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Eletronuclear é multada por liberação de material radioativo no mar

Repro­dução: © Divulgação/ Angra 1 da Eletronu­clear

Água contaminada foi descartada na Baía de Itaorna, no litoral do Rio


Pub­li­ca­do em 24/03/2023 — 07:11 Por Vitor Abdala — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

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O Insti­tu­to Brasileiro do Meio Ambi­ente e dos Recur­sos Nat­u­rais Ren­ováveis (Iba­ma) mul­tou a Eletronu­clear por um aci­dente ocor­ri­do na Usi­na Nuclear Angra 1 em setem­bro do ano pas­sa­do. A infor­mação foi divul­ga­da pela própria empre­sa, que admin­is­tra o com­plexo nuclear de Angra dos Reis.

O aci­dente envolveu a lib­er­ação não pro­gra­ma­da de água con­t­a­m­i­na­da com sub­stân­cias radioa­t­i­vas na Baía de Itaor­na, no litoral sul flu­mi­nense.

Na últi­ma quar­ta-feira (22), a Justiça Fed­er­al deter­mi­nou que a Eletronu­clear real­ize, em até 30 dias, uma avali­ação com­ple­ta dos danos cau­sa­dos no aci­dente, a pedi­do do Min­istério Públi­co Fed­er­al (MPF).

Além dis­so, a Vara Úni­ca de Angra dos Reis deter­mi­nou que a Eletronu­clear evite ativi­dades que pos­sam agravar a con­t­a­m­i­nação ambi­en­tal da área afe­ta­da pelo aci­dente, incluin­do o descarte inad­e­qua­do de novos resí­du­os radioa­t­ivos.

Segun­do a Justiça, relatório do Iba­ma apon­tou fal­ha estri­ta­mente humana, enquan­to a Eletronu­clear apon­ta prob­le­mas de cor­rosão de tubu­lações, fal­ha humana e condições climáti­cas.

Na ação civ­il públi­ca, o MPF con­sid­era que a Eletronu­clear teria ten­ta­do escon­der o inci­dente e pede a respon­s­abi­liza­ção da estatal.

Em nota, a Eletronu­clear infor­mou que, no dia 16 de setem­bro, Angra 1 fez lib­er­ação não pro­gra­ma de “pequeno vol­ume de água con­tendo sub­stân­cias de baixo teor de radioa­t­ivi­dade”.

A empre­sa di,sse que os índices de radioa­t­ivi­dade estavam abaixo dos lim­ites da leg­is­lação que car­ac­ter­i­zam a ocor­rên­cia de um aci­dente.

“A empre­sa tra­tou o even­to como inci­dente opera­cional e infor­mou o assun­to nos relatórios reg­u­lares pre­vis­tos. Ini­cial­mente, por con­ta própria e depois sob deman­da do Iba­ma, a empre­sa inten­si­fi­cou a mon­i­toração radi­ológ­i­ca no local de despe­jo das águas flu­vi­ais sem encon­trar nen­hum resul­ta­do sig­ni­fica­ti­vo”, infor­ma a nota da Eletronu­clear.

Segun­do a estatal, na sem­ana pas­sa­da o Min­istério do Meio Ambi­ente encam­in­hou relatórios de fis­cal­iza­ção e autos de infração ref­er­entes ao inci­dente.

“A empre­sa respei­ta a avali­ação dos téc­ni­cos do Iba­ma, mas desta­ca que pre­tende recor­rer ao órgão, uma vez que entende ter cumpri­do o que deter­mi­na a leg­is­lação. Quan­to à acusação de fal­ta de transparên­cia, a empre­sa esclarece que os comu­ni­ca­dos sobre o assun­to foram pub­li­ca­dos em seu site”.

Edição: Graça Adju­to

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