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Justiça determina transferência de ex-bombeiro para presídio federal

Repro­dução: © Marce­lo Freixo/Wikimedia Com­mons

Maxwell Correa é acusado de participar do assassinato de Marielle


Pub­li­ca­do em 24/07/2023 — 23:45 Por Dou­glas Cor­rêa — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

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A Justiça do Rio de Janeiro deter­mi­nou a prisão pre­ven­ti­va do ex-sar­gen­to do Cor­po de Bombeiros Maxwell Simões Cor­rea por sus­pei­ta de envolvi­men­to na morte da vereado­ra Marielle Fran­co e do motorista Ander­son Gomes. Cor­rea dev­erá ser trans­feri­do a um presí­dio fed­er­al.

A decisão do juí­zo da 4a. Vara Crim­i­nal da Cap­i­tal infor­ma que as provas apre­sen­tadas pelo Min­istério Públi­co do Rio apon­tam a lig­ação do ex-bombeiro com o caso, antes, durante e depois dos assas­si­natos. Na decisão, “deter­mi­nou ain­da que o pre­so seja trans­feri­do para um presí­dio de segu­rança máx­i­ma fora do esta­do, uma vez que ele rep­re­sen­ta risco às inves­ti­gações”. Até a trans­fer­ên­cia, deter­mi­nou a Justiça, ele dev­erá ficar no presí­dio de Ban­gu I.

As provas que indicam a par­tic­i­pação de Maxwell tiver­am como base a colab­o­ração pre­mi­a­da de out­ro acu­sa­do, o ex-Poli­cial Mil­i­tar Élcio de Queiroz. Na decisão, é cita­da a lig­ação do ex-bombeiro com Ron­nie Lessa, que tam­bém está pre­so e é acu­sa­do de dis­parar con­tra o car­ro onde as víti­mas estavam. Cor­rea teria par­tic­i­pa­do, um dia após o crime, da tro­ca de pla­cas do veícu­lo usa­do no assas­si­na­to, joga­do fora as cáp­su­las e munições usadas no crime, assim como o prov­i­den­ci­a­do o des­man­che do car­ro.

Cor­rea, de acor­do com Élcio, seria o respon­sáv­el por man­ter finan­ceira­mente sua família, assim como arcar com as despe­sas de sua defe­sa. O obje­ti­vo era evi­tar o rompi­men­to entre eles. Maxwell teria par­tic­i­pação em uma orga­ni­za­ção crim­i­nosa, além de pos­suir patrimônio incom­patív­el com sua condição finan­ceira.

Transferência

“[…] por todos ess­es motivos decre­to, com base no Códi­go de Proces­so Penal a prisão pre­ven­ti­va de Maxwell Simões Cor­rea, com val­i­dade de 20 anos para um esta­b­elec­i­men­to penal fed­er­al de segu­rança máx­i­ma, a ser indi­ca­do pelo Depar­ta­men­to Pen­i­ten­ciário Nacional (Depen), órgão do Min­istério da Justiça”, deter­mi­nou o juiz.

Edição: Marce­lo Brandão

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