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Espécie de planta rara volta para ambiente de origem em Cabo Frio

Repro­dução: © Asses­so­ria de Impren­sa do Jardim Botâni­co do Rio de Janeiro

A reintrodução nas dunas ocorreu com a plantação de 100 mudas


Pub­li­ca­do em 27/11/2022 — 09:21 Por Cristi­na Indio do Brasil — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

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A espé­cie rara Plero­ma hir­sutis­si­mum voltou ao seu lugar de origem nas dunas da Pra­ia do Peró, em Cabo Frio, na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro. A últi­ma vez que o arbus­to rasteiro de flo­res lilases tin­ha sido cole­ta­do foi em 1982, pela pesquisado­ra do Jardim Botâni­co do Rio de Janeiro Dorothy Araújo. A rein­tro­dução ocor­reu no dia 17, com a plan­tação de 100 mudas.

Essas plan­tas foram obti­das por difer­entes trata­men­tos de inoc­u­lação durante o encon­tro Plero­ma hir­sutis­si­mum: redescober­ta, ações de pesquisa e con­ser­vação, orga­ni­za­do pelo Insti­tu­to Fed­er­al Flu­mi­nense (IFF), em Cabo Frio, para con­tribuir com a con­ser­vação da veg­e­tação.

O even­to reuniu pesquisadores que atu­am no estu­do e con­ser­vação da plan­ta, que, con­forme o Jardim Botâni­co, chama atenção por sua beleza. A Plero­ma hir­sutis­si­mum, que foi redescober­ta em 2020, segun­do o Jardim Botâni­co do Rio de Janeiro, é uma plan­ta endêmi­ca das restin­gas de Cabo Frio e Arra­ial do Cabo e região abrangi­da pelo Par­que Estad­ual da Cos­ta do Sol.

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Repro­dução: Rein­tro­dução da plero­ma hir­sutis­si­mum em Cabo Frio — Asses­so­ria de Impren­sa do Jardim Botâni­co do Rio de Janeiro

De acor­do com o Jardim Botâni­co, a plan­ta está cat­e­go­riza­da como Criti­ca­mente em Peri­go (CR), con­forme o Livro Ver­mel­ho da Flo­ra Endêmi­ca do Esta­do do Rio de Janeiro, pub­li­ca­do pelo Cen­tro Nacional de Con­ser­vação da Flo­ra do espaço ambi­en­tal (CNCFlo­ra). “A clas­si­fi­cação se dá por estar em uma área com forte pressão antrópi­ca, rep­re­sen­ta­da pelo tur­is­mo e a espec­u­lação imo­bil­iária, e ain­da por haver pou­ca infor­mação a seu respeito”.

O pesquisador do Jardim Botâni­co do Rio de Janeiro Paulo José Fer­nan­des Guimarães, que con­fir­mou a redescober­ta da espé­cie há 2 anos, apon­ta a importân­cia da plan­ta reg­istra­da há 40 anos pela pro­fes­so­ra Dorothy Araújo. “A par­tir de um novo reg­istro, o arbus­to tem sido estu­da­do num doutora­do e alguns tra­bal­hos cien­tí­fi­cos. Nos­so obje­ti­vo é con­tribuir para a con­ser­vação da veg­e­tação das dunas, que tem papel impor­tante na con­tenção do avanço da água do mar e na diminuição da invasão de areia”, disse.

Os pesquisadores apre­sen­taram, no encon­tro, os resul­ta­dos dos estu­dos que estão em anda­men­to “como a anato­mia, a micro­propa­gação e a inoc­u­lação de micror­gan­is­mos sim­biontes de raiz com o inoc­u­lante desen­volvi­do pela equipe do Lab­o­ratório de Eco­tox­i­colo­gia e Micro­bi­olo­gia Ambi­en­tal do IFF”.

A redescober­ta da espé­cie foi após uma série de expe­dições, real­izadas em novem­bro de 2020. A ideia era realizar cole­ta de sementes e pro­dução de mudas de espé­cies nati­vas do esta­do do Rio.

De acor­do com o Jardim Botâni­co, as expe­dições inte­grantes do Pro­je­to Pró-Espé­cies: Todos con­tra a extinção foram real­izadas pela equipe do Plano de Ação Nacional para Con­ser­vação da Flo­ra Endêmi­ca Ameaça­da de Extinção do Esta­do do Rio de Janeiro (PAN Flo­ra Endêmi­ca do Rio de Janeiro), que é coor­de­na­do pela Sec­re­taria de Esta­do do Ambi­ente e Sus­tentabil­i­dade, em parce­ria com o Jardim Botâni­co do Rio, por meio do CNCFlo­ra.

Edição: Fer­nan­do Fra­ga

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