...
sexta-feira ,16 janeiro 2026
Home / Efemérides, Meios de comunicação / Maioria das obras destruídas no 8 de janeiro já foi restaurada

Maioria das obras destruídas no 8 de janeiro já foi restaurada

Repro­dução: © Joéd­son Alves/Agência Brasil

Peças irrecuperáveis serão mantidas como “estratégia de memória”

Publicado em 26/04/2023 — 20:54 Por Carolina Pimentel — Repórter da Agência Brasil — Brasília

ouvir:

O pres­i­dente do Insti­tu­to do Patrimônio Históri­co e Artís­ti­co Nacional (Iphan), Lean­dro Grass, disse nes­ta quar­ta-feira (26) que a maior parte das obras e bens cul­tur­ais destruí­dos durante os atos anti­democráti­cos de 8 de janeiro já foi restau­ra­da.

O Iphan, em con­jun­to com os acer­vos do Con­gres­so Nacional, do Supre­mo Tri­bunal Fed­er­al (STF) e do Palá­cio do Planal­to, divul­gou em março relatório de vis­to­ria dos pré­dios e das ações de restau­ro ado­tadas.

“Com apoio dos restau­radores da Câmara, do Sena­do, do STF e do Planal­to, prati­ca­mente o que era necessário e era pos­sív­el foi restau­ra­do. Têm alguns ajustes especí­fi­cos, como tapeçarias, que talvez não sejam restau­radas e sejam deix­adas como estão, como estraté­gia de memória”, disse Grass, após entre­vista ao pro­gra­ma A Voz do Brasil, da Empre­sa Brasil de Comu­ni­cação (EBC).

Lista Vermelha

Lean­dro Grass desta­cou ain­da da Lista Ver­mel­ha (Red List, em inglês), que traz os obje­tos cul­tur­ais brasileiros alvos con­stantes do comér­cio ile­gal no mer­ca­do inter­na­cional, como arte sacra, fós­seis, peças arque­ológ­i­cas, livros e mapas. O doc­u­men­to foi lança­do pelo Con­sel­ho Inter­na­cional de Museus (Icom) em fevereiro deste ano, com apoio do Iphan e out­ras insti­tu­ições nacionais.

A lista não enu­mera bens procu­ra­dos, mas tem fotos de exem­p­los de obje­tos pro­te­gi­dos em lei e com risco de trá­fi­co ilíc­i­to, com obje­ti­vo de aju­dar fis­cais e autori­dades poli­ci­ais, como das alfân­de­gas, e evi­tar a saí­da irreg­u­lar dess­es obje­tos do país.

“A Red List é uma fer­ra­men­ta para cri­ar uma cul­tura sobre a importân­cia  dess­es bens e uma políti­ca integra­da para que não sejam alvo de ile­gal­i­dade”, afir­mou Grass.

O Brasil é o 26º país com maior número de obje­tos cul­tur­ais rou­ba­dos. A taxa de recu­per­ação atu­al é con­sid­er­a­da extrema­mente baixa, con­forme dados do Icom. A Lista Ver­mel­ha do Brasil é a vigési­ma pub­li­cação lança­da pelo con­sel­ho. Exis­tem lis­tas sobre bens da Améri­ca Lati­na, do Méx­i­co, da Colôm­bia e do Peru. Foi lança­da uma edição emer­gen­cial sobre a Ucrâ­nia, em razão do con­fli­to com a Rús­sia.

Edição: Maria Clau­dia

LOGO AG BRASIL

Você pode Gostar de:

Toffoli envia material apreendido no caso Master para análise da PGR

Decisão ocorre após pedido do procurador-geral da República Pedro Rafael Vilela — Repórter da Agên­cia …

3b2c09210a068c0947d7d917357ae19d