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PDT lança candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República

Repro­dução: © Wil­son Dias/Agência Brasil

Partido ainda não definiu o candidato a vice


Pub­li­ca­do em 20/07/2022 — 19:22 Por Marce­lo Brandão — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

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O PDT ofi­cial­i­zou, na tarde de hoje (20), a can­di­datu­ra de Ciro Gomes para a Presidên­cia da Repúbli­ca. Essa será a quar­ta vez que Ciro ten­tará assumir o pos­to de pres­i­dente. Nas últi­mas eleições, em 2018, ele ficou em ter­ceiro lugar, com pouco mais de 13 mil­hões de votos, 12,47% do eleitora­do. Ciro tam­bém con­cor­reu à Presidên­cia nas eleições de 1998 e 2002.

“Eu quero unir o país em torno de um novo pro­je­to”, disse Ciro, em seu dis­cur­so na con­venção do par­tido, citan­do seu livro, que fun­ciona como um doc­u­men­to do seu pro­je­to de gov­er­no. “Ten­ho tra­bal­ha­do nesse pro­je­to há anos. Com o pro­je­to nacional de desen­volvi­men­to, nós vamos vencer inúmeros desafios”. Ele propôs uma refor­ma trib­utária que cor­ri­giria desigual­dades, para que os mais ricos paguem, pro­por­cional­mente, mais impos­tos que os pobres.

Ciro Gomes tam­bém criti­cou as pro­postas de pri­va­ti­za­ção da Petro­bras e defend­eu o fim da atu­al políti­ca de preços da estatal, que atrela ao val­or do dólar o preço do com­bustív­el ven­di­do no país. Ele defend­eu ain­da o fim do teto de gas­tos, um lim­ite incluí­do na Con­sti­tu­ição para as despe­sas da União. “Vai ser revo­ga­do nas primeiras horas do nos­so pos­sív­el gov­er­no”, disse. Para Ciro, o teto de gas­tos é uma medi­da “arbi­trária e elit­ista” por “cor­tar ape­nas os inves­ti­men­tos na vida do povo e deixar intac­tos os juros pagos aos ban­queiros”.

O PDT ain­da não definiu o can­dida­to a vice-pres­i­dente. Essa escol­ha ficará a car­go da Exec­u­ti­va Nacional do par­tido, con­forme deci­di­do na con­venção nacional de hoje. O par­tido tem até o dia 15 de agos­to para reg­is­trar a can­di­datu­ra. Como não tem alianças for­mais com out­ros par­tidos, o PDT pode ter que faz­er como em 2018 e lançar uma “cha­pa puro-sangue”. Na ocasião, a can­di­da­ta a vice foi a senado­ra Kátia Abreu, na época no PDT.

Perfil

Nat­ur­al de Pin­da­mon­hanga­ba (SP), Ciro Gomes con­stru­iu a car­reira políti­ca no Ceará, onde foi prefeito de For­t­aleza, eleito em 1988, e gov­er­nador do esta­do, eleito em 1990. Renun­ciou ao car­go de gov­er­nador, em 1994, para assumir o Min­istério da Fazen­da, no gov­er­no Ita­mar Fran­co (1992–1994), por indi­cação do PSDB, seu par­tido na época. Ciro foi min­istro da Inte­gração Nacional de 2003 a 2006, no gov­er­no do então pres­i­dente Luiz Iná­cio Lula da Sil­va. Deixou a Esplana­da dos Min­istérios para con­cor­rer a dep­uta­do fed­er­al e foi eleito. Tam­bém exerceu dois mandatos de dep­uta­do estad­ual no Ceará. Tem 64 anos e qua­tro fil­hos.

Edição: Kel­ly Oliveira

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