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Ômicron tem mutação já vista em cepas anteriores, mostra pesquisa

Repro­dução: © NIAID

Descoberta ajuda a entender a eficácia de vacinas contra a nova cepa


Pub­li­ca­do em 04/02/2022 — 21:04 Por Cami­la Maciel — Repórter da Agên­cia Brasil — São Paulo

A par­tir da análise genéti­ca, pesquisadores obser­varam que todas as mutações exis­tentes na Ômi­cron, vari­ante do novo coro­n­avírus iden­ti­fi­ca­da em novem­bro de 2021, já havi­am sido descritas ante­ri­or­mente. Essa descober­ta aju­da a enten­der a eficá­cia de vaci­nas já exis­tentes para a nova cepa. 

“Nós usamos pro­gra­mas de bioin­for­máti­ca e com­para­mos o geno­ma, prin­ci­pal­mente a pro­teí­na spike, dessa vari­ante Ômi­cron com demais vari­antes virais, no caso Alfa, Beta, Gama e Delta, e out­ras vari­antes de inter­esse tam­bém”, disse o pesquisador da Esco­la Paulista de Med­i­c­i­na da Uni­ver­si­dade Fed­er­al de São Paulo (EPM-Unife­sp) e coor­de­nador do estu­do, Ricar­do Durães-Car­val­ho.

Durães-Car­val­ho expli­ca que ess­es pro­gra­mas de biolo­gia com­puta­cional per­mitem encon­trar “regiões pare­ci­das entre as vari­antes, prin­ci­pal­mente nas regiões onde o vírus se liga à célu­la hos­pedeira, que é um proces­so ini­cial de entra­da no humano e começa o proces­so infec­cioso”.

O pesquisador acres­cen­ta que, se a “chav­in­ha” que se liga à célu­la humana for pare­ci­da com out­ras cepas, o vírus é alvo de anti­cor­pos. “Fize­mos uma cer­ta asso­ci­ação que pos­sivel­mente uma vaci­na de fato que foi pro­duzi­da con­tra uma vari­ante pode ser de fato efi­caz con­tra essa vari­ante tam­bém.”

O pesquisador con­ta que o estu­do tam­bém usa fer­ra­men­tas de evolução mol­e­c­u­lar, pela qual se estu­da o nív­el mol­e­c­u­lar com que o vírus evolui ao lon­go do tem­po. “Como ele está evoluin­do é uma for­ma de você mon­i­torar aque­le vírus”.

Segun­do Durães-Car­val­ho, a pesquisa iden­ti­fi­cou que o coro­n­avírus tem mutações pare­ci­das em todas as vari­antes, “ou seja, ele car­rega esse traço de sim­i­lar­i­dade”. “Se o vírus tem essa car­ac­terís­ti­ca de as novas ger­ações traz­erem mutações com­par­til­hadas com out­ras vari­antes virais, a gente supõe, com as dev­i­das pro­porções de eficá­cia vaci­nal — é bom tam­bém ressaltar isso —  que as vaci­nas são alta­mente prováveis de serem tam­bém efi­cazes”, diz, desta­can­do que é necessário ser cauteloso com esta afir­mação.

O pesquisador reforça ain­da a importân­cia da vaci­nação e respeito às medi­das san­itárias. “Um dado de relevân­cia é que de 90% das pes­soas que estão hos­pi­tal­izadas, e vin­do a óbito, são pes­soas que não tomaram a vaci­na ou são pes­soas que estão com esque­ma vaci­nal incom­ple­to, mostran­do a importân­cia de se tomar vaci­na”.

Edição: Fábio Mas­sal­li

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