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Museu de Arte do Rio abre sábado mostra sobre Carolina de Jesus

Repro­dução: © Divulgação/Mostra CMJ

Evento destaca incursões da escritora na música e na arte circense


Pub­li­ca­do em 23/06/2023 — 08:32 Por Alana Gan­dra – Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

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Em parce­ria com o Insti­tu­to Mor­eira Salles, a mostra Car­oli­na Maria de Jesus: Um Brasil para os Brasileiros chega ao Museu de Arte do Rio (MAR), depois de pas­sar por São Paulo, reunin­do mais de 400 itens expográ­fi­cos. A exposição será aber­ta próx­i­mo sába­do (24), às 11h, com entra­da fran­ca.

A mostra se esten­derá até 26 de novem­bro, com ingres­sos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia entra­da) e gra­tu­idades pre­vis­tas em lei para idosos e cri­anças até 5 anos de idade. O MAR fun­ciona de terça-feira a domin­go, das 11h às 18h, com a últi­ma entra­da de vis­i­tantes às 17h.

Segun­do a his­to­ri­ado­ra Raquel Bar­reto, cocu­rado­ra da exposição, esta é uma ver­são ampli­a­da da mostra, à qual foram incor­po­radas novas obras e artis­tas. A exposição é ded­i­ca­da à tra­jetória e à pro­dução literária da auto­ra mineira Car­oli­na de Jesus, que ficou inter­na­cional­mente con­heci­da com a pub­li­cação do livro Quar­to de Despe­jo, em agos­to de 1960. A ini­cia­ti­va tam­bém abor­da as incursões de Car­oli­na como com­pos­i­to­ra, can­to­ra e artista circense, disse Raquel à Agên­cia Brasil.

A exposição tem como curador o antropól­o­go Hélio Menezes e como assis­tente Phe­lipe Rezende.

Rio de Janeiro (RJ) - Mostra traz ao público carioca fotos e fatos da vida da escritora Carolina Maria de Jesus. Quarto de Despejo foi a primeira obra da escritora, conhecida mundialmente. Foto: Divulgação/Mostra CMJ
Repro­dução: Exposição no Museu de Arte do Rio apre­sen­ta ao públi­co out­ras fac­etas da escrito­ra Car­oli­na de Jesus — Divulgação/Mostra CMJ

Semelhanças

Raquel desta­cou o fato de a mostra abor­dar a vida de uma escrito­ra muito impor­tante para a história da lit­er­atu­ra brasileira, para a cul­tura brasileira. “Uma escrito­ra que, ape­sar de todos os imped­i­men­tos de ordem cul­tur­al que difi­cul­tam que pes­soas negras con­stru­am uma lit­er­atu­ra, con­seguiu con­stru­ir uma lit­er­atu­ra tão rica e expres­si­va e que, mais de 60 anos depois de Quar­to de Despe­jo, a obra ain­da este­ja atu­al, emo­cione tan­to e ten­ha tan­ta relevân­cia.”

A his­to­ri­ado­ra salien­tou a per­spec­ti­va de estéti­ca na pro­dução da escrito­ra. “E essa estéti­ca dialo­ga muito com a arte con­tem­porânea brasileira de auto­ria negra. Ele­men­tos que apare­cem no tex­to de Car­oli­na, e que são impor­tantes para ela, tam­bém apare­cem em uma série de obras artís­ti­cas. As pes­soas que vierem aqui vão encon­trar essas relações, semel­hanças, esse diál­o­go, den­tro da própria exposição.”

A exposição mar­ca a itin­erân­cia dos even­tos do Insti­tu­to Mor­eira Salles para out­ras insti­tu­ições no Rio de Janeiro, após seu fechamen­to para obras de refor­ma, esti­madas em cer­ca de qua­tro anos. As obras foram ini­ci­adas em 27 de março deste ano e têm o obje­ti­vo de mel­hor rece­ber os vis­i­tantes em even­tos e ampli­ar as reser­vas téc­ni­cas dos acer­vos.

Bandeira do MAR

Ain­da neste sába­do, o Museu de Arte do Rio pro­move o hastea­men­to de sua nova ban­deira. O azul potente com estre­las, em alusão à ban­deira nacional, gan­hou a frase A Ordem É Sam­ba, títu­lo de uma canção de Jack­son do Pan­deiro, com­pos­ta em 1966.
Orig­i­nal­mente con­ce­bi­da para o Sam­ba da Vol­ta, que ocorre no cen­tro da cidade, a ban­deira é uma ide­al­iza­ção da his­to­ri­ado­ra da arte Juliana Joan­nou e foi escol­hi­da por voto pop­u­lar.

No lança­men­to, haverá uma roda de sam­ba, às 14h30, nos pilo­tis do equipa­men­to, com os inte­grantes do Sam­ba da Vol­ta, que pre­ten­dem hom­e­nagear Car­oli­na Maria de Jesus. A entra­da é gra­tui­ta.

Museu

O Museu de Arte do Rio é uma ini­cia­ti­va da prefeitu­ra, por meio da Sec­re­taria Munic­i­pal de Cul­tura, e teve a parce­ria da Fun­dação Rober­to Mar­in­ho para sua con­cepção.

Em janeiro de 2021, o MAR pas­sou a ser geri­do pela Orga­ni­za­ção dos Esta­dos Ibero-Amer­i­canos (OEI), organ­is­mo inter­na­cional de coop­er­ação que tem na cul­tura, na edu­cação e na ciên­cia os seus mandatos insti­tu­cionais, des­de que foi fun­da­do, em 1949.

Edição: Nádia Fran­co

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