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Primeira Superlua de 2026 pode ser vista neste sábado (03)

A Lua Cheia de 3 de janeiro vai ocorrer às 07h03 (horário de Brasília)

Alana Gan­dra — Repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 02/01/2026 — 15:37
Rio de Janeiro
Superlua enfeita o céu no Dia dos Pais Foto:Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo
Repro­dução: © Mar­cel­lo Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

Emb­o­ra seja chama­da pop­u­lar­mente de Super­lua, o nome cor­re­to da Lua Cheia que será vista no céu nesse sába­do (3) é “Lua Cheia de Perigeu”, como definem os astrônomos, porque ela estará em um pon­to mais per­to da Ter­ra. Peri sig­nifi­ca próx­i­mo e Geo, Ter­ra. Daí o nome Perigeu. A Lua Cheia parece 6% maior e 13% mais bril­hante do que uma lua cheia média.

Na real­i­dade, a lua não muda de taman­ho; ela se aprox­i­ma mais da Ter­ra somente, con­forme expli­cou à Agên­cia Brasil o astrônomo Rodol­fo Langhi, coor­de­nador do Obser­vatório de Astrono­mia da Uni­ver­si­dade Estad­ual Paulista (Une­sp). A Lua Cheia de 3 de janeiro vai ocor­rer às 07h03 (horário de Brasília). O diâmetro da Lua Cheia do mês de janeiro será de 32,92 min­u­tos de arco, o que é con­sid­er­a­do rel­a­ti­va­mente grande em com­para­ção com os 29,42 min­u­tos de arco da Microlua pre­vista para o dia 31 de maio próx­i­mo.

A chama­da Super­lua de janeiro de 2026 esteve a 362.312 km da Ter­ra no primeiro dia deste ano. Em con­tra­parti­da, a menor Lua Cheia de 2026 (Microlua de 31 de maio) estará a 406.135 km de dis­tân­cia. O diâmetro da Lua Cheia de janeiro será de 32,92 min­u­tos de arco (rel­a­ti­va­mente grande em com­para­ção com os 29,42 min­u­tos de arco da Microlua de 31 de maio).

“Todo mês, ela pas­sa pelo Perigeu, que é o pon­to mais próx­i­mo de um cor­po celeste em sua órbi­ta ao redor da Ter­ra e tam­bém todo mês ela pas­sa pelo pon­to mais longe. que é o Apogeu. Aí, quan­do coin­cide ser Lua Cheia, quan­do ela está per­to do Perigeu, isso é chama­do de Lua Cheia de Perigeu ou Super­lua, porque ela fica um pouquin­ho maior”, disse Langhi. Desta­cou, porém, que a olho nu será difí­cil ver qual­quer difer­ença no taman­ho da Lua Cheia desse sába­do.

Segurando uma bola

“Imag­i­na que você está segu­ran­do uma bola na sua frente com as duas mãos. Aí você aprox­i­ma e afas­ta a bola dos seus olhos e vai perce­ber que, aparente­mente, a bola vai fican­do cada vez menor, quan­to mais longe ela é posi­ciona­da. Tan­to que se alguém segu­rar essa mes­ma bola a uns dez met­ros de dis­tân­cia, vai pare­cer para você que ela está longe, que a bola ficou bem pequenin­in­ha. A mes­ma coisa acon­tece no caso da Lua. Quan­do ela está mais próx­i­ma da Ter­ra, ela fica um pouquin­ho maior, porque essa difer­ença não é tão grande”, infor­mou o astrônomo da Une­sp.

Rodol­fo Langhi comen­tou que, na real­i­dade, a olho nu, não se percebe difer­ença algu­ma no taman­ho da Lua Cheia.

“É muito difí­cil. Para uma pes­soa que não está muito acos­tu­ma­da a ficar olhan­do para a Lua todo dia, que não é uma pes­soa que se impor­ta muito com isso, ela não vai nem perce­ber difer­ença. Já alguém que olha sem­pre para a Lua Cheia e pres­ta atenção, como os astrônomos, aí sim. Mas mes­mo para a gente não é tão evi­dente, sabe?”.

Por isso, Langhi acred­i­ta ser um pouco de exagero chamar a Lua Cheia do dia 3 de janeiro de Super­lua, porque as pes­soas acham que ela vai ficar gigante, enorme, mas é um erro.

Irrelevância

Na avali­ação de João Batista Canalle, físi­co, doutor em Astrono­mia, pro­fes­sor da Uni­ver­si­dade do Esta­do do Rio de Janeiro (UERJ) e tam­bém coor­de­nador da Olimpía­da Brasileira de Astrono­mia e Astronáu­ti­ca (OBA), essa Lua Cheia de sába­do “não tem nada de difer­ente.

É a mes­ma Lua Cheia de sem­pre. Ape­nas vamos ter duas luas cheias no mes­mo mês. Ou seja, é uma coisa abso­lu­ta­mente irrel­e­vante fisi­ca­mente. É só uma coin­cidên­cia que se tem de duas luas cheias no mes­mo mês”.

Para João Canalle, a Lua Cheia, chama­da segun­do ele erronea­mente de Super­lua, não muda de taman­ho, ape­nas se aprox­i­ma da Ter­ra. Disse que no próx­i­mo domin­go (4), a Ter­ra vai estar mais próx­i­ma do Sol.

“Você vai ver ele maior por causa dis­so? Não vai. Enten­deu? Então, o nos­so verão é do hem­is­fério Sul, ocorre com a Ter­ra mais próx­i­ma do Sol alguns mil­hões de quilômet­ros. Mas você não vai ver o sol maior por causa dis­so”, sus­ten­tou.

Indi­cou que, com a Lua, acon­tece algo pare­ci­do. Mes­mo que ela este­ja no Perigeu, que é o pon­to mais próx­i­mo da Ter­ra, ninguém verá difer­ença a olho nu. O mes­mo ocorre quan­do ela estiv­er no Apogeu, no pon­to mais dis­tante da Ter­ra, a chama­da Microlua. “Até parece que ela vai ficar microscópi­ca. É um nome abso­lu­ta­mente enganador chamarem uma Lua Cheia de Microlua. Nun­ca que ela vai ser uma Microlua; ela vai con­tin­uar sendo uma Lua Cheia. Ape­nas, coin­ci­den­te­mente, ela vai estar no pon­to mais dis­tante da órbi­ta da Ter­ra. Essa difer­ença é muito peque­na, per­to aí dos quase 400.000 km, que é a dis­tân­cia média dela para a Ter­ra. Então, astro­nomi­ca­mente, isso não tem nen­hu­ma relevân­cia”, con­cluiu Canalle. (Alana Gan­dra)

 

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