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Ministra diz que ciência deve ser acessível a todos os países

Repro­dução: © Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Afirmação foi feita em sessão que reúne ministros do G20


Pub­li­ca­do em 17/09/2021 — 12:22 Por Pedro Peduzzi — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

A min­is­tra da Agri­cul­tura, Pecuária e Abastec­i­men­to, Tereza Cristi­na, disse hoje (17), durante reunião com min­istros dos país­es inte­grantes das 20 maiores econo­mias do plan­e­ta (G20), que pesquisas cien­tí­fi­cas e ino­vações devem estar acessíveis a todos país­es, e não ape­nas a pro­du­tores sub­sidi­a­dos por país­es ricos.

Ao par­tic­i­par da sessão Pesquisa como Força Motriz da Sus­tentabil­i­dade, na cidade ital­iana de Flo­rença, a min­is­tra disse que dois aspec­tos pre­cisam ser obser­va­dos para que os país­es con­sigam obter sus­tentabil­i­dade no setor agropecuário.

“O primeiro, disponi­bi­lizar aos pro­du­tores rurais fer­ra­men­tas para pro­duzir mais, usan­do menos recur­sos nat­u­rais. O segun­do, faz­er da ciên­cia uma força motriz para man­ter o comér­cio fluin­do e os mer­ca­dos pre­visíveis”, afir­mou a min­is­tra.

Em relação ao primeiro aspec­to, Tereza Cristi­na desta­cou que “pesquisa e ino­vação são fun­da­men­tais para o desen­volvi­men­to de uma agri­cul­tura ren­ováv­el e de baixa emis­são de car­bono”.

Tereza Cristi­na argu­men­tou que o setor públi­co, no caso de alguns país­es, já desem­pen­ha papel impor­tante na for­mu­lação de políti­cas de dis­sem­i­nação de tec­nolo­gias. “Mas os gov­er­nos, espe­cial­mente nos país­es em desen­volvi­men­to, não podem faz­er isso soz­in­hos. Por­tan­to, o setor finan­ceiro glob­al tam­bém deve inve­stir e ser parte da solução no ter­reno”.

De acor­do com a min­is­tra, na próx­i­ma déca­da será necessário disponi­bi­lizar mais recur­sos visan­do a adoção de práti­cas ino­vado­ras e acessíveis a todos, e não ape­nas a “alguns pro­du­tores sub­sidi­a­dos nos país­es ricos”. “Somente alin­han­do tec­nolo­gias sus­ten­táveis a inves­ti­men­tos, fare­mos da agri­cul­tura um setor estratégi­co para uma recu­per­ação verde”, disse.

A min­is­tra reit­er­ou as críti­cas que cos­tu­ma faz­er con­tra o pro­te­cionis­mo prat­i­ca­do por país­es ricos e os efeitos neg­a­tivos dele para a con­cor­rên­cia no mer­ca­do glob­al. Segun­do ela, isso aumen­ta a pobreza ao mes­mo tem­po que causa impactos neg­a­tivos em pro­du­tores rurais de país­es em desen­volvi­men­to.

“O pro­te­cionis­mo, como todos sabe­mos, rec­om­pen­sa a inefi­ciên­cia e é ruim para a sus­tentabil­i­dade. Mas, ago­ra, além do pro­te­cionis­mo, tam­bém enfrenta­mos o ‘pre­cau­cionis­mo’. Os reg­u­ladores estão cada vez mais impon­do medi­das lim­i­tantes na ten­ta­ti­va de pro­te­ger os con­sum­i­dores ante­ci­pada­mente con­tra todos os tipos de riscos pos­síveis. Isso não é racional”, disse Tereza Cristi­na.

 

Edição: Lílian Beral­do

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