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Pandemias futuras podem ser mais mortais e contagiosas, diz cientista

Repro­dução: © NIAID

Sarah Gilbert pediu mais financiamento para a ciência


Pub­li­ca­do em 06/12/2021 — 10:30 Por Car­la Quiri­no — Repórter da RTP — Lon­dres

A pesquisado­ra da vaci­na da Oxford-AstraZeneca, Sarah Gilbert, disse que “esta não será a últi­ma vez que um vírus ameaçará as nos­sas vidas e os meios de sub­sistên­cia e pediu mais finan­cia­men­to para que a ciên­cia este­ja mel­hor prepara­da. “Os avanços que fize­mos e o con­hec­i­men­to que adqui­r­i­mos não devem ser per­di­dos”, afir­mou.

“Assim como inves­ti­mos em forças armadas, serviços secre­tos e diplo­ma­cia para nos defen­d­er­mos de guer­ras, deve­mos inve­stir em pes­soas, pesquisa, man­u­fatu­ra e insti­tu­ições para nos defen­d­er­mos de pan­demias”, sus­ten­tou Sarah Gilbert, cita­da no jor­nal britâni­co The Guardian.

No iní­cio de 2020, quan­do a covid-19 surgiu pela primeira vez na Chi­na e a doença se espal­hou, Sarah Gilbert, pro­fes­so­ra de Vaci­nolo­gia da Uni­ver­si­dade de Oxford, e sua equipe cri­aram uma das vaci­nas con­tra o SARS-CoV­‑2.

Atual­mente, a cien­tista diz que a doença está longe do fim e que a vari­ante Ômi­cron, alta­mente mutáv­el, não dev­erá ser a últi­ma. Para ela, o próx­i­mo vírus pode ser pior. “Pode ser mais con­ta­gioso, ou mais letal, ou ambos”.

“Não podemos per­mi­tir uma situ­ação como a que pas­samos e, depois, desco­b­ri­mos que as enormes per­das econômi­cas que sofre­mos sig­nifi­cam que ain­da não há finan­cia­men­to nos preparar­mos para uma pan­demia”, acres­cen­tou.

“Os avanços que fize­mos e o con­hec­i­men­to que adqui­r­i­mos não devem ser per­di­dos”, aler­ta a pesquisado­ra, chaman­do a atenção para a neces­si­dade de con­tin­uar man­ten­do o inves­ti­men­to em ciên­cia.

As declar­ações foram divul­gadas depois de o Reino Unido ter reg­istra­do, nesse domin­go (5), 246 casos da vari­ante Ômi­cron e quase 44 mil novas infecções diárias, com 54 mortes a cada dia.

Foi descober­to, na vari­ante Ômi­cron, que a pro­teí­na spike con­tém mutações já con­heci­das, respon­sáveis por aumen­tar a trans­mis­si­bil­i­dade do vírus, disse Gilbert. “Mas há mudanças adi­cionais que podem sig­nificar que os anti­cor­pos induzi­dos pelas vaci­nas, ou pela infecção com out­ras vari­antes, podem ser menos efi­cazes na pre­venção da infecção pela Ômi­cron. Até saber­mos mais, deve­mos ser cautelosos e tomar medi­das para desacel­er­ar a dis­sem­i­nação dessa nova cepa”.

Mark Wool­house, cien­tista que pres­ta asses­so­ria ao gov­er­no do primeiro-min­istro do Reino Unido, Boris John­son, afir­ma, cita­do pela BBC: “Se as tendên­cias atu­ais aqui e na África do Sul con­tin­uarem nas próx­i­mas sem­anas e meses, a nova Ômi­cron poderá sub­sti­tuir a Delta como estirpe dom­i­nante no mun­do”.

No fim de sem­ana, o gov­er­no britâni­co anun­ciou que quem via­ja para o Reino Unido tem de faz­er teste de covid-19 no local de par­ti­da. A Nigéria foi adi­ciona­da à lista ver­mel­ha dos país­es poten­ci­ais impor­ta­dores de Ômi­cron, por estar asso­ci­a­da aos novos casos da vari­ante em ter­ritório britâni­co.

“Se a Ômi­cron está aqui no Reino Unido — e cer­ta­mente está -, se há trans­mis­são comu­nitária no Reino Unido — e cer­ta­mente parece que sim -, então é essa trans­mis­são comu­nitária que impul­sion­ará a próx­i­ma onda”, disse Wool­house.

O cien­tista acres­cen­ta que as novas restrições pecam por serem tar­dias e são muito tími­das, para faz­er face a “uma onda poten­cial da vari­ante no Reino Unido”.

De acor­do com o The Guardian, o grande per­centu­al de novos casos, em ger­al, está rela­ciona­do a pacientes não vaci­na­dos. O líder tra­bal­hista Keir Starmer, aprovei­tan­do essa infor­mação, crit­i­ca de for­ma vee­mente os que resistem à inoc­u­lação: “É frus­trante e pre­ocu­pante que os médi­cos este­jam acom­pan­han­do muitas camas hos­pi­ta­lares, e os recur­sos do Serviço Nacional de Saúde este­jam sendo usa­dos por aque­les que optaram por não rece­ber a vaci­na”.

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