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Campanha destaca luta de mulheres na defesa da floresta amazônica

Repro­dução: © Divul­gação TV Brasil

“Tem Floresta em Pé, Tem Mulher” foi lançada por quatro entidades


Pub­li­ca­do em 25/07/2023 — 07:25 Por Lety­cia Bond — Repórter da Agên­cia Brasil — São Paulo

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Em cel­e­bração ao Dia Inter­na­cional da Mul­her Negra Lati­no-Amer­i­cana e Cariben­ha, comem­o­ra­do nes­ta terça-feira (25), um con­jun­to de orga­ni­za­ções lançou a cam­pan­ha Tem Flo­res­ta em Pé, Tem Mul­her. O obje­ti­vo é jog­ar luz no tra­bal­ho de mul­heres que dedicam sua vida à preser­vação da flo­res­ta amazôni­ca e das comu­nidades tradi­cionais da região. E esse tra­bal­ho acon­tece em meio às dis­putas por ess­es ter­ritórios que exigem planos de preser­vação.

A ini­cia­ti­va con­ta com a par­tic­i­pação de qua­tro orga­ni­za­ções: a Oxfam Brasil, a Coor­de­nação Nacional de Artic­u­lação de Quilom­bos (Conaq), o Con­sel­ho Nacional das Pop­u­lações Extra­tivis­tas (CNS) e o Movi­men­to Inter­estad­ual De Mul­heres Que­bradeiras De Coco Babaçu (MIQCB). As três últi­mas, inclu­sive, são rep­re­sen­tantes de povos tradi­cionais.

Com o obje­ti­vo de iden­ti­ficar quem luta pelos habi­tantes dos locais onde as comu­nidades tradi­cionais vivem, serão veic­u­la­dos vídeos, fotos e tex­tos nas redes soci­ais das qua­tro enti­dades.

Con­forme ressalta a coor­de­nado­ra de justiça racial e de gênero da Oxfam, Bár­bara Bar­boza, é necessário com­bat­er estereóti­pos em torno da defe­sa dos ter­ritórios e escu­tar o que tem a diz­er quem vive neles. Sejam ori­en­tações e vivên­cias de ribeir­in­has, sejam exper­iên­cias de quilom­bo­las ou extra­tivis­tas.

“Um dos grandes mitos quan­do se fala em flo­res­ta, Amazô­nia e justiça climáti­ca é o de que a flo­res­ta é um espaço vazio, inóspi­to e que pode ser dis­puta­do por todos; por empre­sas, gov­er­nos, orga­ni­za­ções não gov­er­na­men­tais e por pes­soas que não estão lá. Out­ro mito é a questão de que a Amazô­nia é um ter­ritório que não está sendo defen­di­do e que, então, pre­cisamos defend­er do jeito que achamos que deve ser”.

Significado

Bár­bara argu­men­ta que “nada ali é feito só por faz­er, há muito sig­nifi­ca­do em cada ato das mul­heres que estão na flo­res­ta” e que um dos pas­sos ao encon­tro da final­i­dade da cam­pan­ha é a val­oriza­ção de tec­nolo­gias desen­volvi­das por essas mul­heres e comu­nidades. Tais tec­nolo­gias são, na ver­dade, sofisti­cadas e resul­tam da trans­mis­são de saberes, ger­ação após ger­ação.

No caso das que­bradeiras de coco babaçu, a coor­de­nado­ra da Oxfam cita a destreza que elas têm para localizar as palmeiras com matéria pri­ma de qual­i­dade ao lon­go de cam­in­hadas. “São ele­men­tos que per­tencem à preser­vação da memória, que sig­nifi­ca a preser­vação das comu­nidades que vivem na flo­res­ta, que, por sua vez, sig­nifi­ca a preser­vação da flo­res­ta”.

É, com fre­quên­cia, nos atos do cotid­i­ano, como o bor­da­do, que as lid­er­anças pas­sam adi­ante a história de seu grupo, assim como os saberes. E, com sin­geleza, empla­cam debates sobre a tit­u­lar­i­dade de ter­ras e out­ras agen­das. Nesse con­tex­to, a justiça climáti­ca é um dos temas abor­da­dos e não per­dem, por isso, o caráter políti­co. “A justiça climáti­ca é fei­ta por essas mul­heres a par­tir dos encon­tros, da roda, do can­to”, comen­ta Bár­bara.

Para aces­sar a cam­pan­ha, bas­ta aces­sar o link.

Edição: Marce­lo Brandão

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