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TSE pede mais provas em processo que pode cassar senador Jorge Seif

Repro­dução: © Marce­lo Camargo/Agência Brasil

Ele pode ser cassado por abuso de poder econômico na campanha de 2022


Publicado em 30/04/2024 — 21:22 Por Andre Richter — Repórter da Agência Brasil — Brasília

Por 6 votos a 1, o Tri­bunal Supe­ri­or Eleitoral (TSE) decid­iu nes­ta terça-feira (30) ampli­ar a inves­ti­gação no proces­so que pode cas­sar o manda­to do senador Jorge Seif (PL-SC) por abu­so de poder econômi­co na cam­pan­ha de 2022.

O TSE ini­ciou o jul­ga­men­to de um recur­so pro­to­co­la­do pela Col­i­gação Bora Tra­bal­har, for­ma­da pelo PSD, Patri­o­ta e União Brasil.  Em novem­bro do ano pas­sa­do, o Tri­bunal Region­al Eleitoral (TRE) de San­ta Cata­ri­na rejeitou as acusações con­tra Seif e man­teve o manda­to.

Para as leg­en­das, Seif teve a can­di­datu­ra ben­e­fi­ci­a­da pelo empresário Luciano Hang, pro­pri­etário das lojas Havan. De acor­do com o proces­so, foi ofer­ta­do ao senador estru­tu­ra para real­iza­ção de via­gens em aeron­aves da empre­sa e trans­mis­sões nas redes soci­ais (lives), além do envolvi­men­to pes­soal de Hang na cam­pan­ha.

Os par­tidos tam­bém apon­tam o supos­to finan­cia­men­to irreg­u­lar da cam­pan­ha por meio da par­tic­i­pação do senador em uma feira pro­movi­da pelo Sindi­ca­to de Indús­trias de Calça­dos de São João Batista (SC).

O uso de um helicóptero cedi­do pelo empresário Osni Cipri­ani para deslo­ca­men­tos aos even­tos da cam­pan­ha tam­bém foi cita­do.

Ao anal­is­ar o caso, o min­istro Flo­ri­ano de Azeve­do Mar­ques, rela­tor do recur­so, deter­mi­nou que a Havan informe, no pra­zo de 24 horas, os pre­fixos de suas aeron­aves. Aero­por­tos de San­ta Cata­ri­na tam­bém dev­erão enviar ao TSE dados sobre pousos de aviões da empre­sa e a lista de pas­sageiros. Em caso de des­cumpri­men­to, será cobra­da mul­ta de R$ 20 mil.

O voto foi acom­pan­han­do pelos min­istros André Ramos Tavares, Maria Isabel Galot­ti, Cár­men Lúcia, Nunes Mar­ques e o pres­i­dente, Alexan­dre de Moraes. Raul Araújo foi con­tra por enten­der que a inves­ti­gação do caso não pode ser reaber­ta.

Defesa

No dia 4 de abril, primeiro dia do jul­ga­men­to, a defe­sa do senador disse que não ficou prova­da a práti­ca de abu­so de poder econômi­co e de par­tic­i­pação expres­si­va de Hang na cam­pan­ha do can­dida­to.

“A pro­va que se pre­tendeu pro­duzir veio neg­a­ti­va. Mas a nar­ra­ti­va segue, e é quase uma desin­for­mação proces­su­al”, disse a advo­ga­da Maria Clau­dia Buc­chi­aneri.

Edição: Valéria Aguiar

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