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Varíola dos macacos: OMS anuncia resposta unificada contra doença

Repro­dução: © CDC/BRIAN W.J. MAHY

Em 2022, 2.103 casos confirmados da varíola do macaco foram relatados


Pub­li­ca­do em 18/06/2022 — 18:28 Por Agên­cia Brasil — São Paulo

A Orga­ni­za­ção Mundi­al da Saúde (OMS) comu­ni­cou hoje (18) que vai suprim­ir de suas estatís­ti­cas a dis­tinção entre país­es endêmi­cos e não endêmi­cos quan­to ao vírus mon­key­pox, con­heci­do como varío­la dos maca­cos. Segun­do a orga­ni­za­ção, a medi­da pre­tende facil­i­tar uma respos­ta unifi­ca­da ao vírus.

“Esta­mos elim­i­nan­do a dis­tinção entre país­es endêmi­cos e não endêmi­cos, infor­man­do sobre os país­es jun­tos sem­pre que for pos­sív­el, para refle­tir a respos­ta unifi­ca­da necessária”, diz o comu­ni­ca­do divul­ga­do neste sába­do no site da OMS.

Antes de a doença se espal­har por diver­sos país­es, a varío­la dos maca­cos era con­sid­er­a­da endêmi­ca (que cir­cu­la o ano todo em um país, com vol­ume esper­a­do de casos e óbitos) em país­es da África Cen­tral e da África Oci­den­tal. Mas nos últi­mos meses hou­ve relatos da doença em diver­sos out­ros país­es não endêmi­cos, espe­cial­mente na Europa, que já responde por 84% dos casos noti­fi­ca­dos, segun­do a OMS.

Somente neste ano, entre os dias 1º de janeiro e 15 de jun­ho, disse o órgão, 2.103 casos con­fir­ma­dos da varío­la do maca­co foram relata­dos em 42 país­es, assim como um caso prováv­el e uma morte. A OMS, no entan­to, con­sid­era que o número de casos seja ain­da maior. “É prováv­el que o número real de casos per­maneça subes­ti­ma­do. Isso pode ocor­rer em parte dev­i­do à fal­ta de recon­hec­i­men­to clíni­co pre­coce de uma doença infec­ciosa que se pen­sa­va ocor­rer prin­ci­pal­mente na África Oci­den­tal e Cen­tral, uma apre­sen­tação clíni­ca não grave para a maio­r­ia dos casos, vig­ilân­cia lim­i­ta­da e fal­ta de diag­nós­ti­cos ampla­mente disponíveis”, disse a orga­ni­za­ção.

A varío­la cau­sa­da pelo vírus hMPXV (Human Mon­key­pox Virus, na sigla em inglês) causa uma doença mais bran­da do que a varío­la small­pox, que foi errad­i­ca­da na déca­da de 80. Há duas cepas endêmi­cas da mon­key­pox em cir­cu­lação no plan­e­ta atual­mente. A cepa endêmi­ca na África Oci­den­tal, que tem uma taxa de letal­i­dade de 1% a 3%, é a que tem sido respon­sáv­el pelo sur­to atu­al em out­ros país­es. A out­ra cepa de mon­key­pox tam­bém endêmi­ca em alguns país­es africanos, orig­inária do Con­go, é con­sid­er­a­da mais perigosa com taxa de letal­i­dade de até 10%, de acor­do com a OMS.

Por enquan­to, a OMS avalia a doença como de risco mod­er­a­do, por ser a primeira vez que se dão focos de con­tá­gio em país­es não endêmi­cos, e muito dis­tantes entre si. No dia 23 de jun­ho, a orga­ni­za­ção deve se reunir para avaliar se o sur­to atu­al rep­re­sen­ta uma “emergên­cia de saúde públi­ca de importân­cia inter­na­cional”, escreveu Tedros Adhanom Ghe­breye­sus, dire­tor-ger­al da OMS, em sua rede social. A pan­demia do novo coro­n­avírus, por exem­p­lo, foi declar­a­da emergên­cia de saúde públi­ca de importân­cia inter­na­cional pela OMS em janeiro de 2020.

Transmissão

A varío­la dos maca­cos é uma doença viral rara trans­mi­ti­da pelo con­ta­to próx­i­mo com uma pes­soa infec­ta­da e com lesões de pele. O con­ta­to pode ser por abraço, bei­jo, mas­sagens ou relações sex­u­ais. A doença tam­bém é trans­mi­ti­da por secreções res­pi­ratórias e pelo con­ta­to com obje­tos, teci­dos (roupas, roupas de cama ou toal­has) e super­fí­cies uti­lizadas pelo doente.

Não há trata­men­to especí­fi­co, mas os quadros clíni­cos cos­tu­mam ser leves, sendo necessários o cuida­do e a obser­vação das lesões. O maior risco de agrava­men­to acon­tece, em ger­al, para pes­soas imunos­suprim­i­das com HIV/AIDS, leucemia, lin­fo­ma, metás­tase, trans­plan­ta­dos, pes­soas com doenças autoimunes, ges­tantes, lac­tantes e cri­anças com menos de 8 anos de idade.

Os primeiros sin­tomas podem ser febre, dor de cabeça, dores mus­cu­lares e nas costas, lin­fon­o­dos incha­dos, calafrios ou cansaço. De um a três dias após o iní­cio dos sin­tomas, as pes­soas desen­volvem lesões de pele, geral­mente na boca, pés, peito, ros­to e ou regiões gen­i­tais.

Para a pre­venção, deve-se evi­tar o con­ta­to próx­i­mo com a pes­soa doente até que todas as feri­das ten­ham cica­triza­do, assim como com qual­quer mate­r­i­al que ten­ha sido usa­do pelo infec­ta­do. Tam­bém é impor­tante a higi­en­iza­ção das mãos, lavan­do-as com água e sabão ou uti­lizan­do álcool gel.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

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