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Aquecimento global ameaça cidades costeiras, alertam peritos da ONU

Frete fria traz tempestadee e ressaca nas praias do Rio de Janeiro
Repro­dução: © Fer­nan­do Frazão/Agência Brasil

Informação é de relatório provisório do Painel sobre Evolução do Clima


Pub­li­ca­do em 23/06/2021 — 07:51 Por RTP — Lis­boa

RTP - Rádio e Televisão de Portugal

A subi­da do nív­el do mar, as inun­dações e a inten­si­fi­cação das ondas de calor ameaçam as cidades costeiras em todo o mun­do, diz relatório pro­visório do Painel Inter­gov­er­na­men­tal de Espe­cial­is­tas sobre a Evolução do Cli­ma (IPCC, na sigla em inglês).

De Bom­baim a Mia­mi, Daca ou Veneza, essas cidades e os seus mil­hões de habi­tantes que vivem na foz dos estuários ou nas lin­has sin­u­osas da cos­ta estão “na lin­ha da frente” da crise climáti­ca, que corre o risco de redesen­har os mapas dos con­ti­nentes, afir­ma o doc­u­men­to.

“O nív­el do mar con­tin­ua a subir, as inun­dações e as ondas de calor são cada vez mais fre­quentes e inten­sas e o aque­c­i­men­to aumen­ta a acidez do oceano”, obser­vam os cien­tis­tas no relatório de 4 mil pági­nas sobre os impactos das mudanças climáti­cas.

De acor­do com os per­i­tos climáti­cos, é pre­ciso “faz­er escol­has difí­ceis”.

Sob o efeito com­bi­na­do da expan­são dos oceanos e do dege­lo cau­sa­do pelo aque­c­i­men­to, a subi­da do nív­el do mar tam­bém ameaça con­t­a­m­i­nar os solos agrí­co­las com água sal­ga­da e engolir infraestru­turas estratég­i­cas, como por­tos ou aero­por­tos.

Um “peri­go para as sociedades e para a econo­mia mundi­al em ger­al”, aler­ta o IPCC, lem­bran­do que cer­ca de 10% da pop­u­lação mundi­al e dos tra­bal­hadores estão a menos de dez met­ros aci­ma do nív­el do mar.

“Para algu­mas mega­lópoles, deltas, peque­nas ilhas e comu­nidades árti­cas, as con­se­quên­cias podem ser sen­ti­das muito rap­i­da­mente, durante a vida da maio­r­ia das pop­u­lações atu­ais”.

De acor­do com os per­i­tos, o nív­el do oceano pode subir 60 cen­tímet­ros até ao final do sécu­lo.

“O des­ti­no de muitas cidades costeiras é som­brio sem uma que­da drás­ti­ca nas emis­sões de CO2”, dizem os pesquisadores, acres­cen­tan­do que “qual­quer que seja a taxa dessas emis­sões, o aumen­to do nív­el dos oceanos acel­era e con­tin­uará a ocor­rer durante milénios”.

“A maio­r­ia das cidades costeiras pode mor­rer. Muitas delas serão diz­imadas por inun­dações de lon­go pra­zo. Em 2050, ter­e­mos uma imagem mais clara”, disse Ben Strauss, da orga­ni­za­ção Cli­mate Cen­tral.

Mas, ape­sar dessas pre­visões som­brias, as cidades costeiras con­tin­u­am a crescer, mul­ti­pli­can­do as víti­mas em poten­cial, espe­cial­mente na Ásia e na África.

Segun­do o doc­u­men­to, um aque­c­i­men­to glob­al aci­ma do lim­i­ar de 1,5 ºC (grau cen­tí­gra­do), fix­a­do pelo acor­do de Paris, teria “impactos irre­ver­síveis para os sis­temas humanos e ecológi­cos”. Os per­i­tos afir­mam que a sobre­vivên­cia da humanidade pode estar ameaça­da.

Com as tem­per­at­uras médias subindo 1,1 °C des­de mea­d­os do sécu­lo 19, os efeitos no plan­e­ta já são graves e podem se tornar cada vez mais vio­len­tos, ain­da que as emis­sões de dióx­i­do de car­bono (CO2) ven­ham a ser reduzi­das.

Fal­ta de água, fome, incên­dios e êxo­do em mas­sa são alguns dos peri­gos desta­ca­dos pelos per­i­tos da ONU.

O relatório de avali­ação glob­al dos impactos do aque­c­i­men­to, cri­a­do para apoiar decisões políti­cas, é muito mais alar­mante que o ante­ces­sor, divul­ga­do em 2018.

O doc­u­men­to dev­erá ser pub­li­ca­do em fevereiro de 2022, após a aprovação pelos 195 Esta­dos-mem­bros da ONU e depois da con­fer­ên­cia climáti­ca COP26, mar­ca­da para novem­bro em Glas­gow, na Escó­cia.

Pre­vista orig­i­nal­mente para novem­bro de 2020, a 26.ª Con­fer­ên­cia das Nações Unidas sobre Alter­ações Climáti­cas (COP26), com líderes de 196 país­es, empre­sas e espe­cial­is­tas, foi adi­a­da dev­i­do à pan­demia de covid-19.

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