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Ciro quer aumentar impostos de super-ricos para aliviar mais pobres

Repro­dução: © Agên­cia Brasil

Candidato diz que quer mudar modelo econômico do país


Pub­li­ca­do em 05/09/2022 — 16:17 Por Agên­cia Brasil* — Agên­cia Brasília

Ouça a matéria:

O can­dida­to do PDT à Presidên­cia da Repúbli­ca, Ciro Gomes, propôs hoje (5) aumen­tar os impos­tos dos super-ricos para aliviar os mais pobres, durante entre­vista ao pro­gra­ma Pâni­co da Jovem Pan. “Cin­co brasileiros, no nos­so país, acu­mu­lam a ren­da e a for­tu­na de 100 mil­hões de brasileiros mais pobres. Eu ten­ho que ir para um mod­e­lo trib­utário que cobre mais dos super-ricos para diminuir o impos­to dos pobres, da classe média e no con­sumo, que é o impos­to indi­re­to mais injus­to. Porque aí, eu pro­mo­vo a super­ação da mis­éria e da desigual­dade”. 

Ciro Gomes aproveitou sua par­tic­i­pação no pro­gra­ma para falar sobre sua tra­jetória políti­ca que incluiu, na esfera fed­er­al car­gos, como o min­istro da Fazen­da, em 1994, e da Inte­gração Nacional, de 2003 a 2006. Segun­do ele, sua can­di­datu­ra tem o propósi­to de mudar o país.

Ele afir­mou que é o úni­co can­dida­to que está pro­pon­do uma mudança dos mod­e­los econômi­co e de gov­er­nança políti­ca do país. “Eu ten­ho espíri­to públi­co e me guio por ele. Para mim, políti­ca não é meio de vida. Eu só quero ser pres­i­dente ser for para mudar a história do Brasil”.

De acor­do com Ciro, por mais que algu­mas pes­soas vejam a políti­ca como um espaço de priv­ilé­gio e de enganação, é pre­ciso estim­u­lar a par­tic­i­pação pop­u­lar nas dis­cussões políti­ca.

“Pre­cisamos res­gatar a com­preen­são de que tudo é políti­ca. O preço do fei­jão; do ônibus; a qual­i­dade da saúde; da edu­cação; se tem ou não segu­rança; o jeito de cobrar os impos­tos; de pagar as aposentadorias…tudo é políti­ca. E o sis­tema brasileiro gos­ta de desmor­alizar a políti­ca, porque ela é o úni­co fio des­en­ca­pa­do, é [o úni­co espaço] onde podemos deses­ta­bi­lizar tudo e começar algo com­ple­ta­mente novo. E é nis­so que estou apo­s­tan­do”, afir­mou.

Na entre­vista, o can­dida­to tam­bém comen­tou sobre a situ­ação políti­ca no Chile. “O Chile ago­ra está numa ‘pin­im­ba’ gravís­si­ma. Há três anos, o povo foi em mas­sa às ruas pedir uma nova con­sti­tu­ição, con­tra o lega­do do [dita­dor Augus­to] Pinochet [que gov­ernou o país de 1973 a 1990]. Fiz­er­am uma Con­sti­tu­ição com­ple­ta­mente mist­i­fi­cado­ra, cheia de pecu­liari­dades iden­titárias, uma série de babo­seiras deste esquerdis­mo que vem dos EUA para sub­sti­tuir a fal­ta de com­pro­mis­so pop­u­lar ver­dadeiro das esquer­das”, comen­tou Gomes.

“O prob­le­ma do Brasil é que o taman­ho do Esta­do é abso­lu­ta­mente doen­tio quan­do a gente olha o paga­men­to de juros para ban­cos. Ele não é [incha­do] em saúde, edu­cação, [prestação de] serviços, infraestru­tu­ra, mas sim para o [paga­men­to de] juros. Este é o prob­le­ma. E como a esquer­da brasileira se vendeu a este mod­e­lo resolver­am faz­er aqui o esquerdis­mo à moda amer­i­cana. Então, pegaram questões iden­titárias, hiper­frag­men­taram os inter­ess­es da sociedade e pas­sou a falar de negros, de mul­heres, de meio ambi­ente, como se fos­sem assun­tos sep­a­ra­dos. E não se fala mais em super­ação da mis­éria, desigual­dade”, comen­tou Gomes.

Clique aqui e veja a agen­da dos can­didatos nes­ta segun­da-feira (5).

*Colaborou Alex Rodrigues, repórter da Agên­cia Brasil

*Matéria alter­a­da às 16h40 para acrésci­mo de infor­mações.

Edição: Vitor Abdala

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