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Brasil começa a aplicar vacina bivalente contra covid-19

Repro­dução: © Tomaz Silva/Agência Brasil

Somente grupos de risco receberão na primeira etapa


Pub­li­ca­do em 27/02/2023 — 06:02 Por Paula Labois­sière – Repórter da Agên­cia Brasil* — Brasília

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Começa a ser apli­ca­da hoje (27) em todo o país a vaci­na biva­lente con­tra a covid-19. De acor­do com o Min­istério da Saúde, a vaci­na mel­ho­ra a imu­nidade con­tra o vírus da cepa orig­i­nal e tam­bém con­tra a vari­ante Ômi­cron e tem per­fil de segu­rança e eficá­cia semel­hante ao das vaci­nas mono­va­lentes.

“A vaci­na mono­va­lente, como o próprio nome diz, tem um tipo só do vírus que causa a covid. Ela foi orig­i­nal­mente desen­ha­da com aque­le chama­do vírus ances­tral, o primeiro que apare­ceu na Chi­na no fim de 2019. Então, todas as vaci­nas que a gente tin­ha e usou até ago­ra eram mono­va­lentes, inde­pen­den­te­mente do lab­o­ratório fab­ri­cante”, expli­cou o dire­tor da Sociedade Brasileira de Imu­niza­ções, Juarez Cun­ha.

Ini­cial­mente, a vaci­na será apli­ca­da somente nos chama­dos gru­pos de risco. Con­forme divisão anun­ci­a­da pelo min­istério, a imu­niza­ção será fei­ta da seguinte for­ma: na fase 1, pes­soas aci­ma de 70 anos, imuno­com­pro­meti­dos, indí­ge­nas, ribeir­in­hos e quilom­bo­las; na fase 2, pes­soas com idade entre 60 e 69 anos; na fase 3, ges­tantes e puér­peras; e na fase 4, profis­sion­ais de saúde.

“Essas pop­u­lações, do que a gente tem ness­es três anos de pan­demia, são as pes­soas que mais sofr­eram e mais sofrem com a doença. É impor­tante ter­mos um plane­ja­men­to porque não tem vaci­na sufi­ciente para incluir toda a pop­u­lação com a biva­lente. A tendên­cia é que, com o pas­sar do tem­po, a gente vá aumen­tan­do os gru­pos que vão rece­ber.”

No Brasil, duas vaci­nas biva­lentes, ambas pro­duzi­das pelo lab­o­ratório Pfiz­er, rece­ber­am autor­iza­ção da Agên­cia Nacional de Vig­ilân­cia San­itária (Anvisa) para uso emer­gen­cial. Elas são indi­cadas como dose úni­ca de reforço para cri­anças e adul­tos, após dois meses da con­clusão do esque­ma vaci­nal primário, ou como últi­ma dose de reforço.

“Para quem é recomen­da­da a biva­lente? Só como reforço. Para pes­soas que foram ple­na­mente vaci­nadas com o esque­ma primário que, em ger­al, são duas dos­es ou dose úni­ca. Mes­mo para aque­las que já fiz­er­am a ter­ceira e a quar­ta dos­es, dois reforços”, disse Juarez. “Essas pes­soas que têm essa vaci­nação já fei­ta, des­de que ten­ham se pas­sa­do qua­tro meses da últi­ma dose, podem rece­ber a biva­lente.”

O min­istério reforça que as vaci­nas mono­va­lentes con­tra a covid-19 seguem disponíveis em unidades bási­cas de Saúde (UBS) para a pop­u­lação em ger­al e são clas­si­fi­cadas como “alta­mente efi­cazes con­tra a doença”, garan­ti­n­do grau ele­va­do de imu­nidade e evi­tan­do casos leves, graves e óbitos pela doença.

“A apli­cação da biva­lente não sig­nifi­ca que as vaci­nas mono­va­lentes não con­tin­u­am pro­te­gen­do. Elas con­tin­u­am pro­te­gen­do, mes­mo para a vari­ante Ômi­cron, mas, claro, ten­do a pos­si­bil­i­dade de uma vaci­na desen­ha­da mais especi­fi­ca­mente para a vari­ante cir­cu­lante, a tendên­cia é ter­mos mel­hor respos­ta.”

*Colaborou Priscil­la Mazenot­ti, da Rádio Nacional.

Edição: Graça Adju­to

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