...
quinta-feira ,15 janeiro 2026
Home / Noticias / Com 136 mortes, Petrópolis divulga alerta sobre fake news

Com 136 mortes, Petrópolis divulga alerta sobre fake news

Repro­dução: © Tânia Rêgo/Agência Brasil

Prefeito pede à população que se informe por canais oficiais


Pub­li­ca­do em 18/02/2022 — 20:41 Por Viní­cius Lis­boa – Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

A dis­sem­i­nação de notí­cias fal­sas rela­cionadas aos impactos das chu­vas pre­ocu­pa as autori­dades munic­i­pais de Petrópo­lis. A situ­ação foi moti­vo de um aler­ta feito nes­ta tarde (18) pelo prefeito Rubens Bomtem­po.

“Está cheio de fake news. Gente que não tem con­sid­er­ação com as pes­soas, que não ama Petrópo­lis. Estão crian­do fac­tóides. Vier­am falar ago­ra que tin­ha se rompi­do uma grande adu­to­ra, que a cidade ia ficar inun­da­da. Isso não existe”, disse ele.

Ontem (17), relatos de desaba­men­to de uma igre­ja no cen­tro da cidade e de rola­men­to de uma rocha na comu­nidade 24 de maio chegaram a cir­cu­lar pelo What­sapp. Nos dois casos, se trata­va de fake news.

Diante dessa situ­ação, a prefeitu­ra divul­gou uma nota ori­en­tan­do os moradores a bus­car infor­mações em fontes seguras. Segun­do o tex­to, os canais ofi­ci­ais da Prefeitu­ra e veícu­los de impren­sa con­fiáveis são os locais mais ade­qua­dos para a pop­u­lação se man­ter atu­al­iza­da.

“Petrópo­lis pos­sui jor­nais, canais de tele­visão e rádios já tradi­cionais, assim como pági­nas na inter­net e nas redes soci­ais que fazem um jor­nal­is­mo sério. Por causa das chu­vas de terça-feira, veícu­los de impren­sa nacionais tam­bém estão na cidade nes­ta sem­ana. Então, são muitos veícu­los con­fiáveis, e a pop­u­lação deve sem­pre bus­car se infor­mar por eles, assim como pelas redes soci­ais da Prefeitu­ra. É pre­ciso sem­pre tomar cuida­do com as infor­mações que chegam pela What­sapp”, disse o coor­de­nador de comu­ni­cação social da prefeitu­ra, Philippe Fer­nan­des.

Óbitos

As chu­vas de terça-feira (15) foram, segun­do o gov­er­no do Rio de Janeiro, a pior já reg­istra­da na cidade des­de 1932. Até o momen­to, foram con­fir­madas 136 mortes. O Cor­po de Bombeiros e a Defe­sa Civ­il munic­i­pal vêm atuan­do nas bus­cas e na evac­uação das áreas de risco.

Imagens de drone das áreas de deslizamento de encosta em Petrópolis, em decorrência das fortes chuvas que atingiram a região serrana do Rio de Janeiro
Reprodução: Imagens de drone das áreas de deslizamento de encosta em Petrópolis — TV Brasil

Há pre­ocu­pação com novos desliza­men­tos, diante da pre­visão de mais chu­va no final de sem­ana. Moradores rece­ber­am men­sagem de celu­lar envi­a­da pela Defe­sa Civ­il munic­i­pal aler­tan­do para a pos­si­bil­i­dade de chu­va mod­er­a­da a forte.

Out­ra pre­ocu­pação envolve a trans­mis­são de doenças. A Sec­re­taria de Saúde ori­en­ta as pes­soas que tiver­am con­ta­to com água da enchente ou que tiver­am lesões de pele a ficarem aten­tas para pos­síveis sin­tomas.

Pes­soas que não estão em dia com o cal­endário de vaci­nação, devem procu­rar um dos oito pos­tos de saúde ded­i­ca­dos à atu­al­iza­ção do esque­ma de dos­es do imu­nizante antitetâni­co. Essa vaci­na exige um reforço a cada dez anos.

É pre­ciso tam­bém atenção para a pos­si­bil­i­dade de ocor­rên­cia de out­ras enfer­mi­dades como lep­tospirose, doenças diar­re­icas agu­das e hepatite A. No entan­to, até o momen­to, não hou­ve noti­fi­cação de casos.

Reforço

Bairro Castelânea em Petrópolis, após fortes chuvas que atingiram a região Serrana do Rio
Repro­dução: Mais de 140 veícu­los que obstruíam vias da cidade foram removi­dos — Tânia Rêgo/Agência Brasil

Os tra­bal­hos na cidade avançam. Segun­do a prefeitu­ra infor­mou mais cedo, mais de 140 car­ros que foram arras­ta­dos pelas chu­vas e estavam espal­ha­dos pela cidade foram reti­ra­dos de ruas e de rios.

Muitos deles estavam obstru­in­do vias e mes­mo difi­cul­tan­do a movi­men­tação das pes­soas, já que foram parar nas calçadas. O gov­er­no estad­ual, por meio da Sec­re­taria de Infraestru­tu­ra e Obras, esti­ma já ter recol­hi­do mais de 15 mil toneladas de resí­du­os como entul­hos, lama, bar­ro, veg­e­tação e veícu­los.

Para aux­il­iar nas bus­cas, bombeiros de out­ros esta­dos do país estão sendo envi­a­dos como reforço. Já são aprox­i­mada­mente 80 mil­itares que se somam ao con­tin­gente de mais de 500 da cor­po­ração flu­mi­nense.

Eles são prove­nientes de 14 esta­dos: São Paulo, Espíri­to San­to, Minas Gerais, Mato Grosso, Tocan­tins, Mato Grosso do Sul, Maran­hão, Paraí­ba, Rio Grande do Norte, Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Sul, San­ta Cata­ri­na e Paraná. O reforço envolve ain­da 36 cães fare­jadores.

Com a exper­iên­cia de atu­ação em grandes tragé­dias nos últi­mos anos envol­ven­do bar­ra­gens de min­er­ação em Mar­i­ana (MG) e Bru­mad­in­ho (MG), o Cor­po de Bombeiros de Minas Gerais infor­mou hoje (18) o envio de 14 mil­itares espe­cial­is­tas em res­gates em estru­turas colap­sadas. Dois cães que em 2019 atu­aram nas bus­cas em Bru­mad­in­ho tam­bém foram lev­a­dos, além de equipa­men­tos tec­nológi­cos.

Edição: Denise Griesinger

LOGO AG BRASIL

Você pode Gostar de:

Toffoli envia material apreendido no caso Master para análise da PGR

Decisão ocorre após pedido do procurador-geral da República Pedro Rafael Vilela — Repórter da Agên­cia …

3b2c09210a068c0947d7d917357ae19d