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Rússia acusa EUA de financiarem armas biológicas na Ucrânia

Repro­dução: © AP/Photo/Frank Franklin II/Agencia Sput­nik

Assunto está sendo discutido no Conselho de Segurança da ONU


Pub­li­ca­do em 11/03/2022 — 14:46 Por Mari­eta Cazarré — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

O Con­sel­ho de Segu­rança da Orga­ni­za­ção das Nações Unidas (ONU) está reunido hoje (11), em uma sessão extra­ordinária, após pedi­do da Rús­sia, para dis­cu­tir supostas ativi­dades mil­itares dos Esta­dos Unidos (EUA) com armas quími­cas e biológ­i­cas na Ucrâ­nia. País­es negam as acusações.

Vasi­ly Neben­zya, embaix­ador da Rús­sia na ONU, afir­mou no iní­cio da tarde no con­sel­ho que há 30 lab­o­ratórios biológi­cos exper­i­men­tais perigosos na Ucrâ­nia para cri­ar patógenos como a cólera e a lep­tospirose, finan­cia­dos pelo Min­istério da Defe­sa dos Esta­dos Unidos, com apoio do Min­istério da Saúde amer­i­cano.

Segun­do Neben­zya, a Rús­sia tem doc­u­men­tos que mostram exem­p­los chocantes de estu­dos para cri­ar bac­térias a par­tir de aves com letal­i­dade de até 50% em humanos. Disse haver pesquisas tam­bém com par­a­sitas e pul­gas e que os Esta­dos Unidos não impe­dem nem con­tro­lam o desen­volvi­men­to dessas doenças.

O embaix­ador rus­so afir­mou tam­bém que a Ucrâ­nia é um país cen­tral e que há risco de pro­lif­er­ação de muitas doenças, inclu­sive para a Europa e a Rús­sia, e do uso de mate­r­i­al com obje­tivos ter­ror­is­tas. “Armas biológ­i­cas não têm fron­teiras e nen­hum país deve se sen­tir seguro”, afir­mou.

Ele acusa o Oci­dente de cin­is­mo por saber da existên­cia dess­es lab­o­ratórios de armas quími­cas e biológ­i­cas e mes­mo assim diz­er que está em defe­sa do povo ucra­ni­ano.

Já a embaix­ado­ra dos Esta­dos Unidos na ONU, Lin­da Thomas-Green­field, acu­sou a Rús­sia de ter, há muito tem­po, um pro­gra­ma de armas biológ­i­cas, em vio­lação ao dire­ito inter­na­cional. “É a Rús­sia que tem uma história bem doc­u­men­ta­da de usar armas quími­cas e que é uma agressão”.

Ela disse ain­da que os Esta­dos Unidos estão pre­ocu­pa­dos que o pedi­do da reunião extra­ordinária do Con­sel­ho seja “um esforço de ban­deira fal­sa para que eles ajam. A Rús­sia tem um históri­co de acusar fal­sa­mente out­ros país­es de vio­lação daqui­lo que ela própria faz”. Ela demon­strou pre­ocu­pação, por­tan­to, de que a Rús­sia este­ja se preparan­do para usar agentes quími­cos ou biológi­cos con­tra o povo ucra­ni­ano.

Em uma breve declar­ação hoje, o pres­i­dente amer­i­cano, Joe Biden, disse que a Rús­sia pagaria um preço muito alto se usasse armas quími­cas.

Há, por­tan­to, uma guer­ra de ver­sões. Enquan­to a Rús­sia acusa Esta­dos Unidos e Ucrâ­nia de estarem real­izan­do exer­cí­cios com armas biológ­i­cas, os dois país­es dizem que, na ver­dade, quem pre­tende faz­er uso dessas armas é a própria Rús­sia.

O Con­sel­ho de Segu­rança da ONU é com­pos­to por 15 mem­bros, sendo 5 per­ma­nentes e 10 não per­ma­nentes, que são eleitos para mandatos de dois anos. Os mem­bros per­ma­nentes, que têm poder de veto, são: Esta­dos Unidos, Rús­sia, França, Reino Unido e Chi­na.

Acusação falsa

A tro­ca de acusações trouxe à tona a lem­brança da guer­ra do Iraque quan­do, em 2003, uma coal­izão mil­i­tar multi­na­cional lid­er­a­da pelos Esta­dos Unidos inva­diu o país. Uma das prin­ci­pais jus­ti­fica­ti­vas seria jus­ta­mente o uso de armas quími­cas e de destru­ição em mas­sa por parte de Sad­dam Hus­sein. Meses depois, os Esta­dos Unidos recon­hece­r­am que o Iraque não tin­ha tais armas. O con­fli­to durou oito anos e não trouxe esta­bil­i­dade para o país.

Edição: Valéria Aguiar

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