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Na Câmara, especialistas defendem uso de máscaras mesmo com vacinação

Repro­dução:  © Fer­nan­do Frazão/Agência Brasil

Comissão discutiu flexibilização da norma em algumas cidades


Pub­li­ca­do em 28/10/2021 — 21:52 Por Agên­cia Brasil — Brasília

Espe­cial­is­tas ouvi­dos nes­ta quin­ta-feira (28) pela comis­são exter­na da Câmara dos Dep­uta­dos que acom­pan­ha as ações de enfrenta­men­to à covid-19 defend­er­am a con­tinuidade do uso de más­caras mes­mo com o avanço da vaci­nação. O debate abor­dou a flex­i­bi­liza­ção da uti­liza­ção da pro­teção facial em locais aber­tos e a adoção do pas­s­aporte san­itário em algu­mas cidades brasileiras.

A secretária extra­ordinária de enfrenta­men­to à covid-19 do Min­istério da Saúde, Rosana Leite, lem­brou que, ape­sar do recuo no número de casos com o aumen­to de dos­es apli­cadas, só a imu­niza­ção não con­segue realizar o con­t­role da trans­mis­são do vírus, e o uso de más­cara e o dis­tan­ci­a­men­to pre­cisam con­tin­uar.

“Por mais que ten­hamos evoluí­do, que ten­hamos segu­rança e que saibamos que a imu­niza­ção vai aju­dar a solu­cionar a pan­demia, temos ain­da de ado­tar out­ras medi­das con­comi­tantes”, apon­tou.

O asses­sor téc­ni­co do Con­sel­ho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass), Leonar­do Vilela, afir­mou que qual­quer medi­da que for ado­ta­da para con­t­role da covid-19 não pode ser real­iza­da nacional­mente porque as real­i­dades em cada esta­do são difer­entes. Ele ressaltou que a flex­i­bi­liza­ção do uso de más­caras deve ser fei­ta com mui­ta cautela.

“Nos Esta­dos Unidos, de repente lib­er­aram ger­al o uso da más­cara para aque­les vaci­na­dos com segun­da dose, e nós vimos um recrude­sci­men­to dos casos, das inter­nações e dos óbitos. Isso obrigou as autori­dades a recuarem, des­o­bri­g­an­do a pro­teção facial ape­nas em ambi­entes aber­tos e sem aglom­er­ação”, exem­pli­fi­cou.

Passaporte sanitário

O asses­sor téc­ni­co do Con­sel­ho Nacional de Sec­re­tarias Munic­i­pais de Saúde (Conasems), Alessan­dro Aldrin, disse que o cer­ti­fi­ca­do de vaci­nação é fun­da­men­tal para a retoma­da dos even­tos cole­tivos.

“O pas­s­aporte ou com­pro­vante vem em boa hora para ess­es even­tos, sim. A econo­mia tem de voltar a girar, mas de for­ma segu­ra”, desta­cou. “Esta­mos em democ­ra­cia, então por que alguém que não quer se vaci­nar pode colo­car min­ha saúde em risco? De for­ma algu­ma! Ele tem a pre­rrog­a­ti­va dele, mas não pode colo­car em risco o cole­ti­vo, ele não pode entrar em um está­dio ou show com 30 mil pes­soas”, acres­cen­tou.

Para Aldrin, ain­da não é o momen­to de deixar de lado o uso de más­caras, uma vez que o número de mortes por covid-19 no Brasil ain­da está em torno de 400 pes­soas por dia.

*Com infor­mações da Agên­cia Câmara

Edição: Aline Leal

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