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Mortalidade infantil Yanomami é 10 vezes maior que a do país

Repro­dução: © Fer­nan­do Frazão/Agência Brasil

Desnutrição devido à falta de recursos naturais é uma das causas


Pub­li­ca­do em 09/02/2023 — 19:06 Por Gabriel Brum — Repórter da Rádio Nacional — Brasília

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A taxa de mor­tal­i­dade de bebês no primeiro ano de vida na pop­u­lação yanoma­mi atingiu 114,3 a cada mil nasci­men­tos em 2020.

Segun­do dados da Orga­ni­za­ção das Nações Unidas (ONU), o número é 10 vezes a taxa do Brasil e supera a dos país­es africanos Ser­ra Leoa e Repúbli­ca Cen­tro-Africana, que estão entre os mais pobres do mun­do e têm os maiores índices de mor­tal­i­dade de cri­anças. Ser­ra Leoa tin­ha, em 2020, taxa de mor­tal­i­dade de 80,5 e a Repúbli­ca Cen­tro-Africana, de 77.

Segun­do relatório da Mis­são Yanoma­mi, divul­ga­do pelo Min­istério da Saúde, as mortes de bebês recém-nasci­dos rep­re­sen­taram quase 60% dos óbitos em menores de um ano de 2018 a 2022. De acor­do com o relatório, isso rev­ela fal­ha na atenção à ges­tação, ao par­to e aos cuida­dos rece­bidos no nasci­men­to. O doc­u­men­to indi­ca a desnu­trição como uma das prin­ci­pais causas de óbito de cri­anças. A Mis­são Yanoma­mi foi real­iza­da de 15 a 25 de janeiro.

A douto­ra em nutrição e pro­fes­so­ra aposen­ta­da da Uni­ver­si­dade Fed­er­al de Per­nam­bu­co Sonia Luce­na expli­ca que a desnu­trição impacta sev­era­mente na imu­nidade das cri­anças.

“É muito comum na desnu­trição você ter infecção res­pi­ratória agu­da, às vezes pneu­mo­nia, e muitas vezes o que mata uma cri­ança desnu­tri­da é uma septcemia, porque o organ­is­mo dela, por não ter condições de se pro­te­ger, tam­bém perde as condições de se recu­per­ar diante destas doenças. E o com­pro­me­ti­men­to no cresci­men­to e no desen­volvi­men­to nor­mal do cére­bro nes­ta faixa pre­coce da vida, ele é irrecu­peráv­el”, disse Sonia.

Dados cole­ta­dos des­de 2015 apon­tam fre­quên­cia de baixo peso. Em 2021, esse índice chegou a 56,5% das cri­anças yanoma­mi. Quase metade das ges­tantes esta­va abaixo do peso em 2022.

Edição: Sheily Nole­to e Guil­herme Strozi

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