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OEA manifesta apoio ao governo brasileiro e repudia ataques golpistas

Repro­dução: © Marce­lo Camargo/Agência Brasil

Conselho Permanente do órgão se reuniu para tratar dos atos de domingo


Pub­li­ca­do em 11/01/2023 — 15:53 Por Luciano Nasci­men­to – Repórter da Agên­cia Brasil — São Luís

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A Orga­ni­za­ção dos Esta­dos Amer­i­canos (OEA) man­i­festou apoio ao gov­er­no brasileiro e con­de­nou os atos anti­democráti­cos em Brasília, no últi­mo domin­go (8). A man­i­fes­tação da orga­ni­za­ção ocor­reu hoje (11) durante reunião extra­ordinária do Con­sel­ho Per­ma­nente da OEA con­vo­ca­da espe­cial­mente para “anal­is­ar os atos anti­democráti­cos con­tra a sede dos três poderes do gov­er­no brasileiro”.

Há três dias, apoiadores do ex-pres­i­dente Jair Bol­sonaro que não aceitam a der­ro­ta do can­dida­to nas eleições de out­ubro tomaram o cen­tro de Brasília e van­dalizaram as sedes dos três poderes. O Con­gres­so Nacional, o Supre­mo Tri­bunal Fed­er­al e o Palá­cio do Planal­to foram inva­di­dos e depreda­dos.

O secretário-ger­al da OEA, Luiz Alma­gro, fez um duro dis­cur­so con­tra os atos golpis­tas e disse que a orga­ni­za­ção tem os instru­men­tos e os princí­pios democráti­cos para anal­is­ar e con­denar esse tipo de ameaça no hem­is­fério.

“Quan­do a democ­ra­cia é ameaça­da, como vimos no domin­go, em Brasília, todos nós deve­mos agir ime­di­a­ta e firme­mente para defend­er a democ­ra­cia, inves­ti­gan­do, denun­cian­do e deter­mi­nan­do as respon­s­abil­i­dades dos inves­ti­ga­dos, finan­ciadores e respon­sáveis int­elec­tu­ais. Não é pos­sív­el que um movi­men­to fique tan­to tem­po diante dos quar­téis sem que alguém este­ja finan­cian­do”, disse referindo-se aos acam­pa­men­tos de bol­sonar­is­tas mon­ta­dos após as eleições, em novem­bro, em frente a quar­téis de todo o país.

Resposta efetiva

Alma­gro disse ain­da que, na condição de secretário-ger­al da OEA, soube ime­di­ata­mente da invasão aos pré­dios rep­re­sen­ta­tivos dos três poderes e que acom­pan­hou de per­to o desen­ro­lar dos acon­tec­i­men­tos.

“As insti­tu­ições brasileiras respon­der­am de maneira efe­ti­va à situ­ação. Essas situ­ações não são mais even­tos iso­la­dos e nós con­de­n­amos de maneira clara e enér­gi­ca essa mobi­liza­ção de caráter fascista e golpista que ameaçou os três poderes do Brasil”, afir­mou. “Man­i­festo toda nos­sa sol­i­dariedade com o pres­i­dente Lula e aos out­ros poderes”, acres­cen­tou.

O secretário-ger­al disse ain­da que os atos golpis­tas do últi­mo domin­go fazem parte de um cenário que se encon­tra tam­bém em out­ros país­es. Ele desta­cou há semel­hanças na for­ma de agir dess­es gru­pos, como o uso de notí­cias falas, as fake news, manip­u­lação de sím­bo­los pátrios, não recon­hec­i­men­to das insti­tu­ições democráti­cas e da diver­si­dade.

“Não foi só um ataque ao pres­i­dente Lula e aos poderes do Brasil. Eles estão ata­can­do todos nós quan­do reagem de maneira fascista, de maneira anti­democráti­ca con­tra o desen­volvi­men­to sus­ten­táv­el, a luta con­tra a desigual­dade e a pobreza”, disse.

Conselho permanente

A OEA foi fun­da­da em 1948 e, atual­mente, é for­ma­da por 35 país­es. O Con­sel­ho Per­ma­nente é com­pos­to por um rep­re­sen­tante de cada país e serve como um fórum políti­co de dis­cussão.

A con­vo­catória da reunião, fei­ta um dia após os atos ter­ror­is­tas, foi um pedi­do das Mis­sões Per­ma­nentes de Antígua e Bar­bu­da, Canadá, Colôm­bia, Equador, Esta­dos Unidos, Hon­duras, Panamá e Uruguai.

Além da declar­ação con­jun­ta do Con­sel­ho Per­ma­nente, embaix­adores pre­sentes na reunião tam­bém con­denaram os atos de domin­go. O embaix­ador dos Esta­dos Unidos, Thomas Hast­ings, reforçou a con­de­nação aos atos anti­democráti­cos no Brasil.

“Esta­mos apoian­do o Brasil e suas insti­tu­ições democráti­cas e o dese­jo do povo brasileiro. Os Esta­dos Unidos se jun­ta ao pres­i­dente Lula e às autori­dades brasileiras no repú­dio a essas ações anti­democráti­cas”, dis­cur­sou Hast­ings, lem­bran­do que o pres­i­dente estadunidense, Joe Biden, con­vi­dou Lula para um encon­tro em Wash­ing­ton, em fevereiro, para dis­cu­tir uma agen­da con­jun­ta, inclu­sive na área de paz e segu­rança.

O embaix­ador do Chile, Sebastián Euge­nio Kral­je­vich Chad­wick, tam­bém con­de­nou os ataques, clas­si­f­i­can­do o episó­dio como lamen­táv­el.

“Isso foi um aten­ta­do con­tra a democ­ra­cia que ocor­reu domin­go quan­do mil­hares de bol­sonar­is­tas invadi­ram as sedes dos três poderes, em Brasília, moti­va­dos por uma fraude imag­inária [nas eleições]”, disse. “Isso mostra os peri­gos da ultra­di­re­i­ta para o mun­do e temos tam­bém a lem­brança traumáti­ca desse tipo de invasão, há para­le­los com out­ros even­tos”, acres­cen­tou se referindo à invasão do capitólio, nos Esta­dos Unidos, há dois anos.

A declar­ação foi segui­da pelo embaix­ador do Canadá, Hugh Adsett, que frisou que as eleições no Brasil ocor­reram de for­ma livre e jus­ta. “O Canadá con­de­na com clareza os acon­tec­i­men­tos. O Canadá e a comu­nidade inter­na­cional estão ao lado do Brasil e seu gov­er­no demo­c­ra­ti­ca­mente eleito e falam­os com uma voz uni­da para falar com uma voz muito clara de que a democ­ra­cia deve per­manecer”, defend­eu.

Durante a reunião, o embaix­ador do Brasil na OEA, Otávio Bran­del­li, disse que os atos golpis­tas troux­er­am per­plex­i­dade e tris­teza para o país, par­tic­u­lar­mente para os que defend­er­am o Esta­do Democráti­co de Dire­ito.

“Os lamen­táveis e ines­cusáveis atos de vio­lên­cia e van­dal­is­mo per­pe­tra­dos nos edifí­cios sedes dos três Poderes, em Brasília, con­stituem um desre­speito aos val­ores democráti­cos uni­ver­sais e não serão tol­er­a­dos pelo esta­do brasileiro”, afir­mou.

Bran­del­li citou o apoio rece­bido pelo gov­er­no brasileiro de out­ros país­es, lem­bran­do que diver­sos organ­is­mos inter­na­cionais con­denaram os ataques que, segun­do ele, chocaram o Brasil e o mun­do. O embaix­ador afir­mou ain­da que os respon­sáveis pelos ataques serão punidos, con­forme a lei.

“O Brasil aca­ba de realizar eleições amplas, livres e democráti­cas que foram saudadas e cel­e­bradas pelo con­jun­to da comu­nidade inter­na­cional. A posse do pres­i­dente Luiz Iná­cio Lula da Sil­va con­sti­tu­iu uma cel­e­bração à democ­ra­cia com a pre­sença expres­si­va de mais de 60 del­e­gações inter­na­cionais de alto nív­el”, disse. “Os respon­sáveis pelos atos vio­len­tos serão iden­ti­fi­ca­dos e trata­dos com o rig­or da lei, den­tro do dev­i­do proces­so legal. O esta­do dará respos­ta a altura dos crimes cometi­dos”, afir­mou.

Edição: Denise Griesinger

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