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Entidades querem federalizar apuração de agressões contra jornalistas

Repro­dução: © Fabio Rodrigues-Pozze­bom/ Agên­cia Brasil

Houve abordagem padrão contra comunicadores em Brasília, diz sindicato


Pub­li­ca­do em 09/01/2023 — 22:34 Por Pedro Rafael Vilela — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

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O min­istro da Sec­re­taria de Comu­ni­cação Social (Sec­om) da Presidên­cia da Repúbli­ca, Paulo Pimen­ta, se reuniu com rep­re­sen­tantes das enti­dades de jor­nal­is­tas do Brasil e profis­sion­ais de impren­sa no Palá­cio do Planal­to, em Brasília, nes­ta segun­da-feira (9), um dia após os atos anti­democráti­cos que resul­taram na depredação dos pré­dios públi­cos na Praça dos Três Poderes, em Brasília. O encon­tro foi real­iza­do em meio a diver­sas denún­cias de agressões à impren­sa reg­istradas durante os atos vio­len­tos na cap­i­tal. 

De acor­do com o Sindi­ca­to dos Jor­nal­is­tas Profis­sion­ais do Dis­tri­to Fed­er­al (SJPDF), em bal­anço atu­al­iza­do no iní­cio da noite, foram repor­ta­dos relatos de 14 profis­sion­ais da impren­sa agre­di­dos nos atos golpis­tas. Pelo menos dois deles relatam ter solic­i­ta­do aju­da da Polí­cia Mil­i­tar do Dis­tri­to Fed­er­al e não rece­ber­am qual­quer apoio. Uma profis­sion­al rela­tou que um dos poli­ci­ais chegou a apon­tar um fuzil para ela.

Abordagem

“Relatos dos cole­gas mostram que os ter­ror­is­tas estavam ori­en­ta­dos sobre como nos iden­ti­ficar e como abor­dar, com exigên­cia de apa­gar ou con­fis­car mate­r­i­al. Hou­ve um padrão de abor­dagem, inclu­sive na for­ma de ameaçar. E uma segun­da coisa que a gente iden­ti­fi­cou foi a par­tic­i­pação dos poli­ci­ais mil­itares no con­strang­i­men­to aos cole­gas, que não foram acol­hi­dos nem pro­te­gi­dos pelos agentes de segu­rança, mes­mo sob ameaça dos extrem­is­tas”, afir­mou Juliana Cézar Nunes, coor­de­nado­ra-ger­al do SJPDF, que par­ticipou da reunião com Pimen­ta.

Segun­do a diri­gente sindi­cal, as enti­dades pre­sentes pedi­ram para que o gov­er­no estude a fed­er­al­iza­ção de crimes con­tra jor­nal­is­tas e comu­ni­cadores, além de, no cur­to pra­zo, deter­mi­nar a iden­ti­fi­cação e punição de todos os respon­sáveis pelas agressões con­tra profis­sion­ais da impren­sa. Ago­ra sob inter­venção do gov­er­no fed­er­al, a Segu­rança Públi­ca do DF será aciona­da para abrir um canal de escu­ta aos comu­ni­cadores víti­mas de vio­lên­cia

“Em que pese que em todas as reuniões do sindi­ca­to com a área de Segu­rança Públi­ca do DF, os profis­sion­ais de impren­sa ficaram despro­te­gi­dos. Por isso, muitos cole­gas estão com medo de reg­is­trar bole­tim de ocor­rên­cia na polí­cia após ess­es even­tos”, rev­el­ou Nunes.

Além do Sindi­ca­to dos Jor­nal­is­tas Profis­sion­ais do DF, o encon­tro con­tou com a pre­sença de rep­re­sen­tantes da Asso­ci­ação Brasileira de Jor­nal­is­mo Inves­tiga­ti­vo (Abra­ji), da Fed­er­ação Nacional dos Jor­nal­is­tas (Fenaj), da orga­ni­za­ção Repórteres sem Fron­teiras, e de out­ros profis­sion­ais da impren­sa, incluin­do a ex-pres­i­dente da Empre­sa Brasil de Comu­ni­cação (EBC), Tereza Cru­vinel, que foi agre­di­da com chutes e empurrões por golpis­tas na Esplana­da dos Min­istérios.

O min­istro Paulo Pimen­ta afir­mou que “há a pre­ocu­pação do gov­er­no fed­er­al em demon­strar pub­li­ca­mente a sol­i­dariedade aos profis­sion­ais de comu­ni­cação e con­fir­mar o com­pro­mis­so com a liber­dade no exer­cí­cio do tra­bal­ho jor­nalís­ti­co. Nos­so dese­jo é, den­tro das várias ini­cia­ti­vas que estão sendo ado­tadas, faz­er um capí­tu­lo espe­cial com relação aos jor­nal­is­tas”.

Outra medidas

Durante a reunião, as enti­dades tam­bém con­cor­daram com a neces­si­dade de esta­b­ele­cer diál­o­go com os empre­gadores para cobrar e aler­tar sobre a neces­si­dade de adoção de medi­das de segu­rança mit­i­gatórias aos riscos. Ontem, durante a cober­tu­ra dos atos vio­len­tos de van­dal­is­mo, muitos jor­nal­is­tas estavam soz­in­hos.

Tam­bém foi solic­i­ta­do, como medi­da de médio pra­zo, apoio do gov­er­no brasileiro à pro­pos­ta da Fed­er­ação Inter­na­cional dos Jor­nal­is­tas (FIJ) de cri­ação de uma con­venção da Orga­ni­za­ção das Nações Unidas (ONU) especí­fi­ca para a segu­rança dos jor­nal­is­tas, além da cri­ação do Obser­vatório Nacional da Vio­lên­cia con­tra Jor­nal­is­tas.

Edição: Aline Leal

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