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Agência Brasil explica: como funciona a doação de plaquetas

Para marcar o Dia Mundial do Doador de Sangue, Ministério da Saúde lança campanha de doação de sangue, no Hemocentro de Brasília
Repro­dução: © Marce­lo Camargo/Agência Brasil

Elas são fundamentais no processo de coagulação do sangue


Pub­li­ca­do em 03/05/2021 — 06:30 Por Marce­lo Brandão — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

O sangue é com­pos­to por difer­entes estru­turas. Exis­tem as hemá­cias (glóbu­los ver­mel­hos, que trans­portam oxigênio dos pul­mões para as todas as célu­las do cor­po), os leucóc­i­tos (glóbu­los bran­cos, respon­sáveis pela defe­sa do cor­po con­tra vírus e bac­térias) e o plas­ma (líqui­do amare­la­do, com­pos­to em grande parte por água e que rep­re­sen­ta 55% do vol­ume total do sangue. O out­ro com­po­nente é for­ma­da pelas pla­que­tas, fun­da­men­tais no proces­so de coag­u­lação do sangue.

São as pla­que­tas as respon­sáveis por inter­romper os san­gra­men­tos de cortes e feri­das, por exem­p­lo. Quan­do um vaso san­guí­neo sofre um rompi­men­to, as pla­que­tas se con­cen­tram no local da lesão e a cobrem, como uma espé­cie de tam­pa. Ao mes­mo tem­po, atraem out­ras pla­que­tas para o local. As pla­que­tas lib­er­am sub­stân­cias que for­mam um coágu­lo, estancan­do o san­gra­men­to.

Exis­tem casos de pes­soas com baixa con­tagem de pla­que­tas no sangue. Isso pode provo­car san­gra­men­tos espon­tâ­neos. Entre os casos em que é necessária a trans­fusão de pla­que­tas estão os por­ta­dores de doenças que afe­tam a medu­la óssea; as cirur­gias cardía­cas ou trans­plante de órgãos, onde a neces­si­dade de trans­fusões é grande; e os trata­men­to como quimioter­apia. Trata­men­tos quimioterápi­cos reduzem a pro­dução de com­po­nentes san­guí­neos da medu­la óssea.

Doação de plaquetas

A doação de pla­que­tas se chama aférese. Tra­ta-se da sep­a­ração dos com­po­nentes do sangue com uma máquina cole­to­ra. Ela sep­a­ra os com­po­nentes do sangue por cen­trifu­gação, per­mitin­do a cole­ta sele­ti­va de um ou mais com­po­nentes. A máquina sep­a­ra o plas­ma, a pla­que­ta, os leucóc­i­tos e as hemá­cias. Na aférese, ape­nas as pla­que­tas são cole­tadas, e o restante dos com­po­nentes é devolvi­do ao doador.

Na real­iza­ção desse tipo de doação, um kit plás­ti­co é insta­l­a­do na máquina cole­to­ra. O sangue do doador cir­cu­la por ela, mas não entra em con­ta­to com a máquina. O sangue pas­sa por três está­gios. No primeiro, é apli­ca­do um anti­co­ag­u­lante, depois pas­sa para a cen­trifu­gação, onde são sep­a­ra­dos os com­po­nentes. Com isso, é fei­ta a cole­ta sele­ti­va ape­nas das pla­que­tas. No últi­mo está­gio, os com­po­nentes restantes são mis­tu­ra­dos nova­mente e devolvi­dos ao doador.

A van­tagem da aférese é o paciente car­ente de pla­que­tas rece­ber a quan­ti­dade necessária com um número menor de trans­fusões. Dessa for­ma, é cole­ta­da uma quan­ti­dade maior do com­po­nente dese­ja­do do sangue, em pequeno vol­ume. A cole­ta de pla­que­tas pode levar até 130 min­u­tos, depen­den­do do cal­i­bre das veias do doador.

Quem pode doar

Para doar pla­que­tas, é necessário ter entre 18 e 55 anos, pesar mais de 60 qui­los e não estar toman­do medica­men­tos. É necessário ter tido seis horas de sono de boa qual­i­dade na noite ante­ri­or à doação, não ter ingeri­do álcool nas 12 horas ante­ri­ores e nem fuma­do duas horas antes.

É impor­tante estar bem ali­men­ta­do para doar sangue, assim como beber bas­tante água des­de o dia ante­ri­or. É impor­tante, porém, não ter comi­do ali­men­tos gor­durosos (como açaí, aba­cate, quei­jo, iogurte, man­teiga, mas­sas, frit­uras e choco­late, por exem­p­lo) até três horas antes da doação. Caso você queira doar sangue ou pla­que­tas, pro­cure o hemo­cen­tro ou, na ausên­cia dele, o cen­tro de saúde de sua cidade.

Edição: Graça Adju­to

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