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Assembleia Geral da ONU aprova nova resolução pelo fim da guerra

Repro­dução: © Loey Felipe

Conflito completará um ano nesta sexta-feira


Pub­li­ca­do em 23/02/2023 — 20:39 Por Da Agên­cia Brasil — Brasília

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A Assem­bleia Ger­al da Orga­ni­za­ção das Nações Unidas (ONU) aprovou hoje (23) uma nova res­olução pedin­do o fim da guer­ra na Ucrâ­nia. O tex­to foi aprova­do por 141 votos. Out­ros 32 país­es votaram con­tra a res­olução e sete se abstiver­am. O Brasil foi o úni­co país dos Brics (blo­co econômi­co com­pos­to tam­bém por Rús­sia, Chi­na, Índia e África do Sul) a votar favoráv­el. A aprovação ocor­reu na véspera do con­fli­to com­ple­tar um ano.

A res­olução, como um todo, pede o fim da guer­ra, o respeito à sobera­nia ucra­ni­ana, à inte­gri­dade físi­ca de civis e às con­venções inter­na­cionais rel­a­ti­vas ao trata­men­to de pri­sioneiros de guer­ra. O tex­to tam­bém con­cla­ma às duas partes e à comu­nidade inter­na­cional que busquem for­mas de medi­ar a paz, além de ressaltar que o fim da guer­ra for­t­ale­ce­ria a har­mo­nia e segu­rança inter­na­cionais.

O doc­u­men­to ain­da apon­ta os efeitos da guer­ra na segu­rança ali­men­tar, energéti­ca e nuclear, pedin­do uma solução ime­di­a­ta em con­formi­dade com os princí­pios pre­vis­tos na Car­ta da ONU, o trata­do que esta­b­ele­ceu as Nações Unidas. Além dis­so, enfa­ti­zou a neces­si­dade dos respon­sáveis por crimes de guer­ra enfrentarem proces­sos inter­na­cionais.

Antes da votação da res­olução, na aber­tu­ra da sessão, o secretário-ger­al da ONU, António Guter­res, desta­cou os efeitos da guer­ra. Ele afir­mou que 40% dos ucra­ni­anos pre­cisam de aju­da human­itária e que a dis­pu­ta já deixou 8 mil mor­tos. O doc­u­men­to não tem força legal, ape­nas um peso políti­co.

A Rús­sia fez críti­cas à pos­tu­ra dos país­es oci­den­tais. Para os rus­sos, a crise está sendo estim­u­la­da pelo oci­dente que, na visão deles, tem con­duzi­do uma “guer­ra híbri­da” que des­en­cadeou em uma crise ali­men­tar. Na visão de Moscou, a res­olução aprova­da não aju­dará a encer­rar o con­fli­to. Existe, segun­do eles, uma “rus­so­fo­bia” cres­cente. A Rús­sia ale­ga ain­da que as sanções impostas ao país atingem mais dura­mente os país­es em desen­volvi­men­to.

Brasil

O Brasil tem procu­ra­do mostrar um posi­ciona­men­to equi­li­bra­do diante do tema e evi­ta tomar decisões que colo­quem o país na guer­ra. A posição do gov­er­no brasileiro, por exem­p­lo, é de não enviar munição para tan­ques do exérci­to ucra­ni­ano. Na avali­ação do pres­i­dente Lula, a medi­da seria enten­di­da como uma par­tic­i­pação do Brasil na guer­ra.

O Brasil chegou a sug­erir à ONU a inclusão de um pará­grafo que pede o fim das hos­til­i­dades entre os dois país­es. O min­istro das Relações Inter­na­cionais, Mau­ro Vieira, con­sider­ou essa pos­tu­ra impor­tante no cenário inter­na­cional.

A pos­tu­ra do Brasil está sendo bem vista pela Rús­sia, que vê o par­ceiro de Brics como um medi­ador em poten­cial. Para Moscou, a pos­tu­ra do Brasil é digna de respeito, por resi­s­tir aos ape­los dos Esta­dos Unidos para apoiar dire­ta­mente o exérci­to ucra­ni­ano.

 

Edição: Marce­lo Brandão

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