el entra­da do viz­in­ho na orga­ni­za­ção é uma como uma ameaça à sua segu­rança. A relação entre Rús­sia, Belarus e Ucrâ­nia começou antes da cri­ação da União Soviéti­ca.

Edição: Valéria Aguiar

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