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Mais de 1,5 mil organizações sociais vão elaborar sugestões ao G20

Repro­dução: © Fer­nan­do Frazão/Agência Brasil

Grupo chamado de C20 preparará documento até junho


Pub­li­ca­do em 23/02/2024 — 11:58 Por Vitor Abdala — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

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G20, fórum inter­na­cional que reúne gov­er­nos de 19 das prin­ci­pais econo­mias do mun­do, além de dois blo­cos de país­es, reúne cúpu­las anu­ais com chefes de gov­er­no, chancel­eres e min­istros da Econo­mia para dis­cu­tir temas de relevân­cia inter­na­cional e definir pro­postas para a agen­da glob­al nos próx­i­mos anos, em áreas como saúde, segu­rança inter­na­cional, meio ambi­ente e econo­mia, entre out­ros.

O resul­ta­do dessas dis­cussões é um comu­ni­ca­do ofi­cial, divul­ga­do ao final de cada reunião de cúpu­la. Para con­tribuir para a pro­dução desse doc­u­men­to, todos os anos a sociedade civ­il e out­ras autori­dades se orga­ni­zam em 13 gru­pos de enga­ja­men­to, espe­cial­iza­dos em diver­sos temas, como negó­cios, dire­itos tra­bal­his­tas, justiça, negó­cios, juven­tude e mul­heres.

As orga­ni­za­ções soci­ais têm seu próprio grupo, chama­do de C20 — sigla para Civ­il 20. “Cada um dos gru­pos de enga­ja­men­to tem uma gov­er­nança autôno­ma do G20. No caso C20, ela é total­mente geri­da por orga­ni­za­ções da sociedade civ­il. Há uma inde­pendên­cia das orga­ni­za­ções e movi­men­tos soci­ais na maneira como o C20 atua. E o seu prin­ci­pal propósi­to é elab­o­rar pro­postas para incidir sobre os líderes globais nas rodadas”, expli­ca o atu­al coor­de­nador do C20, Hen­rique Fro­ta, que dirige a Asso­ci­ação Brasileira de Orga­ni­za­ções Não Gov­er­na­men­tais (ONG).

Segun­do ele, cer­ca de 1,5 mil orga­ni­za­ções soci­ais, de mais de 60 país­es, já se inscrever­am para par­tic­i­par do proces­so de con­strução do doc­u­men­to que será nego­ci­a­do com os gov­er­nos das nações que inte­gram o G20 até novem­bro, quan­do ocorre a próx­i­ma reunião de cúpu­la do grupo, na cidade do Rio de Janeiro. Como as inscrições ain­da estão aber­tas, esse número poderá ser ain­da maior.

“Os tra­bal­hos vão ser real­iza­dos de março até jun­ho, para a pro­dução das suas pro­postas. O C20 não parte do zero. Ele já tem 10 anos de con­strução. O grupo existe des­de 2013. Então, a elab­o­ração das pro­postas deste ano não são nec­es­sari­a­mente pro­postas que vamos con­stru­ir do nada. Vamos con­stru­ir a par­tir de acú­mu­los e dos debates inter­na­cionais que o grupo já tem”, disse Fro­ta.

Segun­do ele, no entan­to, como a cúpu­la deste ano ocorre no Brasil, é nat­ur­al que alguns assun­tos se destaquem nas dis­cussões do C20.

“Existe todo um dese­jo de que as orga­ni­za­ções e os movi­men­tos soci­ais brasileiros con­sigam agre­gar seus val­ores e reivin­di­cações. E as pri­or­i­dades da presidên­cia brasileira, em relação ao enfrenta­men­to da fome e pobreza, o desen­volvi­men­to sus­ten­táv­el, tran­sição energéti­ca e refor­ma do sis­tema mul­ti­lat­er­al acabam guian­do os debates”, disse.

Fro­ta expli­ca que alguns temas são de inter­ess­es de difer­entes gru­pos de enga­ja­men­to, por isso, além das nego­ci­ações com os gov­er­nos, haverá con­ver­sas com out­ros gru­pos, como o L20 (que reúne sindi­catos), o W20 (sobre assun­tos rela­ciona­dos à igual­dade de gênero) e o T20 (que enga­ja experts e insti­tu­ições espe­cial­izadas em assun­tos socioe­conômi­cos).

Entre os out­ros gru­pos de enga­ja­men­to, estão P20 (que reúne lid­er­anças par­la­mentares), S20 (cien­tis­tas), B20 (empre­sas), U20 (autori­dades urbanas), Y20 (jovens) e J20 (supre­mas cortes).

Entendendo o G20

Nes­ta sex­ta-feira (23), o C20 lançou, em parce­ria com o Cen­tro de Estu­dos e Pesquisas dos Brics (Brics Pol­i­cy Cen­ter), da Pon­tif­í­cia Uni­ver­si­dade Católi­ca do Rio (PUC-Rio), um guia para que a pop­u­lação enten­da o que é e como fun­ciona o G20.

O Cader­no para Enten­der o G20 pode ser aces­sa­do no site do Brics Pol­i­cy Cen­ter. O G20 é for­ma­do pelos gov­er­nos de 19 país­es — África do Sul, Ale­man­ha, Arábia Sau­di­ta, Argenti­na, Aus­trália, Brasil, Canadá, Chi­na, Cor­eia do Sul, Esta­dos Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, Méx­i­co, Reino Unido, Rús­sia e Turquia -, além da União Europeia e da União Africana. Esta últi­ma pas­sou a inte­grar o grupo em 2023.

Edição: Fer­nan­do Fra­ga

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