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Black Friday: problemas em entregas lideram reclamações

Levantamento de plataforma de reclamações destaca atraso em entregas

Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 28/11/2025 — 13:56
Rio de Janeiro
São Paulo (SP) - 27/11/2025 - Loja em Osasco abre suas portas para seus clientes dando início a Black Friday. Foto Paulo Pinto/Agencia Brasil
Repro­dução: © Paulo Pinto/Agência Brasil

Prob­le­mas de entre­ga e pro­pa­gan­da enganosa já despon­tam como os prin­ci­pais desafios des­ta Black Fri­day, tem­po­ra­da de com­pras que tem como mar­co esta sex­ta-feira (28). O bal­anço pre­lim­i­nar foi divul­ga­do pela platafor­ma Reclame AQUI, que reúne recla­mações de com­pradores e é usa­da para checar a rep­utação de lojas no momen­to da com­pra.

O mon­i­tora­men­to, ref­er­ente a esta quar­ta-feira (26) e quin­ta-feira (27), mostra que prob­le­mas na entre­ga lid­er­am o rank­ing das recla­mações, respon­den­do por 25,29% de todos os reg­istros.

As queixas mais fre­quentes envolvem promes­sas de “entre­ga em 2 horas”, “entre­ga no mes­mo dia” ou “frete express”. Segun­do o Reclame AQUI, são bene­fí­cios ampla­mente uti­liza­dos como chama­riz com­er­cial, mas que não se cumprem na práti­ca, repetindo um padrão obser­va­do em edições ante­ri­ores da tem­po­ra­da de pro­moções.

Em segun­do lugar no rank­ing aparece o prob­le­ma de “pro­du­to não rece­bido”, com 12,62% das recla­mações. O Reclame AQUI chama atenção para um cenário recor­rente: con­sum­i­dores que acred­i­tam ter enfrenta­do ape­nas atra­so, mas desco­brem que o item adquiri­do nun­ca chegou a exi­s­tir ou sequer foi despacha­do.

A ter­ceira posição é ocu­pa­da por “pro­pa­gan­da enganosa”, respon­sáv­el por 9,33% das queixas anal­isadas. Os relatos mostram que muitas lojas divul­gam condições atra­ti­vas que são alter­adas na hora da final­iza­ção da com­pra, frus­tran­do o con­sum­i­dor.

Entre as práti­cas que têm ger­a­do insat­is­fação, desta­cam-se ain­da os “descon­tos agres­sivos” com regras pouco claras, que incluem lim­i­tações de val­or, val­i­dade restri­ta a deter­mi­nadas regiões ou exigên­cia de for­mas de paga­men­to que anu­lam o bene­fí­cio anun­ci­a­do.

De acor­do com o Reclame AQUI, essas entre­lin­has acabam pas­san­do des­perce­bidas em meio ao rit­mo acel­er­a­do de com­pras da data.

Aquecimento do mercado

Tam­bém segun­do o Reclame AQUI, des­de agos­to, o número de con­sum­i­dores inde­cisos caiu: de 76% para 36%. Ago­ra, 31% afir­mam que vão com­prar na Black Fri­day. Em agos­to, eram ape­nas 10%. Out­ros 33% dizem que não pre­ten­dem faz­er com­pras na data. A maio­r­ia (69%), porém, ain­da condi­ciona qual­quer decisão a preços e pro­moções.

Os dados mostram ain­da que o con­sum­i­dor está cauteloso. Emb­o­ra 63% apon­tem o preço como fator deci­si­vo, a com­pra não é mais deter­mi­na­da ape­nas por descon­to. Os con­sum­i­dores con­sid­er­am tam­bém: val­or do frete (29%); avali­ações de out­ros con­sum­i­dores (27%); rep­utação das mar­cas (23%); condições de paga­men­to (16%); e segu­rança con­tra golpes e fraudes (17%).

A inteligên­cia arti­fi­cial (IA) tam­bém pre­ocu­pa: 76% se sen­tem inse­guros ou descon­fi­a­dos com golpes feitos com IA; 63% não sabem iden­ti­ficar esse tipo de golpe; e 56% con­hecem alguém que já caiu em golpes feitos com a tec­nolo­gia.

Recomendações

A platafor­ma faz algu­mas recomen­dações aos con­sum­i­dores para evi­tar prob­le­mas com as com­pras. Entre elas, ver­i­ficar o pra­zo de entre­ga e pesquis­ar sobre as empre­sas em que pre­tende com­prar. Além dis­so, recome­da-se tirar prints do car­rin­ho de com­pras e revis­ar aten­ta­mente o paga­men­to final.

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