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Corregedoria da Câmara de SP abre processo por racismo contra vereador

Repro­dução: © André Bueno / Rede Câmara

Decisão foi publicada hoje no Diário Oficial da capital paulista


Pub­li­ca­do em 20/05/2022 — 11:53 Por Daniel Mel­lo — Repórter da Agên­cia Brasil — São Paulo

A cor­rege­do­ria da Câmara Munic­i­pal de São Paulo aprovou a aber­tu­ra de proces­so dis­ci­pli­nar con­tra o vereador Cami­lo Cristó­faro (Avante) por uma frase racista dita por ele em sessão da Casa. O pro­ced­i­men­to pre­cisa ain­da ser aprova­do pela maio­r­ia abso­lu­ta do plenário, ou seja, 28 dos 55 vereadores. 

A decisão foi pub­li­ca­da hoje (20) no Diário Ofi­cial da cap­i­tal paulista. Após pas­sar pelo plenário, o proces­so entra na fase de instrução, quan­do Cristó­faro terá espaço para apre­sen­tar sua defe­sa. Ao final, o pro­ced­i­men­to pode levar à sus­pen­são ou cas­sação do manda­to do vereador.

Fala racista

No últi­mo dia 3 de maio, Cami­lo Cristó­faro par­tic­i­pa­va de for­ma remo­ta de uma sessão da Comis­são Par­la­men­tar de Inquéri­to (CPI) dos Aplica­tivos, na Câmara Munic­i­pal de São Paulo. Como o micro­fone do vereador esta­va aber­to, o áudio da fala dele com out­ra pes­soa acabou vazan­do para a reunião: “Não lavaram a calça­da, é coisa de pre­to, né?”, foi a frase ouvi­da durante a sessão.

Fiz­er­am rep­re­sen­tações con­tra Cristó­faro pelo episó­dio as vereado­ras Lua­na Alves (Psol) e Son­aira Fer­nan­des (Repub­li­canos), além do dep­uta­do fed­er­al Alexan­dre Leite (União Brasil), fil­ho do pres­i­dente da Câmara Munic­i­pal, Mil­ton Leite, e mais uma morado­ra de São Paulo.

No pare­cer aprova­do pela cor­rege­do­ria, elab­o­ra­do pela vereado­ra Elaine Mineiro do manda­to cole­ti­vo Quilom­bo Per­iféri­co (Psol), a rela­to­ra enfa­ti­za que a fala é niti­da­mente racista, “ali­men­ta­do­ra de estru­turas que man­têm a pop­u­lação negra em posição de incom­petên­cia e infe­ri­or­i­dade, sendo ofen­si­va a um con­jun­to inde­ter­mi­na­do de pes­soas, vio­len­tan­do todas as pes­soas negras”.

Vereador nega racismo

Cristó­faro negou que ten­ha sido racista e se referiu ao episó­dio como uma “brin­cadeira”. “Eu não sou racista. Seten­ta por cen­to de quem me acom­pan­ha são afros. Foi uma brin­cadeira infe­liz com um deles, meu irmão de coração e que, mes­mo ele sendo meu ami­go há décadas, eu recon­heço: fui infe­liz, mas racista nun­ca”, disse, em respos­ta à Agên­cia Brasil, na ocasião.

A argu­men­tação que clas­si­fi­ca a fala como “brin­cadeira lamen­táv­el”, tam­bém foi usa­da em vídeo divul­ga­do nas redes soci­ais pelo vereador, em que aparece com qua­tro fun­cionários negros do manda­to. Os fun­cionários  defen­d­em Cristó­faro na gravação.

Edição: Maria Clau­dia

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