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Saiba quem são os suspeitos de mandar executar Marielle Franco

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Nomes dos três presos na operação constam da delação de Ronnie Lessa


Publicado em 24/03/2024 — 10:52 Por Alana Gandra — Repórter da Agência Brasil — Rio de Janeiro

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Os irmãos Domin­gos Brazão (foto) e Chiquin­ho Brazão, além do del­e­ga­do Rival­do Bar­bosa, foram pre­sos neste domin­go (24) apon­ta­dos como man­dantes do aten­ta­do con­tra Marielle Fran­co, que viti­mou tam­bém o motorista Ander­son Gomes. O crime ocor­reu em março de 2018. Os três foram pre­sos no Rio de Janeiro, de for­ma pre­ven­ti­va, na Oper­ação Mur­der, Inc., deflagra­da pela Procu­rado­ria-Ger­al da Repúbli­ca (PGR), Min­istério Públi­co do Rio de Janeiro (MPRJ) e Polí­cia Fed­er­al (PF).

Os nomes dos três pre­sos na oper­ação con­stam da delação de Ron­nie Lessa, execu­tor do crime em que Marielle perdeu a vida. De acor­do com Lessa, os três deti­dos teri­am sido os man­dantes do crime. A ação foi autor­iza­da pelo min­istro Alexan­dre de Moraes, do Supre­mo Tri­bunal Fed­er­al (STF).

A família Brazão per­tence a um impor­tante grupo políti­co do esta­do do Rio de Janeiro. Ex-dep­uta­do na Assem­bleia Leg­isla­ti­va do Rio de Janeiro (Alerj), Domin­gos é con­sel­heiro do Tri­bunal de Con­tas do Esta­do (TCE-RJ), car­go do qual ficou afas­ta­do depois de ser pre­so, em 2017, na Oper­ação Quin­to do Ouro, acu­sa­do de rece­ber propina de empresários. Essa prisão se deu no âmbito de des­do­bra­men­to da Lava Jato no esta­do.

O irmão de Domin­gos, Chiquin­ho Brazão, é dep­uta­do fed­er­al pelo União Brasil, além de foi empresário e com­er­ciante. Nas eleições de 2018, foi can­dida­to a dep­uta­do fed­er­al pelo Avante e elegeu-se com 25.817 votos. Já o del­e­ga­do Rival­do Bar­bosa era chefe da Polí­cia Civ­il à época do aten­ta­do con­tra Marielle Fran­co. Atual­mente, desem­pen­ha a função de coor­de­nador de Comu­ni­cações e Oper­ações Poli­ci­ais da insti­tu­ição. Os três já foram lev­a­dos para a Super­in­tendên­cia da Polí­cia Fed­er­al, no Rio de Janeiro.

Brasília- DF 24-03-2024. Chiquinho Brazão deputado Federal. Foto Câmara dos Deputados.
Repro­dução: Brasília- DF 24-03-2024. Chiquin­ho Brazão dep­uta­do Fed­er­al. Foto Lula Mar­ques

A oper­ação de hoje englo­ba ain­da 12 man­da­dos de bus­ca e apreen­são na sede da Polí­cia Civ­il do Rio e no Tri­bunal de Con­tas do Esta­do. Doc­u­men­tos, além de celu­lares e com­puta­dores dos pre­sos, foram lev­a­dos para a sede da PFRJ. As inves­ti­gações apon­tam que a morte de Marielle está rela­ciona­da à expan­são da milí­cia no Rio de Janeiro.

Domin­gos Brazão disse, em entre­vista ao UOL em janeiro deste ano, que não con­hecia e não lem­bra­va da vereado­ra Marielle Fran­co.

Já Chiquin­ho Brazão havia divul­ga­do nota no dia 20 de março, depois que a acusação de ser o man­dante vazou na impren­sa. A nota diz que ele esta­va “sur­preen­di­do pelas espec­u­lações” e afir­mou que o con­vívio com Marielle sem­pre foi “amis­toso e cor­dial”.

Edição: Juliana Cézar Nunes

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